quarta-feira, 11 de junho de 2008

london bridge is falling down


depois do atentado de 11 de setembro e a rigidez contra a obtenção de vistos para os EUA, Londres voltou a ser o most wanted destiny dos caçadores de novidades e tendências do mundo. Londres é uma capital que pulsa o tempo todo e impressiona pela oferta de atrações e pela convivência permanente das diferenças. se esta é pacífica ou não, é uma incógnita. ou não.

mas o fato é que as diferenças existem e isto já faz a capital inglesa uma cidade interessantíssima e destino certo dos que querem saber o que há de novo no mundo. pubs, bares descoladíssimos, museus gratuitos, a comida horrível, a monarquia, o melhor sistema de transporte do mundo.

sobre o transporte, aliás, tenho observações especiais. a idéia de viver em pounds é asssutadora, mas contornável. ficamos em pânico quando soubemos, por exemplo, que uma passagem de metrô custa 4£, que equivalem a 9 reais. mas descobrimos rapidamente o cartão Oyster, que funciona como um cartão recarregável. há duas possibilidades: você pode depositar um determinado valor nele e “ir gastando” ou pagar pelo passe semanal, que custa 23£ e pode ser usado à vontade em ônibus e metrô. esta última foi, sem dúvida, a melhor opção.

esqueça a idéia de comer bem em Londres. a comida é horrível e cara. Pagar mais não significa AT ALL comer bem. e descobrimos que é possível encontrar até Yakisoba ruim. restam duas opções:

- comprar comida e fazer em casa, que sempre funciona e é fácil encontrar comida de qualquer lugar do mundo;

- sanduíches de supermercado, a grande surpresa da viagem. há em todos os cantos bons supermercados com seções “to take away”, que vende comida quase boa e bem barata. um sanduíche custa menos de 3£: bom e barato. bonito... aí já não sei.

ficamos na casa do Bernardo, meu amigo de infância, o que foi ótimo pois parece que os hostels de Londres são caros e distantes. onde se hospedar? depende da estação de metrô. melhor algum lugar ao lado de uma estação que te leve rapidamente ao que te interessa. aliás, a vida passa pelo metrô londrino. anda-se nele pra cima e pra baixo. permita-se se perder e depois veja qual estação de metrô é mais perto de onde você está. é ótimo.

1 cerveja (beer, óbvio) = 2,5£ por um pint. com dois, fica-se quase bêbado. ótimo e com cervejas de altíssimo nível.

imperdível:

Hyde Park, ou qualquer outro. aproveitar o sol o máximo que puder quando ele aparecer um pouquinho. é um momento tão raro que os parques se enchem de gente livre e feliz.

Oxford Street e Regent Street: as melhores ruas para compras. procure as redes Primark e Top Shop. bom, bonito e barato.

Absolut Ice Bar: perto da Regent Street. 15£ para entrar, com direito a um drink delicioso. caro e divertido. depois de vestir uma roupa de esquimó, você entra numa camara resfriada com temperatura de 6 abaixo de zero onde tudo, tudo, tudo é de gelo. muito legal, rende ótimas fotos. o curioso é que só permitem que você fique 40 minutos lá dentro... mas depois de meia hora ninguém aguenta mais e vai embora na hora!

pubs: delicia-se com a melhor cerveja do mundo. Guiness, 1664, Grolsh, Kronenbourg... Todas são ótimas.

Big Ben: lindo. ficamos bem felizes por estar ali. o vitoriano prédio do Parlamento também merece atenção especial. lindíssimo.

Camdem Market: o bairro é bem legal todos os dias, mas no fim de semana ele ferve com roupas e cabelos multicoloridos e todo o tipo de gente andando pra lá e pra cá. muito legal.

Bricklane e Spitalfield: mercados de fim de semana, pertinho um do outro. aliás, Londres PRECISA ser visitada num fim de semana pois é quando as coisas acontecem. vale muito a pena dar uma andada despretensiosa por lá.

Notting Hill: esqueça o Hugh Grant. O melhor do bairro é a feira que acontece na Portobello Road no final de semana. Lojinhas de toyart, brechós, barraquinhas, comidinhas, feira de roupas incríveis. o máximo.

Tate Modern: IMPERDÍVEL. maneiríssimo. um dos museus de arte moderna mais completos do mundo. e de graça.

National History Museum: dinossauros, mamíferos, insetos... permita-se ser criança outra vez.

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