quarta-feira, 29 de abril de 2009

perguntas ordinárias.


qual é o nome da minha mãe?
quem são 3 das minhas 5 grandes amigas?
quantos irmãos eu tenho
qual é o dia do meu aniversário?
quantos anos eu tenho?
qual é o time do meu pai?
qual a minha comida preferida?
qual a minha cor preferida?
qual a minha viagem dos sonhos?
qual é a cor dos meus olhos?

quando você vai me olhar nos olhos e admitir que você é um merda?

vejo que você não conhece nada de mim. você não sabe nada da minha vida... porque nunca teve a coragem de se envolver.

e agora volta você, com este jeitinho de cachorro que quebrou o vaso. o vaso era de cristal, Meu Bem. você não cola mais.

agora, a única vontade que sinto é de gritar até explodir você pelos meus olhos. que ironia – aquele que me faz tão bem, aquele que me faz tão mal. e me fazer feliz era só um piscar de olhos. mas você não quis. no fundo, sempre foi isso. mas você nunca quis. você nunca quis ninguém que não a si próprio. nunca quis que desse certo e por isto boicotou todas as minhas investidas. agora chega. cansei. cansei de lutar contra você. cansei de te pedir tão pouco. cansei de mim. cansei de você. cansei de mim esperando você.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

pra enfeitar a segunda-feira

é que Isabella sempre foi princesa e agora ela resolveu que morava num castelo cor-de-rosa.
é que ela anda precisando ver o mundo através destas lentes.
e agora ela está lá, aguardando as serenatas.





[segue sugestão de trilha]

mente ao meu coração
que cansado de sofrer
só deseja adormecer
na palma da tua mão
conta ao meu coração
estória das crianças
para que ele reviva
as velhas esperanças
mente ao meu coração
mentiras cor-de-rosa
que as mentiras de amor
não deixam cicatrizes
e tu és a mentira mais gostosa
de todas as mentiras que tu dizes

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Vivir la vida como se fuera viernes



"O que passou não conta?"
indagarão as bocas desprovidas.
Não deixa de valer nunca.
O que passou ensina
com sua garra e seu mel.

Por isso é que agora
vou assim no meu caminho.
Publicamente andando.
Não, não tenho caminho novo.
o que tenho de novo
é o jeito de caminhar.

Aprendi
(o que o caminho me ensinou)
a caminhar cantando
como convém a mim
e aos vão comigo.
Pois já não vou mais sozinho.

(...)

Vida, toalha limpa.
Vida posta na mesa.
Vida brasa vigilante.
Vida pedra e espuma,
alçapão de amapolas
sol dentro do mar,
estrume e rosa do amor:

A vida.
Há que merecê-la.

[Thiago de Mello]