sexta-feira, 28 de agosto de 2009

é preciso tempo

é preciso tempo para ver a vida passar em Santa Teresa.
um bairro onde os garis têm nome e as pessoas ainda se dão Bom Dia.
a gentileza da carona
e o rasqueado do bonde.
o verdureiro que rearruma sistematicamente os tomates, cada vez mais vermelhos, sempre um a um.
e a vida passa num ritmo que nos faz pensar "como a vida passa!".
e no entra-e-sai da loucura da vida, penso que o tempo passa sem dó.
a beleza da vida, pura e genuína, concentra-se ali. no sorriso descompromissado.
Santa Teresa me emociona.
é preciso tempo.
é preciso mudar a relação com ele.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

não vivo sem

Eu sempre me animo lendo os blogs das amigas e acabo criando posts em resposta. Estava eu fuxicando o blog da Fabi e me deparei com a proposta: O que você não vive sem?

Hummm..

Eu não vivo sem meus amigos. Encabeça a lista, justa homenagem.

Eu não vivo sem banho quente. Escaldante. Eu só tomo banho gelado no verão de 40ºC.

Eu não vivo sem legumes, verduras e frutas. Sangue A+, a necessidade é enzimática.

Eu não vivo sem vinho tinto. Não muito. Uma a duas taças por semana. mas não vivo sem.

Eu não vivo sem meu avô. faz 10 anos que ele morreu e ele vive em mim todos os dias.

Eu não vivo sem minha família. A gente briga, mas é minha retaguarda.

Eu não vivo sem amor. Não adianta, nasci para dar e receber.

Eu não vivo sem minha câmera fotográfica.

Eu não vivo sem carnaval. Amo. Sempre. Desde sempre.

Eu não vivo sem comemorações. Aniversário. Reveillon. adoro rituais.

Eu não vivo sem sol.

Eu não vivo sem me mexer. Corrida, yoga, pilates, caminhada, o que for. Odeio ficar parada, me deixa de mau humor.

Eu não vivo sem água limpa. Praia e cachoeira. Ou até um banho de mangueira.

Eu não vivo JAMAIS sem óculos escuros quando acordo. são acoplados à mim.

Eu não vivo sem viajar. Aliás, acho que vivo para viajar.

Eu não vivo sem rímel para sair à noite. E blush, descoberta tardia.

Consequentemente, eu não vivo sem um bom demaquilante.

Eu não vivo sem internet. At all. Ando aprendendo a não usar no fim de semana. Tratamento de choque.

Eu não vivo sem o Decolar.com.

Eu não vivo sem um pedacinho que seja de chocolate. Não precisa ser muito, mas precisa estar ali.

Eu não vivo sem música - boa e ambiente.

Eu não vivo sem depilação. Não acredito que alguém viva.

Eu não vivo sem meu celular. Missão: aprender a viver sem o meu celular.

Eu não vivo sem pastel e caldinho de feijão.

Eu não vivo sem papo furado, leve, descontraído, despretensioso, sem hora pra acabar, com pessoas queridas, à mesa do bar.

:)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

pan francés


sempre que eu viajo pra outro país, malandra que sou, lembro de levar um bom dicionário a todos os restaurantes. não é que eu seja fresca com comida, garanto que não sou, mas meu organismo me obriga a determinadas restrições. não como carne e não posso comer gordura at all, nem boa, nem má. lama biliar, diz meu homeopata. é tipo conviver com diabetes. eu ATÉ posso comer gordura. mas eu vou passar mal. vale aprender a avaliar o que vale a pena arriscar. enfim.

adoro viajar e acho digno me aventurar na culinária local, sempre respeitando os pre-requisitos acima. pois bem. estava lendo o adoravel blog da Carol e chorei de rir com o post dela, que me fez lembrar de uma passagem inesquecível numa viagem de outrora pela Cidade do México.

Luana e Mari, 3 dias no México, já se achando as chiquitas mejicanas, resolvem imprimir riqueza e metidice no país alheio gastando muitos pesos num café da manhã caro e chique a la Garcia e Rodrigues.

eis que o dicionário foi esquecido. tolice.

e Luana lê o cardápio, lê, lê, lê, e pensa: "putz, tô de saco cheio dessa comida bizarra pesada mexicana, queria tanto uma coisinha light, tipo chá com torradas". até que saltou aos meus olhos a pérola "pan francés con queso cremoso". hummmmmm. era justo o que eu precisava. um paozinho francês fresquinho com cream chease.

- oye, señor. buen día. me gustaria un pan frances, por favor?!
- si, claro. con pasas?
- (pasas???? passas? nossa, que bizarro!!) no, no, sin pasas!
- dale.

quinze minutos depois, Luana já mordendo a mesa de fome, vem o garçom com essa MERDA da foto na badeja. olha pra mim, sorri e me serve um par de TORRADAS FRANCESAS recheada com uma porra de um mascarpone DOCE, boiando no óleo e uma crosta de açucar com canela em volta.




é sempre bom aprender a ser menos malandra-carioca-pretensiosa-de-que-a-sua-realidade-é-a-única. pan frances. sim. o que eu queria? que viesse "mais pra moreninho?"

fiquei putaça, tentei comer, não deu. paguei uma fortuna por aquela merda, saí, passei numa loja de conveniência, comprei um pack de cerveja mexicana e um saco giga de doritos con extra chilli. se é pra ser junkie, mantenha a dignidade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

influenza porcina


Eu não acredito em pandemias. Acho a idéia genial, acho que super funcionaria. Mas acredito que ainda não aconteceu. Tenho certeza de que é uma puta overreaction. Há dois anos atrás eu entrem em PÂNICO por causa da gripe aviária. Agora eu não caio mais nessa.

Tudo isso porque hoje, pela 1ª vez, apareceu uma pessoa de máscara cirúrgica no trabalho. Fiquei chocada. É engraçado como não sabemos direito como lidar com isso. Vemos uma pessoa se protegendo, com medo, e automaticamente passamos a tratá-la como se ela fosse a doente, já que a exceção, graças a Deus, ainda não virou regra.

O fato é que o que me assusta é o pânico. Como assim, gente? Quem vocês conhecem que conhece alguem que ficou doente? Ah... então quer dizer que é inverno e ela ficou gripada... Sei...

OK que a gripe suína ATÉ existe. Mas vamos colocar cada coisa em seu devido lugar. Não é para tanto. Sim, mata, mas mata bem menos do que outras doenças para as quais não damos a mínima simplesmente porque elas não são bombardeadas na nossa retina.

Em vez do pânico com o Influenza, é bom começar a tomar muito cuidado com a influência que os meios de comunicação de massa convencional têm sobre a nossa vida.

Que nada passe sem questionamento. e, se tiver tempo, dê um pulinho AQUI.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

the time of my life.

não ando conseguindo atualizar isso aqui. aliás, ando intercalando surtos verborrágicos com momentos de introspecção.

o fato é que anda acontecendo tudoaomesmotempoagora. sabe quando você sempre direcionou sua vida pra um lado e de repente as coisas simplesmente começam a andar?

e você? qual é o seu maior sonho? e quando você conseguir conquistá-lo? e aí? o que você vai fazer a partir daí? qual o próximo passo? o que fazer depois? ando pensando nisso intensamente, todos os dias.

isso casa com assunto de tempos atrás: "o que você faria, se pudesse fazer o que quisesse?!" são perguntas que rondam, e rondam, e rondam. a diferença é que agora, caminhos abertos, o pensamento já não incomoda mais.

sejam bem-vindos à vida que eu quero - e vou - ter. esse espaço vai ficar bem animado, eu prometo. é assim que eu sou feliz. e é isso que importa: descubra o que faz seus olhos brilharem, respire fundo, para o alto e avante. a vida é uma soma de momentos. faça com que eles valham a pena.

e que o mundo seja pequeno.

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e, no caso de eu ainda ter estômago para a produção, que seja algo assim: http://www.extremos.com.br/videos/