sábado, 31 de outubro de 2009

pensando en la vita



dia legal.

acordamos e finalmente as malas do Uirá tinham chegado. nossa. que alívio!

tomamos café meio correndo e nos mandamos pro Vaticano num horário meio fora do comum. pra nossa surpresa, não tinha fila!!! assim, tinha aquela filinha, mas muito menos do que a outra vez. é oficial, então: não há a menor necessidade de madrugar pra chegar no Vaticano! vai na tua, com calma, que você se dá bem.

aliás, ir com calma tem sido cada vez mais a pedida. o único lugar que eu paguei pra entrar essa vez foi o Museu Vaticano e mesmo assim fiquei meio sem ter certeza de ter feito o melhor. 14E
aquela merda.
ok, o museu é lindo, claro, mas fiquei meio sem saber se valia a pena ir de novo num lugar que já conhecia e é caro pra caralho. mas ok, fui, curti, é lindo, deixa de ser muquirana, Luana. mas tive a certeza de que ir de novo não tem a euforia da primeira vez que você vê o lugar. não vale muito a pena, então, fazer muitas coisas de novo. vou cuidar da minha vida.

saímos de lá meio cansada de Arte Sacra e Igreja Católica. sentamos na Piazza San Pietro num solzinho gostoso e ficamos ali, fazendo Jump Pictures e rindo das pessoas. foi legal. fomos até o Castelo e depois resolvemos andar até o Trastevere pra seguir esse projeto de conhecer lugares novos.

o Trastevere é DEMAIS. um bairro de verdade, senti, e uma delícia. tipo Santa Teresa, achei, cheio de bares gostosinhos, scooters e varandinhas. ficamos flanando pelo bairro sem rumo. uma delícia. finalmente decidimos fazer uma refeição de verdade que não fosse pizza e gelatto... sentamos numa cantina qualquer no bairro e rachamos um spaghetti + bruschetta + gnocci al vongole + salada + vinho + agua e deu 11E pra cada um. super honesto. voltamos pro albergue de barriga e corações cheios.

amanhã é o último dia em Roma.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

céu de brigadeiro e gelatto


acordamos hoje às 7h30 com um um amigo oriental trancado no banheiro e blasfemando algo incompreensível na sua lingua natal. os caras têm a tecnologia mais foda do mundo, mas não conseguem se entender com tecnologias sofisticadas tipo... chave. amigos orientais tão PEDINDO pra eu fazer um post implicante. eles vão ter o que merecem.


óbvio que não consegui mais dormir. nem tentei. ficamos papeando um pouco (só de sacanagem, resolvemos acordar o quarto inteiro, então) e logo descemos pro café.


já conhecemos algumas pessoas, em sua maioria brasileiros. uma russa com cara de nuncadormiforadecasaporquemeupainãodeixa ficou abismada de nós realmente MORARMOS no Brasil. chocada. acho que ela achou que a gente tava zoando, afinal quem mora no Brasil é tucano e macaco, e saiu da mesa.


logo depois vem a tia da limpeza: YOU HAVE TO GO I HAVE TO CLEAN!!!!! (capslock porque el de fato gritou isso). a gente saiu, então, rindo da vida.


o dia estava lindo, com um céu azul espetacular. após umas andanças, resolvemos nos separar porque os objetivos do dia eram muito diferentes. viajar é isso, conciliar (ou não) expectativas. eu já conheci tudo que é principal em Roma então estou realmente querendo desenvolver um segundo olhar, ir a lugares não específicos, parar, pensar, andar sem rumo, me deparar com as coisas. eles foram pro Coliseu etc.


peguei então um caminho totalmente alternativo que acabou se mostrando a parte chique de Roma. meu objetivo era ir pra Villa Borghese, e assim foi. e adorei. é a parte verde da cidade, uma coisa meio Central Park, lindo. em alguns momentos parecia meio deserto demais e isso deixava a sulamericana aqui meio ressabiada, mas era só andar até as vias principais que tava ótimo.


desci até a Piazza del Poppolo, que tinha esquecido de ir da outra vez. sentei pra ouvir uma música e constatei que meu iPod travou. porra. ok. fui andando por ali pela chiqueza romana e pensando na vida. andei a beça, aliás, meus pés estão explodindo de dor.


eu tinha marcado com Uirá e Michelle na Piazza Navona as 4h, na porta da embaixada do Brasil. tava meio cedo e eu me dei conta de que um dos lugares que eu mais queria, o Campo del Fiori, ir era ali do lado. me mandei pra lá e resolvi tomar um gelatto que parecia o mais bonito da história: Blue Ice, na Via del Baullari. meu deus. de comer rezando. e fiquei caminhando por ali, sozinha, feliz da vida, como se não houvesse amanhã.


fui ao ponto de encontro e os FDP não apareceram. mas nem fiquei puta, porque tinha um mágico artista de rua (que depois se revelou de Floripa) fazendo uma apresentação incrível. como eu estava esperando, vi o show inteiro 3 vezes, o que fez de mim uma expert na arte da magia.


resolvi então voltar pro hotel andando, sozinha, sem pensar em nada, fotografando detalhes. resolvi passar na Termini (estação de trem) pra perguntar informações sobre o passe de trem que eu tinha comprado, mas a moça que trabalhava embaixo da placa INFORMAZIONE disse que eu teria que pegar uma fila de 100 pessoas em véspera de feriado, porque ela não dava informação. perguntei porque tinha ali uma placa escrita INFORMAZIONE, mas nem esperei a resposta. Vim pro albergue. cheguei, vim direto pro quarto e deitei. exausta.


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ok, eu confesso: eu já me arrependi de ter trazido um mochilão. tô fodida, minhas costas vão ficar destruídas. aliás, vão porra nenhuma. vou comprar uma mala e viva o capitalismo!


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sim, eu finalmente entendi como incluir muitas fotos no mesmo post pra estar explicando visualmente aquilo que você quer dizer.

é isso. buonasera.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

benvenuti a Roma!



mais uma vez na estrada. depois de muita correria, trapalhadas na reta final, resolvendo tudo pela internet roubada do vizinho, embarcamos rumo a mais uma (dessa vez longa) temporada na Europa.é sempre novo o olhar rumo ao desconhecido, e é importante que seja assim. por mais que eu já tenha estado em Roma da outra vez, uma segunda viagem é interessante porque você estabelece uma nova relação com o tempo. a foto mais incrível do mundo já foi feita, o sorvete já foi tomado, então resta agora sentar, relaxar e observar. eu, particularmente, prefiro viajar cada vez mais slow.

pois bem. trapalhadas normais de embarque, correria no free shop – “senhora, a senhora vai

perder o vôo se continuar comprando...”, corre pro avião, senta, respira. levanta vôo, 1ª vez na AirFrance, primeiras impressões super OK, “uma champagne, por favor, que a gente merece”. jantinha “expulsando a carne da comida style”, dorme mal, “Uma noite no Museu II”, dorme, acorda, conversa, outro vinho porque é de graça, dorme mal, goteira pingando na cabeça das colega tudo, o aeromoço resolve fazer um remendo e coloca tipo um modess na saída do ar-condicionado, dorme, acorda, tem picolé no fundo do avião (amei a AirFrance!!!), não quis o picolé, dorme, acorda pro café-da-manhã.



“eu não vou estar querendo suco de Pêra com Laranja!!!!”
“é Laranja-Pêra, Michelle”.
“ah, tá”...

um minuto de silêncio para a aguacomchocolateesquentado que tiveram a caroça de pau de servir crente que ninguém ia perceber. ok.. de repente:“olha a Torre Eiffel no MEEEEEEEEEEEEIO das nuvens”. era verdade. sei lá como, uma neblina bizarra, a Mi achou a pontinha ali no meio. e ficamos os três com aquela cara de babaca olhando a torre mais linda e emocionante do mundo.

desembarque no CDG. a imigração em Paris é sempre tranquila, dizem. ok. imigração é sempre um cú, não importa onde. deve ser síndrome terceiromundista, mas é fato que eu nunca fico à vontade em situações em que você sempre está meio DEVENDO e os caras te tratam como se você fosse uma traficante em potencial. justo eu. ok.

focalizo na terapia do sorriso, que, acredito, abre todas as portas. e lá vou eu entregar meu passaporte na mão da mocinha.

“bonjour”, diz ela.
“bonjour”, digo de volta, entregando o passaporte – e meu destino, e minha felicidade, e meu sono, e meu resquício de bom humor.
“ok. merci”.

e assim eu entrei na Europa para a viagem que mudaria minha vida. com um bonjour. não importou o $, o albergue, a passagem de volta. bonjour-merci. d´accord.

resolvemos comemorar com um croissant legítimo, afinal, estamos em Paris. incrível. e fomos dormindo até Roma, com uma pausa surtada no meio:

“Michelle, olha as DOLOMITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS”.

aqui cabe uma explicação. a Michelle, minha cunhada que vai aparecer bastante por aqui por esse blog, resolveu vir comigo e com meu irmão pra Europa. achei ótimo, incentivei. e ela desde o início tava com essa idéia fixa de que queria porque queria ver as malditas Dolomitas. “dolo quem, Mi?” “Dolomitas!!! as montanhas dos quebra-cabeças de 3 mil peças!!!”. demorei a entender o conceito. pois bem. todos dormindo e as tais se mostram imponentes ali pra gente. emocionei.

chegamos e... cadê a nossa mala?
espera. espera. espera.
minha mala chegou. ufa.

a da Mi e do Uirá esteve sendo extraviada pra algum aeroporto do sudeste asiático, provavelmente. ah, putaqueopariu, né? 13 horas pra chegar ao destino final e tendo que ficar caçando a sua mala SOMEWHERE OVER THE RAIMBOW? ninguém merece.

por algum milagre misterioso, meu irmão conseguiu manter a calma. mantivemos ele longe da saleta do skyteam onde eu tentava explicar pra mocinha italiana – simpática, até, coitada, deu azar de “estar na vez” – que meu irmão estava PISSED OFF lá fora e que não, um kitzinho com uma pasta de dentes safada, um desodorante genérico e uma camiseta escrita Skyteam não ia satisfazê-lo. mas, enfim, pior do que perder a mala é perder o humor e a viagem. e assim, 4 horas depois do previsto, chegamos ao hostel Alessandro Palace. simpático. staff bacana. um bar divertido. free pizza.

trocamos de roupa, deixamos tudo e fomos correndo em direção ao Coliseu para que tudo isso fizesse sentido. comemos um pedaço de pizza al taglio (estavamos com o croissant e um café da manhã bem do safado na barriga) e nos extasiamos, claro, com a grandiosidade colossal (dã-dã) do monumento. com diereito a sorvete ciocolatto+limone enquanto olhávamos em silêncio a Fontana di Trevi, que continua linda demais.


Roma. é bom estar de volta.

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dentre todos os asiáticos pela-sacos do mundo, o presidente do clubinho tinha que estar no meu quarto. ele vai merecer um post futuro.

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acharam as malas. a cia aérea ligou pra avisar e tinha um recado no quadro de cortiça. Emocionei. chegam amanhã. fica o bolão: aonde foram parar essas merdas???

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bacciomichiama.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

reta final

faltam 48 horas exatas pra eu viajar e parece que ainda falta tanto. engraçado você entender as diferenças entre uma primeira viagem, que fiz há 2 anos e meio atrás, e uma segunda, nova, já mais espertinha.

você já sabe mais ou menos como a coisas funcionam então fica meio marrenta, se achando A local, A cheia de dicas, A que entende tudo. já ouvi e li algumas pessoas falando isso, mas é incrível você ver como as coisas se repetem. numa segunda viagem de mochilão as expectativas são muitas, também, mas você entende o valor de viajar slow, de se permitir um pouco mais viver o inesperado.

dicas são sempre bem vindas e para isso existem blogs excelentes. mas o valor da descoberta não tem preço.

vou viajar em 2 dias.
está tudo pronto?
não.
estou em pânico?
de jeito nenhum.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

o dia em que eu virei um aplicativo do facebook

começou como quem não quer nada. uma piadinha aqui, uma risadinha ali. "a gente vai fazer um dicasluana no facebook, hein?". "ah, tá, vai sim...". risadinha irônica.

adoro meus co-workers. eu não tenho colegas de trabalho - ou eles são meus amigos, ou eles são pessoas que trabalham comigo. aliás, não acredito em coleguismo. acho falso. eu no trabalho faço AMIGOS, os levo por toda vida, marco chopp um ano depois. trabalho realmente em equipe; a quatro mãos (ou seis, ou oito, ou ...), ajudo, rio, choro junto. rio junto, bem mais, aliás.

os antenas. em tese, estagiários do meu trabalho anterior. na verdade, produtores de conteúdo do programa mais bacana dos últimos tempos. e, garotos novos, ficaram com medo da minha reação quando resolveram criar o dicasluana no facebook. ficaram alguns dias anotando as melhores pérolas que saiam da minha boca na minha estressante última semana de trabalho, arrumaram uma foto minha com cara de psicopata. e foi assim, através dessas mentes sujas, que eu virei um aplicativo divertidíssimo.

eu? amei.

beijomepededica.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

o cofrinho

a gente vai ficando velho e adquirindo algumas manias pra lá de engraçadas. TOC, alguns vão dizer. é, pode ser. mas é fato que vamos cada vez mais querendo que as coisas sejam feitas do nosso jeitinho (o jeito “certo”). e, se não quiserem, ok. a gente vai ficando velho, cheio de mania e, confesso, com uma certa preguiça de mudar as coisas. se não der pra ser do jeito que a gente quer... tudo bem. a gente fica sem.

t
udo isso pra dizer que de uns tempos pra cá comecei a manter um cofrinho. é isso mesmo, um cofrinho. só de moedas de 1 Real, que é moeda BOA, e não aquelas pela-saca de 25 centavos que só serve pra causar uma falsa euforia na pessoa.

p
ois bem. cofrinho é coisa de velho. mas o fato é que ganhei o meu de uma amiga minha que trabalhava na época no GNTP e não terá seu nome mencionado porque o cofrinho era uma brinde do lançamento do progama “me poupe”. estava eu na casa dela e vi um porquinho de FLÁstico tão munitinho que não sosseguei enquanto ela não desviou um pra mim.

acontece que o porquinho era pequeno para a minha capacidade de ser mão-de-vaca com minhas moedas de 1 Real. virei obsessiva com las moneditas e juntava tudo o que me aparecia. a única regra era: eu juntaria $ por 1 ano e durante esse período eu colocaria toda e qualquer moeda BOA no cofrinho. ganhei 20 Reais em moedinha? Incrível. todas pra dentro. o tanto que eu conseguisse juntar seria gasto integralmente na minha festa de aniversário de 30 anos. é sempre bom ter um motivo bem supérfluo definido - recomendo.

rapidamente o porquinho morreu e foi substituído por uma garrafa pet devidamente lacrada. a garrafa encheu até a boca (eu disse que era obsessiva) e foi trocada por uma caixa de papelão que, devidamente reforçada, durou até o objetivo final.

970 moedinhas de 1 Real nunca haviam sido tão bem gastas. a festa foi incrível e a conta nem doeu.

como piadinha meu irmão me deu de aniversário um porquinho de gesso lindinho. ele vem sendo – amadoramente, confesso – preenchido com o mesmo propósito, mas não tanta determinação, desde abril. ele é fofo e enfeita minha casinha. mas é um eterno motivo de piada – Luana e seus cofrinhos. ok, o povo não tem determinação, azar do povo. eu sou adepta do cofrinho.

aí agora eu olhava pra ele e pensava: pra que eu vou deixar essa merda aí? tô indo viajar mesmo, se bobear tem uns 100 € aí dentro. dá pra uma renca de superfluosidades. sim, minha gente. dinheiro extra não pode ser gasto com coisa séria. é igual $ que você ganha em jogo, coisa que nunca aconteceu comigo. gastar com seriedade dá muito azar. o bom é o prazer extra, inesperado, motivo pelo qual o $ tem que ser gasto com algo que você nunca faria porque ficaria com dózinha. essa é a graça. vai por mim.

abri o cofrinho. foi uma delícia. e... adivinha? tinha exatos 100 €. Incrível. só pode ser um sinal.

e acabei de decidir que vou gastar na Eurodisney.

J

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

free as a bird


e 13 dias antes, ela descansou. se deu as merecidas férias, certa de que não precisa de tanto $ assim pra ser feliz e que o TEMPO seria sempre mais valoroso (existe valoroso?) nessa reta final.

acordou e se deu um café com calma. não tinha jornal. "ok", pensou. basta de desgraças no mundo. está inaugurado o semestre sem jornal.

tomou um banho bem quente e demorado.

atravessou a poça d´agua e foi ao dentista como se fosse a volta do Tivoli Park. nada a aborrecia - ela estava de férias.

e aí foi uma sucessão de pendências primeirodiautilsemtrabalho: banco, seguro saúde, outro banco. e foi sem reclamar, transeunte, caminhando leve.

e chove.
e ela vira um pinto molhado.
fecha os olhos, feliz, e deixa a chuva molhar.

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existem coisas que definitivamente o $ não compra.
um brinde à liberdade do banho de chuva.





[If I leave here tomarrow
Would you still remember me?
For I must be traveling on now
There's too many places I've gotta see
If I stay here with you girl
Things just couldn't be the same

Cause I'm as free as a bird now
And this bird you cannot change
Lord knows I cannot change

Bye bye its been sweet love
Though this feeling I cannot change
Please don't take this so badly
Cause lord knows I'm to blame
If I stay here with you girl
Things just couldn't be the same

Cause I'm as free as a bird now
And this bird you cannot change]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

promessa de vida nova

Eu prometo que quando eu estiver viajando eu vou colocar um post por dia.

Tá, isso eu não posso prometer. mas eu prometo que eu vou escrever sempre.

Eu prometo que vou colocar minha cabeça e meu coração em ordem.
(Até que eles andam bem, viu?)

Eu prometo descobrir algum sentido maior nisso tudo. Eu prometo que vou ser feliz pra sempre.

Eu prometo não atrelar minha felicidade à tal descoberta do sentido.

countdown II

quinze dias.
tic tac tic tac.
aimeudeusaindafaltatantacoisaprafazer.

casa nova

gostaria de estar avisando aos navegantes que a partir de agora vamos estar atendendo também no www.quaseindo.com.br

bonitinho, né???

pois é, achei que valia.

beijomevisita

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

por um mundo sem carros



eu não sei dirigir. não tenho carteira, não pretendo ter carro.

sei lá, não acho prioridade. nunca precisei e acho que carro polui e faz dodói nas pessoas. eu não sou nem um pouco acomodada, fresca, não tenho cabeça de gordo. adoro andar. não preciso de carro.

é um conforto. mas o táxi também é super confortável. e pra quem mora numa cidade como o Rio de Janeiro, carro é totalmente supérfluo. a menos que você more na Barra. ah, mas também, na moral: quem mora na Barra tem mais é que se f*** mesmo. mas o fato é que a oferta de transporte aqui é tão grande que precisamos de carro mesmo é pra ir pra Búzios. só.

e não adianta: eu dou valor à experiências vividas, e nada mais.

meu pai questiona muito isso. "filha, e a carteira?". eu desconverso sempre. não quero, mas não sei também dizer: "olha, nunca terei. vamos mudar de assunto?".

mais de 5 batidinhas de carro traumaLIzaram meu coração. junte a isso 2 amores de adolescência que se foram pelo mesmo motivo. carro dói.

vindo pro trabalho hoje pensei nisso. taí: uma das grandes vantagens de ir pra Europa é parar essa palhaçada de engordar a bunda num banco de carona. libertem-se disso! andem a pé. patinem. andem de bike.

e sempre haverá "Last Kiss" pra me lembrar de que carro dói. e sempre haverá a lembrança daquele show do Pearl Jam, sozinha, debulhando-me em lágrimas que teimavam em não parar.

hoje concluí que é a música que mais me parece triste. de todas. em mim.

"we were out on a date in my daddy's car,
we hadn't driven very far.
there in the road straight ahead,
a car was stalled, the engine was dead.
I couldn't stop, so I swerved to the right,
I'll never forget the sound that night.
the screaming tires, the busting glass,
the painful scream that I heard last.

oh where, oh where, can my baby be?
the Lord took her away from me.
she's gone to heaven so I've got to be good,
so I can see my baby when I leave this world.

when I woke up, the rain was pouring down,
there were people standing all around.
something warm flowing through my eyes,
but somehow I found my baby that night.
I lifted her head, she looked at me and said;
"hold me darling just a little while."
I held her close I kissed her - our last kiss,
I found the love that I knew I had missed.
well now she's gone even though I hold her tight,
I lost my love, my life that night.

oh where, oh where, can my baby be?
the Lord took her away from me.
she's gone to heaven so I've got to be good,
so I can see my baby when I leave this world"

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em tempo: só o amor não realizado pode ser romântico.

countdown

5 am.

plim.

começou o ciclo ansiedade-planos-desapego. como se eu estivesse me preparando há 2 anos pra sentir cada um desses momentos.

passarinhos cantam. e eu só consigo pensar no que está por vir. o tal vir-a-ser.

é... estou quase indo.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

hall of fame

tem gente por aí que fica tirando onda no blog dizendo que é amiga do famoso do momento. pois segue aqui a prova de que eu tive esse fim de semana um show particular, com direito pout-pourri de "I've fall in love with the wrong person" / "That's called love" / "Brown good-good".

foi difícil não CHORAR de rir durante a gravação da entrevista do Túlio. um gênio.



é engraçado quando uma pessoa é muito amiga de uma grande amiga sua, como é o caso dele. tipo você já falou tanto na pessoa, só nunca tinha encontrado pessoalmente.

coisas de mundo moderno e suas relações virtuais, líquidas e efêmeras. prontomeexcedi.

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pausa para observação da Serra Malte ao fundo.

there was no logic. it was love.


há um tempo atrás lembro de ter falado aqui sobre quais filmes sempre vejo quando passam.

pois eu queria estar mudando a lista.

é sabido que Sex and The City foi inspirada em mim e não importa quando tempo ainda vai passar e se o nome vai mudar pra "old ladies-not so much sex, however-and the city"; vai continuar sendo a minha série queridinha para sempre.

é também sabido, ao menos por mim, que eu sou a Carrie. não tem jeito. tenho um romantismo ainda Charlotte, nada da frieza Mirandística e todas as vezes que resolvi "fazer a Samantha" me arrependi. toda mulher carrega uma Carrie dentro de si. eu sou Candace Bushnell. ser Carrie faz parte de mim - na burrice, na eterna busca, na crendice no amor.

pois estava eu num dos raros momentos em que assisto TV e, zapeando, me deparei justo com a cena do filme em que Carrie debate com sua assistente-gordinha-que-ainda-acreditava-no-amor sobre buscar ou não o tal sapato na penthouse.

o namorado muda, dizendo "ah, já tá no final". eu grito: "não, não: é a melhor cena!". e sinto as lágrimas vindo.

porque eu não pretendo deixar de me emocionar com explosões de amor. Carrie subindo o elevador, abrindo a porta do apê pré-pós-guerra, o segundo de reflexão, a irrupção no closet. ele estava lá. o timing perfeito. a troca de olhares. amor genuíno. ela se joga nos braços daquele que a faz tão bem, aquele que a faz tão mal.

"there was no logic. it was love". quem sabe, sabe.

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e eu choro TODAS as vezes. ainda bem.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

adéga pérola


Estaria recomendando este incrível bar copabanense. Pois é, o bar é incrível, esteve ali desde sempre e eu simplesmente nunca tinha entrado.

Pois entrei e me impressionei com a vitrine de quitutes deliciosos e convidativos. Um mais bonito do que o outro, todos meio made in Portugal. Lindos. Tudo isso regado ao chopp geladíssimo e ao sorriso maroto do Beto, nosso garçom.

É. o trabalho tem dessas coisas. Vale a visita à Rua Siqueira Campos, 138.