terça-feira, 28 de julho de 2009

bisou, m´appelle






ontem fui ver Paris.

eu nunca fiz desse blog um diário do que se passa ou deixa de se passar no meu dia-a-dia (que vai perder o hífen, mas até 2012 eu acho bem melhor assim), só que, hoje, pensando no filme de ontem, cheguei à seguinte conclusão: eu posso, sim, comentar sobre o meu cotidiano, desde que tenha acontecido algo que transforme meu coração num orgão melhor, maior, que pulse com mais e mais força, para o alto e avante.

então fica combinado assim: ontem fui ver Paris. tava querendo ver há semanas e nada como uma segunda-feira chuvosa pra enfeitar nossos olhos com o dia-a-dia (viva!) da Cidade Luz.

Paris é legal, mas não é lá essas coisas. o filme, não a cidade, que, óbvio, é o xodó de toda peixescomescorpião (chorona que ama viver intensamente) como eu. a cidade é tudo. o filme é bacaninha.

amo esses filmes parisienses com meninas de beleza nada óbvia que eu sempre acreditei serem mais interessantes do que o óbvio. o ideal de beleza que eu sempre busquei ser; "não é um cabelo, é o jeito de mexer o cabelo". sempre com cara gatíssimo, mas meio gay, típico de Paris - a cidade, não o filme. boa música. o mau humor tipicamente parisiense - insuportável, mas auto-explicativo. a imigração. a Sorbonne. bicicletas. cafés. o Jardin du Luxembourg. o coroa em crise se ainda pode ser bon-vivant numa cidade hedonista como só ela. Montmarte. seus pães incríveis. o amor do casal maduro, provando que a vida é possível depois dos 40. tudo isso regado ao melhor vinho tinto possível, bom e barato, como nunca deveria ter deixado de ser. Paris in an ode to joy.

o filme é fofo, mas se perde quando vira clichê. o difícil desafio de fazer um filme sobre Paris depois de Amelie Poulin. mas eu, fã de carteirinha de todo e qualquer cinema francês, sempre consigo amar um filme sobre Paris. sempre e para sempre consigo me transportar para a tela, me intercalando entre a crêpe du nutella e taça de bordeaux.

eu um dia ainda vou trabalhar no Studiocanal. prontofalei.

bisou, m´appelle.

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