quinta-feira, 14 de maio de 2009

Eu ia me casar com ele


Deu tanto pano pra manga meu post no fotolog que resolvi que eu ia desenvolver o assunto.

Sim, o Menudo está voltando. Vai ser patético, mas parece que é verdade. Vão voltar Ray, Charlie e Robbie. O Ricky tá por aí, lindo, gay e cheio do $. Mas... cade o Roy?

Gente... Cadê o Roy? O Roy, sabe?! Aquele ali sorrindo no canto inferior esquerdo.

Doeu meu coração imagina-lo morto, e eu nunca mais chorei por ele. Eu ia me casar com o Roy. Aos 5 anos, eu, uma pirralha que usava aquelas roupas estranhíssimas e descombinadas, perdida entre viúva porcina e isadora ribeiro, era loucamente apaixonada pelo roy. Ok, eu achava o Ricky gato, mas... "Ele era muito novo pra mim". Entre eu e Roy não. Entre a gente era diferente. Entre a gente havia amor.

Eu ia me casar com o Roy.

Várias vezes já rolei de rir na mesa do bar especulando sobre as diferenças de paixonite entre meninos e meninas. Enquanto eu ficava radiante quando ganhava uma barbie e um kit frit (!!!) pra aprender a ser uma boa dona-de-casa, o fdp do meu irmão sempre ganhava uma bola pra ir pra rua. Pronto! e até hoje enfrentamos o resultado dessa educação irresponsável que tivemos.

Brincando de boneca, me apaixonei pelo roy. E aí começa a principal diferença abissal entre homens e mulheres: Minha paixão era verdadeira: eu ia casar, nossos filhos tinham cara e nome. Assim era a minha paixão pré-adolescente de menina, cheia de sonhos encantados e planos de uma vida melhor. Meu irmão? meu irmão queria comer a Luciana Vendramini. Percebe a diferença? Não é que ele queria casar com ela. Era sexo. Ele, 9 anos, virgem, não queria nada além de uma noite que ele pudesse contar pros amigos. Eu não.

Eu sonhava em casar numa luz linda, uma casa branca, com um vestido de cetim pesado, aos 21 anos. Ia viver descalça num gramado de margaridas, e teria uma varanda, e teria uma rede. E ia ser feliz para sempre.

Primeiro com o Roy
Depois com o Luciano do Trem da Alegria
Depois com o Diego dos Abelhudos
Depois com o Robson paquito
Depois com o Mike Patton
Depois com o Sebastian Bach
Depois com o Axl Rose
Depois com o Nuno Bittencourt
Depois com o Anthony Kiedis
E finalmente com o Brad Pitt

Mas isso foi um pouco antes de eu parar de acreditar no gramado e na varanda. E a culpa disso tudo foi da maldita Barbie.

6 comentários:

l.c grazinoli disse...

alguns da lista me deram medo.

Lulutz disse...

ah!!!!

http://lavaltri.terra.com.br/materia/noticia/2009/03/16/ex-menudo-roy-lanca-grife-de-bijuterias-em-campinas-106740.htm

Fernanda disse...

essas listas davam medo mesmo...

esse gramadinho da fantasia é bom de acreditar quando se é criança.

eu posso dizer que achei o meu gramadinho... não é exatamente como eu sonhava, mas é bem melhor.

beijo!!!

Fernanda disse...

e autos: como assim a gente gostava dos menudos????

digerindo disse...

sensacional!

acabo de descobrir que sempre tive uma multi-rival a minha infância inteira!

ainda bem que você não falou do Jordan do New Kids on the Block. Humpf!

Denise disse...

era o meu look: "perdida entre viúva porcina e isadora ribeiro"

pior que quem nasceu nos anos 90 não sabem o que foi menudo.

Sofri do mesmo "mal.." : paixonite