quarta-feira, 25 de março de 2009

o último poema, por hora

andei pensando na função deste blog.

ok que o blog é meu e f0da-se que ninguém lê, mas fico pensando às vezes: a quem ele serve? é só uma válvula de escape? estou ecoomizando horas de análise e prontoacabou?

resolvi então dar uma guinada e mudar o caráter por uns tempos. vamos voltar a usar este canal pra cuspir ao mundo meus palpites e falar sobre a vida alheia. chega de chororô poético, o inferno astral já passou.

não quer dizer que não teremos mais boas palavras por aqui. nem sim nem não, muito pelo contrário. só pro próprio blog entender que quem manda nesta porra sou eu.

aguardem.
enquanto aguardam, vamos ao último, lindo, lindo, lindo poema recebido ontem.

“a maior riqueza do homem é a sua incompletude.
nesse ponto sou abastado.
palavras que me aceitam como sou – eu não aceito.
não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas,
que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
perdoai
mas eu preciso ser Outros.
eu penso renovar o homem usando borboletas”.

manoel de barros

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