terça-feira, 21 de julho de 2009

tentando ir


Eu nunca quis ser italiana. Não pedi para nascer nessa família que tanto amo, mas que me confunde e com a qual poucas coisas em comum tento ter. Não me encontro no falar alto, na burocracia, no carboidrato.

Foi isso que veio à minha cabeça quando entrei hoje de manhã na sala do consulado italiano e vi que tinham 30 pessoas à minha frente. Eram 9 da manhã e os meus futuros conterrâneos trabalham às 2as e 4as e só atendem 15 pessoas por dia, o que eu pensei que devia ser ótimo para não cansar. Porque deve ser ruim isso de ficar cansado.

Imediatamente lembrei o que me trouxe até ali e qual o verdadeiro motivo de eu querer ir embora. O fato é que continuo precisando saber o que é que pulsa pra que tudo isso que eu tanto busco faça algum sentido, afinal.

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A fila andou rápido. talvez seja esse o desafio e Deus esteja querendo me testar. Talvez eu mesma precise saber o quanto quero e até onde posso aguentar para provar que quero.

Vamos ver quem ganha.

Um comentário:

cla disse...

amiga, a gente vai querer sempre ir embora pra algum lugar... isso q nos movimenta... esses piscianos, aff