sábado, 14 de março de 2009




ela queria tão pouco, na verdade. queria alguém que a amasse do jeito e pelo jeito que ela é. queria ser respeitada por isso, mas não reverenciada e nem colocada em um pedestal. queria ser amada por alguém ombro a ombro, simples, mortal. queria que isto de morte não acontecesse nunca e só servisse pra deixar mais bonita as tristes histórias de amor.

queria todo mundo sempre junto, sempre e para sempre, e para sempre rindo e que o riso fosse para sempre alegre. queria, mas queria muito, que o medo da solidão fosse para sempre embora pra terra do nunca. ela queria a verdade dita no fundo os olhos como quem pede desculpas com o fundo da alma.

ela não queria nunca mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais ela queria sofrer por amor. mas queria conseguir entender que o amor sempre dói, e que doer faz parte, e que umas vezes é uma dorzinha boa e nas outras não. queria que tivessem cuidado com a dor dela. queria nunca mais fazer alguém se doer tanto.

queria querer, e queria no dia seguinte continuar querendo com tanta força que desse vontade de gritar do telhado mais alto do mais alto dos prédios do mundo. e queria que lá, nas palavras-estrela, tudo se completasse, se transformando numa coisa só, eu e você, nós, deus, estrela, céu, mundo. e queria continuar preenchida por aquele amor mesmo quando as palavras fossem esquecidas. ela queria que lá em cima, no silêncio do grito, tudo finalmente fizesse sentido.

queria.
era só isso.
que ela queria.

Um comentário:

Julieta Abiusi disse...

Felizes 30!
Um grande beijo :o)