quinta-feira, 29 de outubro de 2009

benvenuti a Roma!



mais uma vez na estrada. depois de muita correria, trapalhadas na reta final, resolvendo tudo pela internet roubada do vizinho, embarcamos rumo a mais uma (dessa vez longa) temporada na Europa.é sempre novo o olhar rumo ao desconhecido, e é importante que seja assim. por mais que eu já tenha estado em Roma da outra vez, uma segunda viagem é interessante porque você estabelece uma nova relação com o tempo. a foto mais incrível do mundo já foi feita, o sorvete já foi tomado, então resta agora sentar, relaxar e observar. eu, particularmente, prefiro viajar cada vez mais slow.

pois bem. trapalhadas normais de embarque, correria no free shop – “senhora, a senhora vai

perder o vôo se continuar comprando...”, corre pro avião, senta, respira. levanta vôo, 1ª vez na AirFrance, primeiras impressões super OK, “uma champagne, por favor, que a gente merece”. jantinha “expulsando a carne da comida style”, dorme mal, “Uma noite no Museu II”, dorme, acorda, conversa, outro vinho porque é de graça, dorme mal, goteira pingando na cabeça das colega tudo, o aeromoço resolve fazer um remendo e coloca tipo um modess na saída do ar-condicionado, dorme, acorda, tem picolé no fundo do avião (amei a AirFrance!!!), não quis o picolé, dorme, acorda pro café-da-manhã.



“eu não vou estar querendo suco de Pêra com Laranja!!!!”
“é Laranja-Pêra, Michelle”.
“ah, tá”...

um minuto de silêncio para a aguacomchocolateesquentado que tiveram a caroça de pau de servir crente que ninguém ia perceber. ok.. de repente:“olha a Torre Eiffel no MEEEEEEEEEEEEIO das nuvens”. era verdade. sei lá como, uma neblina bizarra, a Mi achou a pontinha ali no meio. e ficamos os três com aquela cara de babaca olhando a torre mais linda e emocionante do mundo.

desembarque no CDG. a imigração em Paris é sempre tranquila, dizem. ok. imigração é sempre um cú, não importa onde. deve ser síndrome terceiromundista, mas é fato que eu nunca fico à vontade em situações em que você sempre está meio DEVENDO e os caras te tratam como se você fosse uma traficante em potencial. justo eu. ok.

focalizo na terapia do sorriso, que, acredito, abre todas as portas. e lá vou eu entregar meu passaporte na mão da mocinha.

“bonjour”, diz ela.
“bonjour”, digo de volta, entregando o passaporte – e meu destino, e minha felicidade, e meu sono, e meu resquício de bom humor.
“ok. merci”.

e assim eu entrei na Europa para a viagem que mudaria minha vida. com um bonjour. não importou o $, o albergue, a passagem de volta. bonjour-merci. d´accord.

resolvemos comemorar com um croissant legítimo, afinal, estamos em Paris. incrível. e fomos dormindo até Roma, com uma pausa surtada no meio:

“Michelle, olha as DOLOMITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS”.

aqui cabe uma explicação. a Michelle, minha cunhada que vai aparecer bastante por aqui por esse blog, resolveu vir comigo e com meu irmão pra Europa. achei ótimo, incentivei. e ela desde o início tava com essa idéia fixa de que queria porque queria ver as malditas Dolomitas. “dolo quem, Mi?” “Dolomitas!!! as montanhas dos quebra-cabeças de 3 mil peças!!!”. demorei a entender o conceito. pois bem. todos dormindo e as tais se mostram imponentes ali pra gente. emocionei.

chegamos e... cadê a nossa mala?
espera. espera. espera.
minha mala chegou. ufa.

a da Mi e do Uirá esteve sendo extraviada pra algum aeroporto do sudeste asiático, provavelmente. ah, putaqueopariu, né? 13 horas pra chegar ao destino final e tendo que ficar caçando a sua mala SOMEWHERE OVER THE RAIMBOW? ninguém merece.

por algum milagre misterioso, meu irmão conseguiu manter a calma. mantivemos ele longe da saleta do skyteam onde eu tentava explicar pra mocinha italiana – simpática, até, coitada, deu azar de “estar na vez” – que meu irmão estava PISSED OFF lá fora e que não, um kitzinho com uma pasta de dentes safada, um desodorante genérico e uma camiseta escrita Skyteam não ia satisfazê-lo. mas, enfim, pior do que perder a mala é perder o humor e a viagem. e assim, 4 horas depois do previsto, chegamos ao hostel Alessandro Palace. simpático. staff bacana. um bar divertido. free pizza.

trocamos de roupa, deixamos tudo e fomos correndo em direção ao Coliseu para que tudo isso fizesse sentido. comemos um pedaço de pizza al taglio (estavamos com o croissant e um café da manhã bem do safado na barriga) e nos extasiamos, claro, com a grandiosidade colossal (dã-dã) do monumento. com diereito a sorvete ciocolatto+limone enquanto olhávamos em silêncio a Fontana di Trevi, que continua linda demais.


Roma. é bom estar de volta.

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dentre todos os asiáticos pela-sacos do mundo, o presidente do clubinho tinha que estar no meu quarto. ele vai merecer um post futuro.

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acharam as malas. a cia aérea ligou pra avisar e tinha um recado no quadro de cortiça. Emocionei. chegam amanhã. fica o bolão: aonde foram parar essas merdas???

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bacciomichiama.


3 comentários:

Carol disse...

adoooooro!!

quero mais, quero mais!

Ciana Lago disse...

também athóroooon post assim!
mais
mais
mais
de novo!

Maria disse...

Que otimo!!! manda mais noticias.
Beijos.