terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Côncavo e convexo
sábado, 31 de dezembro de 2011
Pela atenção, obrigada
E essa minha estranha mania de matar a vida no peito...
<3
"Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
Caio.
ou ainda
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Já tinha um post programado pro dia de hoje, que vai aparecer a qualquer momento por aí. É que achei bonito demais isso tudo e precisava botar pra fora.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Então é Natal...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo*
E você não imagina o calor que eu sinto aqui dentro.
Ficamos então combinados assim: "Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro".
Porque às vezes só mesmo a Clarice pra esquentar o coração nesse dia frio, pra ter certeza de que estamos no caminho certo, ou, pelo menos, pra acalmar toda essa ansiedade que eu sinto de nós.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Todos os caminhos levam a Roma

Esse post é especialmente para a minha Conhada.
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Dez horas mal dormidas num trem Calábria - Roma. Achei que era genial a ideia de viajar de trem noturno e paguei de bom grado pra dormir na couchette. Tinha tido uma experiencia tão boa na Alemanha. Rá. Aí começa a piada.
Primeiro que a Itália não é a Alemanha. E quando eu estava entrando no vagão e vi as duas senhorinhas mais estabanadas de todo o Império Romano vindo atrás de mim, pensei: ''Deus não faria isso comigo''. Ah, tá bom, Luana. Não deu outra: Entram as duas no mesmo ''quartinho'' que o meu e resolvem que era uma boa ideia passar as dez horas falando SEM PARAR. ''É que eu não consigo dormir, ainda bem que temos companhia''. Sorri e pensei ''a-ham, foda-se''. Virei pro lado e coloquei o travesseiro na cabeça. Doce ilusão.
As pessoas falaram A NOITE INTEIRA. Assim. Italiano não é alemão. Fica a dica.
Pra piorar, no meio da noite entra na Cabine uma quarta amiguinha, no caso, chinesa (ou japonesa, ou singaporenha, ou sabe Deus). Que, obviamente, não falava uma palavra de Italiano. E as velhinhas calabresas acharam que era uma boa ideia ficar puxando assunto com a amiga. Sem parar. E ela não respondia, afinal, oi, ela não fala sua língua. E as velhinhas começaram a reclamar sem parar da falta de educação da moça, que não respondia as perguntas das tiazinhas.
Meu Deus, eu mereço.
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Desci em Roma cansada e tonta. Ignorei os pedidos de ajuda das Italianas pra achar sei lá o que que elas queriam. Talvez eu vá pro inferno por isso, mas minha paciência tinha chegado ao limite. Fui procurar o próximo trem pra Florença quando de repente eu me dou conta: Perai! Eu tê em Roma!!! Vou dar uma volta pela cidade.
Deixei minha mala na estação e fui sorrindo em direção ao Coliseu. Não adianta, eu nunca deixo de me emocionar com essa cidade.
Conclui então que, depois do Rio, Roma é o lugar onde que eu me sinto mais em casa. É onde eu tenho o meu café preferido, o meu sorvete querido, é onde eu lembro de todos os caminhos. Fui caminhando pelas ruas que acordavam naquela fria manha de Outono e passei por todos os meus lugares preferidos: Desci a Cavour até o Coliseu, fui no Campo de Fiori, andei até a Piazza Navona e tomei com gosto o Café Sant Eustachio, também conhecido como O MELHOR CAFÉ DO MUNDO. E ali, tão cedo, tão inesperado, tão feliz, eu agradeci.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Piadinhas Calabresas


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Atenção, passageiros
Os anos passam e vejo mudar em classe econômica a relação que eu tenho com esses malditos aeroportos. Seriam um porto seguro ou seriam a melhor saída? 'There's no place like home' mas eu nunca sei o que sentir em todas essas minhas idas e vindas. Eu não sou daqui, ainda que eu tenha amor. E não espere menos de alguém que se arrisca ao ter um blog “Quaseindo”. Sempre estive indo, sempre estive vindo. Sempre estive condenada a não pertencer a lugar algum. O que você não entende é que não sou pra não precisar não ser.
Mas eu vejo essas crianças correndo pelo chão do aeroporto e me lembro que nunca fui tão feliz quanto criança no Galeão. Me sinto em casa nesse chão tão cuidadosamente encerado, e me lembro de todas aquelas nossas corridas de carrinhos, daquela alegria familiar a cada chegada, a cada partida. Não existe felicidade mais genuína do que a infância que vivi aqui, eu e todos aqueles primos. A vontade de que a infância pare no tempo. Eu tinha 8 anos e nunca me lembro de ter sido mais feliz.
Mesmo hoje, naquele abraço espremido e querendo virar um só. E agora, esperando um vôo que já completa 3 horas de um atraso idiota, eu me pergunto porquê que eu resolvi de novo ir embora de você. Eu não tenho pra nunca mais ter que perder. E lá se vão 3 horas. “É a neve em Paris, senhora”. E eu com isso de ter neve em Paris, eu que nem estou indo pra lá. Eu, que já nem sei se estou indo ou vindo, eu, que já nem sei pra onde vou. Eu, que agora não consigo parar de pensar que estou Quaseindo pro resto de mundo sem você. Eu, e o que mais me impressiona é que nem quero mais conseguir te tirar aqui de dentro de mim.
Tiquetaquetiquetaquetiquetaquetiquetaque. Faltam 2 semanas pra eu ser [mais] feliz de novo. E você? Tem coragem?
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É oficial: De uns tempos pra cá, os taxistas resolveram que agora me chamam de “Senhora”. Assim, eu não me vejo Senhora, eu não tenho cara de Senhora, eu não tenho cabelo de Senhora. Vamos parando com essa palhaçada. Grata.
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Pela atenção, obrigada. Nos vemos pelos aeroportos do mundo. Meu vôo está Quaseindo sem mim :)
domingo, 11 de dezembro de 2011
Matando um dragão por dia

