sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
momento "ai, ai"
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
momentos especiais na Europa
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
take a second view
como num romance
o homem de meus sonhos
me apareceu no dancing
era mais um
só que num relance
os seus olhos me chuparam
feito um zoom
ele me comia
com aqueles olhos
de comer fotografia
eu disse cheese
e de close em close
fui perdendo a pose
e até sorri, feliz
e voltou
me ofereceu um drinque
me chamou de anjo azul
minha visão foi desde então
ficando flou
como no cinema
me mandava às vezes
uma rosa e um poema
foco de luz
eu, feito uma gema
me desmilinguindo toda
ao som do blues
abusou do scotch
disse que meu corpo
era só dele aquela noite
eu disse please
xale no decote
disparei com as faces
rubras e febris
e voltou
no derradeiro show
com dez poemas e um buquê
eu disse adeus
já vou com os meus
numa turnê
como amar esposa
disse ele que agora
só me amava como esposa
não como star
me amassou as rosas
me queimou as fotos
me beijou no altar
nunca mais romance
nunca mais cinema
nunca mais drinque no dancing
nunca mais cheese
nunca uma espelunca
uma rosa nunca
nunca mais feliz
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
no iPod dela toca...
I hate to see you cry
lying there in that position
there's things you need to hear
so turn off your tears
and listen
pain throws your heart to the ground
love turns the whole thing around
no it won't all go the way it should
but I know the heart of life is good
you know, it's nothing new
bad news never had good timing
then, circle of your friends
will defend the silver lining
pain throws your heart to the ground
love turns the whole thing around
no it won't all go the way it should
but I know the heart of life is good
[John Mayer - The heart of life]
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quem cedo madruga
estou tonto,
tonto de tanto dormir ou de tanto pensar,
ou de ambas as coisas.
o que sei é que estou tonto
e não sei bem se me devo levantar da cadeira
ou como me levantar dela.
fiquemos nisto: estou tonto.
a final
que vida fiz eu da vida?
nada.
tudo interstícios,
tudo aproximações,
tudo função do irregular e do absurdo,
tudo nada.
é por isso que estou tonto ...
agora
todas as manhãs me levanto
tonto ...
sim, verdadeiramente tonto...
sem saber em mim e meu nome,
sem saber onde estou,
sem saber o que fui,
sem saber nada.
m as se isto é assim, é assim.
deixo-me estar na cadeira,
estou tonto.
bem, estou tonto.
fico sentado
e tonto,
sim, tonto,
tonto...
tonto.
[Álvaro de Campos]
