sábado, 26 de dezembro de 2009

sobre o tempo




Passada a noite de natal, resta aceitarmos que Papai Noel não mais existe e buscar nossa felicidade nas pequenas coisas, mesmo.

2009 foi o ano de correr atrás dos sonhos. Nem sempre os sonhos estão ali, prestes a serem realizados. O que mais causa frustração na nossa vida talvez seja essa expectativa de que a felicidade esteja logo ali esquina, esperando pra ser vivida.

Muitas vezes, correr atrás dos sonhos são simples sementinhas que plantamos.

E 2010, logo ali, atrás da porta, com toda essa prometida felicidade, latente, ansioso espera.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

ho ho ho


É fato que essa época do ano mexe com os hormônios da gente... fica todo mundo meio de TPM, saudoso, questionador, sentimental.

Que esse natal sirva então pra você perceber que ainda pode ser uma pessoa um pouquinho melhor com o próximo e com você mesmo.

Que reflita se não há mesmo nada que você possa fazer para tornar o mundo um lugar mais harmonioso de se viver. E, se não puder mudar o mundo, veja se não há algo que você possa fazer para mudar a vida de uma pessoa que seja.

Que você entenda o quão desimportante é o TER perto daquilo que você pode SER. Ao pó retornaremos, meu bem.

Que você perca o bloqueio e faça aquela pessoa próxima se saber amada. Muitas vezes ela está só precisando ter certeza do seu amor.

E que você se cobre menos. you´re doing a great job.

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É impressionante como os natais pareciam melhores quando éramos crianças e, mais do que um caminhão de presentes, o que ganhávamos mesmo era a certeza de que aquilo duraria para sempre.

Que você, assim como eu, entenda que aqueles que já se foram ainda brilham, pelo menos hoje, dentro de nós. e que felicidade termos compartilhado uma mesma época com pessoas tão especiais. ainda que por menos tempo do que gostaríamos, ainda que, hoje mais do que nunca, a saudade doa.



E que esse carinho de papai noel não vá nunca embora do meu abraço.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

menage


minha cunhada é tão boazinha e legal e divertida e engraçada e fez uma homenagem tão bonita pra mim AQUI que resolvi estar comentando que ela é bonitinha e boa pessoa, olha só:



mas não muito boa da cabeça, coitadinha. vejam o texto que ela esteve deixando no word aberto do meu computador. acho que ela tá com muita coisa na cabeça e deve estar precisando de umas férias.

Jornalismo – eles não tem como ver

Romeu – arquivo

2182 3145

A equipe do Metropolis saiu de ferias

2 peixe

5 de carne

6 de frango

1 coca

1 guarana diet antartica

Sal

Talher

Nota fiscal


Prato descartavel

lacybarca@tvbrasil.org.br

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ok, era só isso. grazie mille.

domingo, 20 de dezembro de 2009

momentos


Da série "momentos que o nosso trabalho nos proporciona". De repente eu me dei conta de que estava a 3m do meu ídolo-mor. Trabalho fuindo. o set montado. O resultando ficando bom. Equipe se divertindo.



restava respirar fundo e ouvi-lo recitar um dos poemas mais bonitos já feitos:


Conta a lenda que dormia
uma Princesa encantada
a quem só despertaria
um Infante, que viria
de além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
vencer o mal e o bem,
antes que, já libertado,
deixasse o caminho errado
por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
se espera, dormindo espera,
sonha em morte a sua vida,
e orna-lhe a fronte esquecida,
verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
sem saber que intuito tem,
rompe o caminho fadado,
ele dela é ignorado,
ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
ela dormindo encantada,
ele buscando-a sem tino
pelo processo divino
que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
tudo pela estrada fora,
e falso, ele vem seguro,
e vencendo estrada e muro,
chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
a cabeça, em maresia,
ergue a mão, e encontra hera,
e vê que ele mesmo era
a Princesa que dormia.

Fernando Pessoa

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Obrigada. E que nunca nos deixemos brutalizar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

surpresa boa


Ou "do tempo em que eu acreditava mais nas coisas e nas pessoas". Recebi essa foto hoje e me impressionei com a simplicidade do meu olhar. Eu estava feliz. Simples assim.



O ano era 2000, acho. Fazíamos um projeto junto ao MST na faculdade... E essas crianças moravam no acampamento Oziel Alves, em Campos. Eu fiquei pouco tempo envolvida de fato, mas foram momentos muito importantes pra mim.

Acho que foram os últimos anos em que eu de fato acreditava em grandes movimentos sociais, em mudar as coisas e as pessoas através da conscientização da massa. O discurso era lindo, mas fazíamos pouco, porque é difícil mesmo fazer muito.

E que as grandes mudanças só acontecem quando tivermos com tudo pronto pra elas.

A partir de então eu fui percebendo que a transformação é um trabalho de formiguinha, de fazer a sua parte com ações bacanas que deixem o planeta e a vida dos que aqui vivem um pouquinho melhor dia após dia. Aprendi, principalmente, que antes de sair por aí pra mudar o mundo deveríamos olhar com atenção pra todos os cantinhos da nossa própria casa. Depois, a calçada em frente a ela.

E foi aí que eu resolvi que ia mudar a mim mesma. Acho que estou fazendo um bom trabalho.

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Que caminhos teriam levado esses rostinhos da foto?

pára tudo...


... que eu quero ele pra mim:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

sobre os albergues


atendendo a pedidos, seguem alguns comentários sobre os albergues escolhidos dessa vez.

eu já tinha me hospedado no irmão pobre, o Alessandro Downtown, na outra vez. o Palace era um pouco mais caro, um pouco mais longe. acabei descobrindo que ele é bem melhor do que o outro. os quartos são mais limpos, mais confortáveis, tem banheiro. a pizza party rola toda noite mas acaba sendo uma aventura você conseguir pegar um pedaço de pizza. o bar é divertido e sempre um bom local para conhecer mochileiros. 30 minutos de internet grátis por dia, 1 Euro por hora a partir disso. wireless nos quartos.

Joans Heritage, Taormina
um dos locais de mais bom gosto que ficamos. a dona, Patricia, é uma fofa, fala inglês fluente e nos fez um preço super justo. localização "na cara do gol". banheiro limpíssimo. café da manhã OK. se tivesse frutas seria o melhor albergue do mundo.


meio sujo. barato. staff super gente boa. a primeira impressão é péssima, fica ao lado da estação de trem de uma das cidades mais caóticas do mundo. com o passar do tempo foi se configurando como bacana porque era bem localizado. a cidade é bizarra mesmo, não acho que o viajante consegue coisa melhor pagando pouco. vale a pena pagar um pouquinho a mais e ficar num quatro privado. internet grátis nas áreas públicas.

Hostel Archi Rossi, Florença
descobrimos super por acaso. era perto da estação, tinha vaga, era menos de 20 Euros. chegando lá descobrimos um albergue super maneiro, muito bem localizado, com uma área verde interna e melhor: com café e jantar incluídos! as 2 refeições meio mais ou menos, meio gordurosas, mas super OK. vale super a pena. paredes todas rabiscadas pelos hóspedes, dando um ar informal e simpático ao local. bom local pra conhecer pessoas. internet grátis e wireless nos quartos.



Unity Hostel, Budapeste
muito bem localizado, barato, de bom gosto. não é bom para conhecer pessoas, pelo menos quando fui, porque estava meio vazio. cheio de regras, mas todas OK pra mim. staff super gente boa. banheiro no corredor. decoração bonitinha. simples e muito bom.



Alessandro Downtown, Roma
resolvemos economizar um pouco e ficar no primo pobre do Alessandro. vale muito a pena financeiramente, mas é bem menos legal. banheiro sujo e o bar faz falta. por outro lado, tem uma cozinha pública e rola uma interação bacana na hora do jantar. tem uma free pasta durante a semana.

St. Christopher, Paris
vale muito a pena. um pouco longe das principais atrações de Paris, mas pertinho do metrô Crimeé. super profissional o tratamento. tem elevador, boate, bar enorme. café da manhã bom. internet grátis wireless no bar. banheiro sempre limpo. a vantagem de se hospedar num albergue grande assim é que você paga por um serviço e ele é bem prestado. tem a desvantagem de ser meio impessoal e você dificilmente conhecerá pessoas que não estejam no seu quarto. mas o saldo é super positivo.


nas outras cidades eu me hospedei na casa de amigos. é sempre bom pra dar uma descansada. mas eu sou uma entusiasta do albergue; você conhece pessoas, tem liberdade, não precisa comprar coisinhas pra agradar o anfitrião (sejamos honestos), tem a caminha arrumada e ainda se diverte.

pensamento do dia, recorrente.

"voltar é uma ilusão. estamos sempre indo"

teste


preciso estar confessanding que adoro testes de revista. cresci tentando descobrir se o gatinho era um príncipe ou um sapo, que tipo de princesa eu era, se eu era fácil ou difícil, se eu era uma amiga confiável e por aí vai.

tão fácil transferir a responsabilidade pela sua felicidade pra uma folha de papel...

mas, enfim, navegando por aí, descobri
esse teste aqui na superinteressante. achei digno. quem quiser estar me analisando, segue o meu resultado abaixo.


Dodô - 500 dias de verão.

pausa para divulgação da excelente reflexão do Dodô sobre o Rio, publicada na Revista O Globo de 06.12.2009.

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500 dias de Verão

A tradução literal do título do filme “500 Dias com Ela” seria “500 Dias de Verão”. A mensagem do filme “500 dias de Verão” é que nessa vida tudo passa. Para o carioca não. O carioca vive 500 dias de verão. A diferença é que, quando chega a estação propriamente dita, tudo passa mais rápido, tudo fica mais ofegante, abafado, feliz, a vírgula substitui o ponto, o ponto substitui o parágrafo e, no caso deste texto, papel e lápis substituem o notebook, que esquenta demais para ficar no colo nesta noite de 30 graus, para ser suporte de ideias de uma cabeça quente e desorganizada pronta para um choque de ordem, porque no verão tudo precisa de um choque de ordem, seja flertes que querem virar romances, seja o que fazer com o décimo-terceiro, ou com o coração em final de campeonato brasileiro, com o fígado em véspera de carnaval, com as resoluções de Ano Novo, pois tudo no verão oficial passa desorganizadamente como um bloco de sujos numa quarta-feira de cinzas, e quando o prefeito nos chama de bloco de sujos, nós tocamos o bumbo solitário de quem paga imposto mas fica sem luz no Leblon, sem luz na Tijuca, e exigimos em troca um choque de ordem nas instituições que são sustentadas por nós, mas esquecemos os nós que somos nós, e o quanto sós estamos nós, que desatar e reunir faria do nosso verão uma estação ainda melhor, ainda que um verão carioca organizado não seja, convenhamos, verão carioca de verdade, e que talvez o próprio carioca, se chocado e ordenado, seja menos carioca, e isso é lindo e péssimo, porque o calor que inspira os compositores de marchinhas é o mesmo que queima as obras de Helio Oiticica, que nos faz procurar as comfort parties, festas caras no meio da semana, sem filas e sem pegação, mas que nos deixa sem paciência para fazer coleta seletiva do lixo ou tomar conta da água parada nos vasos de plantas, o que esconde uma ainda mais grave visão superficial do que seja meio ambiente, como tenho discutido com meus alunos de Ensino Fundamental e Médio, quando fazemos uma limpeza geral na sala de aula antes da aula começar, porque a sala de aula é um ambiente a ser respeitado, e que temos que ter uma melhor relação ambiental com esses ambientes pouco lembrados, a sala de aula, a rua onde se mora, o bairro onde se vive, a praia que se frequenta, o ônibus da segunda-feira, o outro, sim, o outro consiste em um ambiente a ser cuidado com doçura e respeito e, principalmente, a si próprio, esse ambiente esquecido, a mente, a saúde do corpo, a pele da mocinha que neste momento dorme ao meu lado, com um poema do Leminski tatuado nas costas, “A noite me pinga uma estrela no olho e passa”, que de vez em quando vai a academia para manter-se bela, e lê Ana Cristina Cesar na varanda para ocupar a mente, ou o pelo, sem circunflexo, abre parênteses, a Língua é o ambiente que mais sofre com o impacto das ações do homem, fecha parênteses, pelo da gata vira lata que dorme de barriga pra cima no pé da cama e agradece o calor, pois gatos gostam de calor e são exemplarmente organizados, e por isso cariocas deveriam ser as tais gatas extraordinárias que andam no meio onde fluem, e que evoluem e que incluem a todos, simples assim, então nosso prefeito, satisfeito, poderia ocupar-se de impor choque de ordem em outras áreas urgentes, e então haveria o equilíbrio entre os bons selvagens cariocas que somos e os cidadãos de Estocolmo que pretendem que sejamos, então haveria afinal equilíbrio ambiental, o altinho liberado na beira da praia, a pipa dibicando no alto do morro da Mangueira imortalizando Oiticica, a piscina de plástico na laje de casa, o pisca-pisca sincretista das luzes de natal misturadas ao neon dos inferninhos de Copa, os blocos de sujos, esses nós do verão, e nós no verão.

domingo, 6 de dezembro de 2009

pra enfeitar o dia


Domingo.
Tentando entender qual é exatamente o plano de ação entre HOJE e o resto da minha vida.



Trilha sonora:

"Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Seu poder vem do sol
Minha medida
Meu bem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars"


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Mais um daqueles posts só pra colocar a foto bonita.

sábado, 5 de dezembro de 2009

pelos campos elíseos


é impressionante o quanto eu me identifico com Paris. adoro a beleza da cidade. adoro isso de tanto fazer você virar pra direita ou pra esquerda, já que em qualquer enquadramento o resultado final fica LINDO.

adoro os bistrôs. as comidas. as bebidas. os parques. as varandinhas. as lojinhas. a torre. os museus.

falando em museus: ninguém merece a pessoa passar poucos dias em Paris e os museus entrarem em greve. exatamente: os funcionários da cultura da cidade-luz se rebelaram contra as instituições. reclamam de preços altos de ingresso contra baixos salários. ok, é pertinente, os trabalhadores têm direito à greve, mas... ô momento inoportuno pra esses fdp resolverem querer conscientizar a sociedade, hein?!

mas relaxei; já conheço Paris, já fui a todos os museus que me interessavam na primeira vez em que estive aqui... só que não vamos estar visitando museus parisienses em 2009. e tenho dito.

na porta do Louvre vimos uma exposição sensacional de fotos chamada "Retratos-auto retratos". simplesmente o cara (um gênio) viajou o mundo inteiro fotografando as crianças de cada lugar. e a cada foto ele pedia pra criança fazer um desenho dela mesma. depois ele imprimiu as fotos junto com cada desenho. o resultado é genial e o mais interessante é você perceber as diferenças e semelhanças entre os desenhos de cada país. ficamos lá horas e horas e depois descobri que o livro estava sendo vendido numa livraria ali do lado. corri a tempo de adquirir o último por 29 Euros, o $ mais bem gasto dos últimos tempos.




e já que não tem museu, vamos aproveitar a beleza da cidade flanando. andamos, andamos, andamos. andamos tanto que andamos até de roda gigante na Place de la Concorde. 10 Euros. cara. mas legalzinha, principalmente por poder ver o sol se por em rosa lá de cima exatamente atrás da torre eiffel.



depois pegamos o champs elyseés com decoração de natal... lindíssimo, e ainda tinha uma feirinha de produtos típicos. peguei um vin chaud, o tal vinho quente que adoro e pelo visto sai que nem água na europa, e fiz o nosso esporte europeu: andei, andei, andei. haja sola de all star.

ai, ai. Paris não me deprime (piada interna).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

just another day


Começamos o dia com as Galleries Lafayette. Porque a vida é muito curta pra ser disperdiçada com vinho barato, sabe?

Aliás, esses primeiros dias em Paris tem sido ANDAR, ANDAR e ANDAR. É a cidade mais linda do mundo, então... Contemplemos-na! Imprimindo chiqueza nas oropa tudo.



(Ai como eu falo difícil...)

Ficamos andando ali pelos Boulevardes durante um tempão. Uma delícia. Pára um pouquinho, entra um pouquinho, olha um pouquinho.

- Olha essa lojinha de temperos!
- Meu deus! olha aquela queijaria!
- Vamos ali RAPIDINHO naquela livraria só ver uma paradinha rapidinho, eu prometo (hum... sei....)
- OLHA ESSE COGUMELO!!!!!!!!!!!!!


Não adianta, esse é nosso esporte preferido.

Depois resolvemos subir até Montmarte pra ver a cidade de cima (não sem antes fazer a foto paraíba em frente ao Moulin Rouge). Uma chuvinha fiiiiiiiiiiiina na cabeça... Mas ok, turista é isso aí, cheio de espírito aventureiro. Chegamos lá em cima e... sur-pre-sa! não dava pra ver quase nada. Pouco da cidade, nada da Torre Eiffel. Ficamos meio putos até que olhamos pro lado e a torre SE ACENDEU pra nós, toda oferecida. que emoção!!! acho que a gente sempre volta meio a ser criança na Europa.

Saímos de lá e resolvemos pegar um metrô até o albergue. Que beleza, era hora do rush. impossível entrar no metrô. Deixamos 2 passarem até termos coragem de encarar o vagão lotaaaaaaado.

Voltamos pro hostel e ficamos batendo papo com um australiano e um turco que chegaram no nosso quarto. Definitivamente essa é a parte mais legal de uma viagem internacional.

E volta à minha cabeça a frase-tema da viagem: "don´t travel to scape life; travel so life doesn´t scape you".

Bonsoir, então.

ne me quite pas.


Paris.

Ai... eu amo Paris. faz 2 dias que estou aqui e devo confessar que me identifico completamente com essa coisa chique despojada da cidade.

Chegamos num dia chuvoso e fazia 15 graus. A cidade cinza, pessoas apressadas no metrô. cigarros. Boulangeries. Paris tem cheiro de pão quentinho. No caso, un baguette.

Chegamos ao Hostel St. Cristopher. Deixamos a mala no locker e fomos curtir a cidade, afinal, estamos em Paris.

Direto à Torre Eiffel. E é sempre impressionante. Muito legal rever a dama de ferro, imponente e linda num dia tão frio. Depois andamos, andamos, andamos. Nada como flanar em Paris: O Quartier Latin, as ilhas, notre dame... Acho que nasci pra isso.

Voltamos pro albergue exaustos e ficamos resolvendo coisinhas na internet até capotar na cama.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

arrivederci Roma! agora por um bom tempo...




(foto "cara de babaca em Roma")

voltamos a Roma, cidade que eu aprendi a gostar. passamos 2 dias legais, revendo locais que mais gostamos. Basílica, Vaticano, Trastevere (pouquinho, queria ter ido mais) e arredores da Piazza Navona.

alugamos bicicletas ao lado do metrô Spagna por 10 Euros a diária. talvez tenha sido a coisa mais inteligente de toda a viagem. foi UMA DELÍCIA dar um rolezão no domingo, dia em que várias ruas ficam fechadas. estava já com saudades de fazer exercícios diferentes de "gastar sola do All Star".




incrível. agora... Paris.

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PS: é bom deixar reSIStrado aqui que sim, eu tenho várias roupas, mas estou aparecendo em todas as fotos com uma roupa só porque estou fazendo PROPAGANDA da loja da amiga. aliás, que está de site novo, lindo.

grazie mille.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Oi?


Ok. o ódio passou. era preciso desabafar.

mas queria deixar registrado que tem gente aqui pensando em planos diabólicos para se vingar dos coleguinhas nipônicos: Cocô na meia, barbantinho cheiroso no quarto, alfinete infectado no colchão.



bom dia pra vocês, também.

sobre saquinhos plásticos

Eu juro que estou tentando me transformar numa pessoa melhor. Mas eu NÃO CONSIGO ENTENDER qual é o problema que orientais tem com mala e saco plásticos.

Desde o começo da viagem estamos observando qual foi a aula de física que eles mataram pra não entenderem que DOIS CORPOS NÃO OCUPAM O MESMO LUGAR NO ESPAÇO. E eles continuam comprando coisas e tentando enfiar na PORRA da mala as 7 da manhã enquanto os coleguinhas de quarto tentam dormir.

E continuam enfiando e desenfiando coisas dentro dos MALDITOS saquinhos plásticos. Na moral: pega o saquinho plástico e enfia no rabo.

Grazie mille.

é melhor ser alegre que ser triste

momento "eu não conheço ninguém aqui, mesmo..." nas ruas de Roma em pleno domingo.

Lost in Translation



uma das coisas engraçadíssimas de viajar é a PIADA que vira às vezes a comunicação.

CENA 210 - INT / DIA / TREM


3 viajantes brasileiros cansados de 30 dias de viagem. ao lado deles um jovenzinho ruivo de algum lugar do Leste Europeu. de repente ele SURTA e começa a falar algo incompreensível em sua língua natal:


- aisteihnstck novaiscst heis ANVERS?

- scusi, no parlo...

o ruivinho se revoltou:

- aisteihnstck novaiscst heis ANVERS? aisteihnstck novaiscst heis ANVERS?

- sorry, I don´t understand...


fudeu. o maluco surtou e começou a apontar pra um papel. "aisteihnstck novaiscst heis ANVERS? aisteihnstck novaiscst heis ANVERS?". ele não aceitava que não entendiamos nada do que ele falava.


- TALLLL-VEZ VO-CÊ DE-SEEEE-NHEEEE PARA COM-PRRRRRI-EN-DERMOS, sugeria o brasileiro, como se falar português igual a um mongoloide, bem devagarzinho, com sotaque de gringo, adiantasse algo. funcionou. o maluco pegou um lápis e um papel.


- ROMA. Citá. Napoli, Citá. ANVERS. Citá.


ahhhhhh... o maluco queria saber se o trem parava na cidade X aonde ele ia.


- não.


pano rápido. na moral: como esse povo consegue viajar sem falar uma palavra da língua do país... e uma palavra de inglês???


depois a gente que não tem paciência com as pessoa tudo...


domingo, 29 de novembro de 2009

Dobré-byye Praha.

último dia em Praga.

acordei cedo. um frio de rachar o côco, como diriam por aí. resolvi pegar o tram e ir pro centro. concentrei a manhã no Bairro Judeu, de onde eu havia ouvido falar muito bem. é realmente impressionante, mesmo a mim, que pouco envolvimento tenho com a causa.

fiquei vagando e vagando pelo bairro absorvendo aquela cultura toda. Passei várias vezes pela Parisiska, que é a Oscar Freire local. aliás, eu sempre busco as Orcar Freires. é impressionante. faz a minha raize carioca-da-bamba-e-do-samba tremer arrepiada.

aliás, pausa para um momento gozadinho do dia. Luana caminhando pelo bairro judeu de Praga. pára em frente a uma lojinha para ver uma bobajada qualquer. de repente:

- ciao, bella!

sorri. o que mais fazer com fanfarras da pior espécie.

e o maluco continuou, com aquela cara de vem-aqui-pra-ver-se-eu-não-te-vendo-um-cristal:

- italiana?

- no, ma capito un poco.

- where are you from?

- Brasil.

- oh! Brasil! “OLÁ, BONECA!!!”

sim, acreditem ou não, isso de fato aconteceu. e eu fui acometida com uma síncope de tanto rir. E naturalmente, não comprei nada.

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casa, conversa, se arruma correndo, última noite em Praga. fomos num restaurante típico gostosinho, encontramos uns amigos e depois fomos ao Chilli bar, perto do Old Town Square. muito bom o som, a vibe, o público. ficamos ali, bebendo cerveja tcheca, jogando conversa fora... até morremos de cansaço e resolvermos vir pra casa - correndo pra não morrer de frio.

assim é Praga.

gostei de Praga.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

pelas ruas que andei: Praga.


noite mal dormida.
pessimamente dormida, alias.

fiquei em Budapeste ate o ultimo momento e tive que correr igual a uma maluca pra pegar o
metrô ate a estação que caia dentro da rodoviária.

peguei um
eurolines as 22h45 que chegava em Praga as 6h. fiquei feliz porque não iria ninguém ao meu lado, o que me permitiria FAVELIZAR o ônibus colocando logo os pés pro alto. bobinha. nos primeiros 5 minutinhos de sono, aqueles embaladinhos, o maluco da cia me SACODIU pra me acordar: "Lady, this is forbidden!". tipo... ser feliz é proibido. ok, seu desgraçado.

cheguei a Praga as 6h quebrada, com um
torcicolo horrível e um mau humor pior ainda. mas fiquei feliz ao ser recebida na estação pelo Marquito, meu amigo que não via desde a FACHA e que foi um anjo indo me buscar tão cedo.


cheguei à casa dele ainda meio sem entender as coisas, exausta. tomei um banho e CAPOTEI no sofá, acordando 3 horas depois no melhor estilo "onde eu estou???". saímos então pra dar uma volta, afinal estamos na Europa. e já vi que a cidade é muito maneira logo na 1a hora.

a diferença da língua é muito doida. impossível entender
Tcheco. não vou nem tentar, afinal tenho menos de 3 dias aqui e é realmente muito difícil. isso faz você se sentir num zoológico o tempo todo, sendo que provavelmente o macaco é você.

pegamos o
tram até o centro histórico e fiquei maravilhada com o que vi. fomos na Old Town Square (não sei o nome em tcheco, ok, grata) e ficamos vendo os sinos baterem, os apóstolos, o galo etc. muito bonitinho. depois subimos (custa 100 coroas, uns 3,5 Euros) e vimos a cidade de cima. fiquei maravilhada com os telhadinhos vermelhos que são o símbolo da cidade. demais.


saímos de lá morrendo de fome e fomos encontrar um amigo do
Marquito num restaurante ali do lado. comi um espaguete com abobrinhas e espinafre (sim, estou na Rep. Tcheca, mas não vai dar pra estar comendo carnes bizarras) e bebi minha 1a cerveja local, que caiu como uma luva no meu organismo.

saí de lá, me despedi deles e fui na Charles
Bridge, que era do lado. é muito bonitinha, cheia de estátuas de arquitetura crocante (a.k.a. Rococó). fiz altas fotos e resolvi subir até o Castelo de Praga pra ter uma outra vista da cidade. no caso, por do sol. no caso, 4 da tarde.

essa falta de luz no inverno é muito depressiva. porque até dá pra viver no frio numa boa, se o frio for até 5 graus. eu prefiro 10, mas até 5 dá. mas a falta de luz do sol é insuportável. fiquei então lá em cima vendo o por do sol, depois desci porque começou a esfriar muito.


vim andando em
direção ao tram... para um pouquinho, descansa um pouquinho, vê uma lojinha, compra uma coisinha, ai que frio, toma um vinho quente (adoro!), anda um pouquinho, para um pouquinho... vida de turista.

vim pra casa e fiquei conversando com
Marquito e Katja, sua mulher grávida e fofa, até despencar de cansaço.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

termas?

ultimo dia em Budapeste. resolvi andar um pouco de bicicleta pela cidade, o que foi legal, mas se mostrou uma aventura. alguns lugares alugam por 8Euros cada 6 horas.

mas o mais legal do dia foi que finalmente fui a Gellert, que eh a termas mais famosa daqui.

a parada eh surreal. muito maneira. você paga 3500 HF (uns 15 Euros) e tem direito a usar o espaço por um dia e ganha um armário. depois de desce-sobe-desce-sobe você chega a uma piscina normal e uma a 36 graus que ficam na área comum, com homens e mulheres usando roupas de banho.


de repente me deparei com uma plaquinha "woman are this way" e resolvi ir la ver o que era. cara... que parada engraçada.

eh uma grande área comum onde as pessoas tomam banho peladas ou de biquine, como preferirem. e ai você fica na piscina com uma penca de velhinhas muxibentinhas, coitadinhas (eu vou pro inferno, eu sei), mas super fofinhas, ali, exercendo a europeice, como Deus as trouxe ao mundo. uma imagem meio forte pra sul americanos conservadores. mas muito maneiro ficar na piscina a 38 graus, contrastando com a temperatura exterior de 8. incrível, passei horas ali, tipo uma grande canja. tem também algumas saunas, mas ficar na sauna com um monte de mulheres peladas foi meio over pra mim e estive dispensando.

fiquei umas 2 horas boiando, boiando, boiando. delicia. depois achei uma espreguiçadeira e... DORMI feito um anjinho. o melhor sono da viagem inteira.

sai de la novinha e pronta pra outra. estarei recomendando aos colega tudo.

post sem contexto so pra colocar a foto bonita


se quiserem saber se volto
diga que sim
mas só depois que a saudade se afastar de mim

eu nao sei mais falar nenhuma lingua.

em primeiro lugar: esse teclado húngaro é muito louco.

na Itália minha cabeça deu tilt quando comecei a misturar espanhol com italiano. isso de "liga-desliga" linguístico eh muito complicado pra minha frágil cabecinha.

agora em Budapeste eh simplesmente impossível compreender o que os malucos falam. ate ai ok, eu falo inglês mesmo e não vou nem tentar me comunicar com as pessoas em húngaro. não da. os malucos podem estar de sacanagem juntando um milhão de consoantes da mesma palavra pra mostrar que pronunciam o R como ninguém.

hoje de manha conheci um casal de espanhóis no café e me senti quase em casa. foi incrivelmente confortável ouvir uma língua familiar e poder se comunicar, mesmo tendo a certeza de que eu estava misturando com italiano em vários momentos...

mas é muito louco estar em contato com uma cultura tão diferente da nossa.

ontem fui a um bar perto do albergue pra assistir ao jogo "Liverpool X umtimedaquiquenaoconseguientenderonome". foi muito maneiro porque parece que mais de 10 anos um feito assim não acontecia... então os caras estavam LOUCOS assistindo ao jogo. eu me sentindo A local da Hungria. coitadinha, mal sabia ela que estava sendo a sensação do bar, a.k.a "a única GULLIVER com menos de 1.75".


no meio da noite, papo furado vai, papo furado vem, eu me viro pra trás abruptamente "caralho, cadê minha bolsa???". mas estava ali, do meu lado. foi forca do habito mesmo... e ainda tive que me conformar ao ouvir a frase "relax, Luana. nobody will NEVER steal your purse here".

eh... deve ser horrível morar num lugar violento, mesmo.

voltei pro albergue caminhando no frio sozinha e feliz.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

me apaixonei por Budapeste, tambem...

vim a Budapeste atrás da misteriosa luz amarelada que pincela a cidade. e imediatamente me encantei por Buda... e por Peste. são duas cidades completamente diferentes, rasgadas ao meio pelo Danúbio.

é impressionante a aura que ronda a cidade. passei o dia flanando meio sem rumo... fui a Buda, fiquei horas e horas andando, fazendo fotos do Parlamento, da igreja de Buda, do Museu extremamente fotogênico em Peste...


a verdade é que Budapeste pede bem mais do que os 2 dias e meio inicialmente planejados... então, como vai ser impossível conhecer tudo o que eu gostaria, mesmo, resolvi flertar de leve com a cidade, meio sem compromisso. e gostei do que vi. vou voltar, com certeza.

a cidade tem uma aura meio de conto de fadas... uma coisa meio misteriosa, meio infantil. e, andando em Buda, me deparei com a casinha dos meus sonhos de infância, com direito a chamin
é do lado esquerdo e tudo. e céu de algodão-doce, claro, como todo céu deveria ser.


depois de horas em Buda, resolvi pegar uma ponte qualquer e voltar a Peste. sem querer fui parar numa feira de comidas típicas... foi demais. comi e fiquei olhando, olhando, olhando... quando de repente um grupo super jovem começa a tocar gaita de fole. foi DEMAIS isso.

e ainda encontrei meu amigo Floquinho, que encheu o saco do Cebolinha e resolveu dar um rol
é na Europa. fiquei rindo sozinha e imaginando que minha cunhada teria SURTADO se estivesse ali... quando vi que TODO MUNDO parava discretamente e fazia uma foto do cachorro. e ele la, paradinho, exercendo a metidice.


quando, de repente, as 4h30 da tarde, 6 graus... ANOITECEU. muito louca essa cidade. mas gostei.


anjo da guarda fazendo serão

o mais legal de uma viagem pela Europa é que a proximidade dos países torna o deslocamento muito facil. pensando nisso, peguei um avião e me mandei pra Budapeste.

eu sabia pouquíssimo sobre a cidade, mas algumas pessoas em cuja opinião confio são apaixonadas pela capital da Hungria. peguei minha mala, abandonei meus companheiros de viagem e me mandei num voo da Wizzair pra ca.

eu não sabia uma palavra de hungaro e não tinha a menor ideia de qual era a moeda. sim, porque bastou eu me acostumar com o Euro e parar de converter o $ pra eu achar que tava pouca aventura a vida.

o unico voo low cost que eu consegui foi 22h30-0h. eu me lançaria rumo ao desconhecido assim, confiando na minha capacidade enquanto produtora e no amiguinho do hostel que me jurava que não existe violência em Budapeste.

como sempre pode piorar, a porra do voo atrasou quase 1h, tinham duas hungaras filhasdaputa gritando e rindo tipotomeiumacido no voo, o que me impediu de piscar os olhos depois de um dia exaustivo e desembarquei so shuttle no centro da cidade as 1h30 sob um fio de 5 graus celsius.

como percebem, estou escrevento essas palavras, o que leva a crer que... não existe violência em Budapeste. a gente tem uma mania feia de dizer no Rio que "existe violência em tudo quanto é lugar". pensamento placebo. basta voce sair da Cidade Maravilhosa pra entender que sim, todos os lugares tem seus problemas... mas a violência que vivenciamos no Rio de Janeiro é digna de guerra civil e errados estamos nós ao acostumarmo-nos a viver assim.

o hostel que fiquei, Unity Hostel, além de muito bem localizado, é a coisa mais fofa do mundo. super informal, mas de muito bom gosto fica cobertura de um prédio residencial na Kiraly utca, bem pertinho de tudo. 14 Euros a diaria, super barato... e o staff é super bacana. vou estar recomendando aos colega tudo.

por hoje é só, pessoal. agradecemos a prefer
ência e volte sempre.

domingo, 22 de novembro de 2009

Cortona: sob o sol da Toscana


da série "barbadas e roubadas".

porque faz parte do mochilão na Europa o viajante se meter em barbadas - e se dar bem - e roubadas - e se dar mal. com as primeiras você fica se achando O malandro, insider... mas são as últimas que te fazem aprender e rendem as melhores histórias da viagem.

hoje tinha tudo pra ser um dia roubada, mas acabou se desentortando no meio da jornada. uma mudança de planos acabou me dando um dia a mais em Florença. resolvi colocar em prática o plano D: Cortona. por que? porque lá foi filmado SOB O SOL DA TOSCANA. só isso. não sabia mais absolutamente nada a respeito da cidade.


peguei o trem em Florença rumo a Camucia-Cortona. 1h20 até lá. desci da estação, andei um pouquinho e o me deparei com uma seta que apontava pra cima: CORTONA - 3 KM.

pânico, terror e aflição. 3.000 metros subindo? ai meus sais. ok, vamo lá. comecei a subir pela estrada sem acostamento. pois é, o país do automobolismo faz a vida do pedestre meio ingrata.

olhava ao redor e não via viv´alma.

finalmente cheguei a Cortona. uma cidade fofa, ok. murada, medieval. adoro cidades medievais. sou perseguida por uma síndrome de Cinderela, não tem jeito.

andei, andei, andei. gostosinha a cidade, cheia de lojinhas, enotecas, becos, escadinhas e com a vista panorâmica da Toscana mais linda que eu já vi. incrível. mas confesso que achei muita produção ir lá nesse esquema economia de guerra. vale a pena alugar um carro e fazer essas cidadezinhas da Toscana com um pouco de conforto.

bom pra ouvir música no volume até o talo e colocar os pensamentos em ordem.

no meio da tarde passei por um restaurantezinho super charmoso, La Saletta. estava rolando um jazz delicioso, o que me fez entrar imediatamente e pedir um vinho "Brunelo de Montepulciano", que eu já queria provar há dias. pra acompanhar (porque nesse caso, quem acompanha o vinho é o prato...), um gnoccetti aos 4 queijos. é um micro gnocci que derrete na boca. delícia.


ok, Cortona passou no teste. mas, por via das dúvidas, vá de carro.

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sábado, 21 de novembro de 2009

Cinque Terre




passei o último ano sonhando em conhecer
Cinque Terre. o pedacinho de terra acidentado entre Gênova e La Spezia, na Liguria, chamava minha atenção nas fotos pelo charme das casinhas à beira de um mar azul como nunca vi antes.

pegamos o trem hoje cedinho. Florença - La Spezia, 2h de Eurostar. pagamos 10 Euros de reserva, meio putos, mas sem discutir porque chegamos à estação SMN exatos 5 Minutos antes do trem partir. muita emoção! em La Spezia descemos pra pegar um trem baratinho que nos levaria direto pra lá.

5 Terre. os 5 povoados mais charmosos da história interligados por uma trilha estonteante. é patrimônio da humanidade desde 1999. e é imperdível. descemos em Riomaggiore, o primeiro deles, pagamos uma taxa de 5E de preservação e pegamos a Via dos Amores, o caminho que leva até Manarola. a vista é de cair o queixo, aquele penhasco com a água cristalina LINDISSIMA lá embaixo. vale muito a pena a visita.


fomos andando, fotografando, conversando. a cada ponto que parávamos a nossa vista era surpreendida por algo ainda mais bonito.

e ainda paramos pra comer num lugar charmosinho em Corniglia, a terra do meio, com direito a um pesto genovês autêntico. não, as pessoas não comem sempre o pesto PURO, porque fica forte demais. e é muito melhor assim, com molho de tomate, receita que será em breve incorporada ao cardápio. grazie mille.




nos apaixonamos pelas Cinque Terre. para sempre. e lá selei a promessa de voltar, assim como os cadeados que os apaixonados têm o costume de deixar lá, selando seu amor.






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pra animar o ambiente: http://www.youtube.com/watch?v=E_6zdtGqSbU

my name is Lucca


Dizem que a gente é a soma de tudo aquilo que viveu até hoje. Eu sempre assinei embaixo e vivo desde então tentando manter o brilho nos olhos em cada momento que vou vivendo, às vezes aos trancos e barrancos, às vezes simplesmente feliz.

Pois 20.11.2009 foi um desses dias. Voltei à nossa terra natal, Lucca, e realizei o sonho daquele que foi a pessoa mais importante da minha vida.


Lucca é uma cidade linda, medieval, murada. As pessoas andam de bicicleta o tempo inteiro, velhinhos passeiam sobre a muralha aproveitando o último suspiro de sol entre as folhas já amareladas do outono. A vida passa devagar. Assim como deve ser.


Não pude deixar de me emocionar. Ainda bem. ali, através dos meus olhos, agradeci àquele que me ensinou a ver a a vida com pó de pirlimpimpim.

Obrigada, meu avô.

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E martela a minha cabeça a primeira frase do meu diário de viagem: "deve haver algum sentido nisso tudo".

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Momento piadinha, pra completar o post:



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ócio criativo

quando você viaja muitos dias, você precisa estabelecer consigo mesmo um pacto de não-aborrecimento com os percalços que certamente virão.

isso é muito fácil quando se tem criatividade e tempo. e, sem querer, você acaba descobrindo novas aptidões.

http://www.youtube.com/watch?v=GzNmtuTX-c8

(detalhe para o charme da meia-calça aparecendo acima da saia)

Lulu e Mimi. em breve num palco perto de você.