quarta-feira, 11 de junho de 2008

oui, oui, Parri.


A cidade mais romântica do mundo. Linda, espetacular. Vale a visita, vale perder-se pelas lojinhas dos seus 18 arrondisements por dias, meses. Cada bairro com suas particularidades e todos com este inegável charme que os amantes da cidade-luz não cansam de ressaltar.

A verdade é que Paris é uma cidade que suspira e talvez seja preciso estar apaixonado pra aproveitar ao máximo o que a cidade tem a oferecer. Àqueles que ainda não encontraram sua alma-gêmea fica meu conselho de encantar-se pela cidade e seus chamosíssimos moradores.

Paris é dividida em 18 arrondisements, ou regiões, que crescem numéricamente como um espiral a partir do Louvre (4éme, 16 éme). Cada um é mais lindinho do que o outro e os bairros são bem diferentes, então vale definir quantos dias você tem pra aproveitar na cidade, saber bem em qual éme você vai se hospedar, definir quais os pontos turísticos você quer ver de qualquer maneira e de quais você não abre mão... E FLANAR pela cidade, andando sem rumo, sem se preocupar... Porque para isto Paris foi feita.

Ficamos em Montparnasse, 14éme, um bairro bem legal, cheio de artistas e com uns bares interessantes. A estação de metrô era Pernerty, na linha 13, uma linha interessante pois nesta mesma linha ficam as estações Montparnasse Benvenue e Invalides, duas importantes estações com um grande número de linhas.

O metrô de Paris é muito bom, ainda que não tão limpo e organizado como o de Londres. Tem umas 300 estações e algumas delas fazem interseção com o RER, o trem que vai para os subúrbios mas corta a cidade em locais estratégicos. Compramos a carte orange, um passe semanal que funciona de segunda a domingo e torna passagem de metrô um pouquinho mais barata. Vale a pena se você for usar o transporte público inúmeras vezes e se você for ficar, como nós, uma semana na cidade. Custa 16€ mas concorre com o bilhete de 10 viagens + 2 grátis na preferência dos turistas. Se você não for ficar 1 semana, esta segunda é, sem dúvida, a melhor opção.

Atenção: não tente bancar o malandro no metrô. Quem for pego sem bilhete válido, como qualquer outro lugar da europa, paga multa que varia de 40 a 120€. Além do contrangimento. Não vale a pena. Não dá pra querer ser malandro demais, sabe?

1 cerveja (biérre) = Absurdos 5€, assim como o chopp (Demi). Nem pensar. Beba vinhos – muito bons, muito baratos. Mas procure os vinhos de 5 a 10€ pois aí sim você está diante de uma oportunidade de negócio, pois estes certamente custam mais de R$100 aqui.


Imperdível:

A Torre Eiffel. Tem que ir. É linda, enorme, impressionante. Custa 11€ pra subir e passamos 2 horas e meia na fila, então, dependendo do tempo, do dinheiro e da paciência, não é necessário subir. Basta ir lá, fazer fotos, e mais fotos, e mais fotos, e ir embora. É igualmente emocionante. Mas se tiver disposição, é legal subir também pois a vista de cima é maravilhosa. Ficamos no 2º andar. O 3º, além de ser mais caro, não foi necessário.

Beber muitos vinhos Borgonha e Bordeaux de altíssimo nível e muito baratos. Opte pelos de 5€ e não pelos de 2€. A diferença será enorme e você estará pagando R$12 em um produto que aqui custa mais de R$100. Delicie-se. Nossa média foi duas garrafas por dia. Até porque a cerveja é sempre quente e a mais cara da Europa – descabidos 5€.

Beber Champagne verdadeira por preços que variam de 5 a 30€ a garrafa. Compramos uma Veuve Clicot, que no Brasil custa R$246, por 29€. Não é exatamente a melhor, mas eu precisava de algo simbólico. Uma de 15€ deve estar de bom tamanho.

Tentar perceber o charme e as peculiaridades de cada bairro. Descobrir o significado do verbo “flanar”. Andar sem rumo, mudando de idéia, permitindo-se vasculhar tudo. Você não vai acreditar no quão incrível este garimpo será.

Comer crepe da rua, enroladinho, caminhando. De Nutella também.

Ir a um supermercado e comprar muitos e muitos e muitos queijos incríveis ridiculamente baratos. Dar um jeito de trazer alguns (que tenham a embalagem bem durinha) pro Brasil. Acredite, você não vai se arrepender.

Passear no Marais, o bairro cool gay. Um quê de Ipanema. Bares ótimos, lojinhas idem. É onde fica o Museu Picasso, que é... Legal.

Centre Pompidou: o mais incrível museu de arte moderna do mundo. Ok, a Tate Modern também é a mais incrível. Mas lá é foda, tem instalações incríveis, quadros da Bauhaus, salas do Philippe Stark... Imperdível. Dedique horas a isso. Três, no mínimo. Em frente tem umas papelarias com postais e posters bem legais e bem pertinho umas lojas que vendem malas, caso já seja necessário rsrsrs. Ah! E a lojinha do museu é a mais legal de todas. Umas promoções inacreditáveis de livros e posters de todos os quadros que você viu lá e em outros museus. Muito melhor do que a lojinha do Louvre.

O Louvre. Um problema. Lindíssimo, mas grande demais e, convenhamos, a Maria Madalena não está enterrada lá. Mas temos que ir, né... Então minha sugestão é: pegue o metrô, desça no Carrousel de Louvre, compre o bilhete, pegue o audioguia (!!!), vá DIRETO à Monalisa e “resolva o problema”. Sim, a Monalisa está a 5 metros de distância, sim, é impessoal... Mas o quadro é foda e você estará diante da mais importante obra de arte do mundo. Depois veja a Venus de Milo, talvez a arte egipcia, algo mais que te interesse... E vá embora.

OBS: Audioguias, se você estiver com uma folguinha de $, sempre valem a pena. E sempre, sempre, ao entrar em um museu, pegue primeiro o folder e mapa e decida o que vai fazer. Dedique 5 minutos preciosos a isso. Vale a pena.

Musee D´Orsay. Talvez o mais legal de todos. É onde estão todos os Mestres do Impressionismo, e talvez os melhores quadros deles. A lojinha é uma merda, mas o Museu é maravilhoso. Tem muita coisa que vale a pena.

Musee Rodin: Maravilhoso, com todas as obras importantes de bronz e mármore. Rende ótimas fotos. Perto do Invalides, que vale dar uma olhada.

Um passeio pelas Ilhas do meio do Sena. Faça tudo junto: Notre-Dame (o Quasimodo não mora mais lá...), as duas ilhas, Saint-Chapelle. Caríssima pra entrar e confesso que não me agrada a idéia de pagar pra entrar só pra ver uma igreja. Mas esta merece, com um segundo andar inacreditável, com vitrais em todas as paredes contando a história da Biblia. Linda. O ingresso dá direito à Conciergerie. Não vale a pena perder tempo lá, é uma prisão enorme, mas totalmente fake, tudo meio maquete, meio show de Mulatas pra gringo ver.

Loja Pylones. Foda, com coisinhas lindas e inúteis pra sua casa. Vale a pena dar pelo menos uma olhada.

Caminhar a beira do Sena e pensar: puxa, que incrível eu estar aqui. Fazer uma foto bem romântica, bem piegas, de sobretudo e cabelo esvoaçante... Bem parisiense.

Fazer um pique-nique com vinho. Economico, muito delicioso e muito legal. Sorria, você está em Paris, este é o melhor pão do mundo (baguette ou Pain, que é a bisnaga) e os queijos são incriveis. Aproveite e saboreie a vida neste momento.

Montmatre. O bairro no alto da cidade, com a Sacre-Coeur, uma igreja lindíssima. Rende boas fotos e dá pra ver a cidade de cima. Tente ir num domingo, quando os artistas vão estar na pracinha à direita da igreja (lá no alto) e as ruas cheeeeias de gente. Maravilhoso. Metrô: Abesses ou Pigale. Compre um crepe e caminhe horas pelas ruas.

Chateau de Versailles. É um local importantíssimo historicamente, blablabla. Oegue o RER C (amarelo) até o ponto final. Cuidado, tem que pagar um complemento no RER pois você sai da área que o cartão do metrô cobre. É lindo, os jardins são incríveis... Mas só dá pra ir se tiver uns dias a mais na cidade. Perde-se pelo menos 5 horas no passeio. Vá no fim da tarde, quando tem menos gente, chegando lá faltando 2 horas pra fechar. De manhã não dá pra andar, de tanta gente. O Castelo é lindissimo, as paredes têm história, o quarto da rainha e do rei são foda, o salão dos espelhos é maravilhoso. Sentar nos jardins de versailles, à beira do lago, é muito legal. Mas só vá até lá se tiver tempo. Você terá toda a sua vida pra ir lá depois. E, se for, não dispense o audioguia.

OBS: Compramos o Paris Pass, que dá direito aos museus por X dias e custa X €. Só vale a pena se você visitar mais de um museu por dia, o que ja concluimos que não é bom. Se você for a Versailles, que é bem caro, vale. Mas a fila não é taaao maior assim nos museus sem o passe e não vale a pena fazer nada correndo pra “gastar” o passe. Além disso, a Torre Eiffel não está incluída no pacote.

Experimentar alguma coisa incrível da gastronomia francesa. As comidas são muito caras, é verdade, mas alguma coisa dá pra provar. E você terá a vida inteira para dizer que comeu.

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