segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Oi?


Ok. o ódio passou. era preciso desabafar.

mas queria deixar registrado que tem gente aqui pensando em planos diabólicos para se vingar dos coleguinhas nipônicos: Cocô na meia, barbantinho cheiroso no quarto, alfinete infectado no colchão.



bom dia pra vocês, também.

sobre saquinhos plásticos

Eu juro que estou tentando me transformar numa pessoa melhor. Mas eu NÃO CONSIGO ENTENDER qual é o problema que orientais tem com mala e saco plásticos.

Desde o começo da viagem estamos observando qual foi a aula de física que eles mataram pra não entenderem que DOIS CORPOS NÃO OCUPAM O MESMO LUGAR NO ESPAÇO. E eles continuam comprando coisas e tentando enfiar na PORRA da mala as 7 da manhã enquanto os coleguinhas de quarto tentam dormir.

E continuam enfiando e desenfiando coisas dentro dos MALDITOS saquinhos plásticos. Na moral: pega o saquinho plástico e enfia no rabo.

Grazie mille.

é melhor ser alegre que ser triste

momento "eu não conheço ninguém aqui, mesmo..." nas ruas de Roma em pleno domingo.

Lost in Translation



uma das coisas engraçadíssimas de viajar é a PIADA que vira às vezes a comunicação.

CENA 210 - INT / DIA / TREM


3 viajantes brasileiros cansados de 30 dias de viagem. ao lado deles um jovenzinho ruivo de algum lugar do Leste Europeu. de repente ele SURTA e começa a falar algo incompreensível em sua língua natal:


- aisteihnstck novaiscst heis ANVERS?

- scusi, no parlo...

o ruivinho se revoltou:

- aisteihnstck novaiscst heis ANVERS? aisteihnstck novaiscst heis ANVERS?

- sorry, I don´t understand...


fudeu. o maluco surtou e começou a apontar pra um papel. "aisteihnstck novaiscst heis ANVERS? aisteihnstck novaiscst heis ANVERS?". ele não aceitava que não entendiamos nada do que ele falava.


- TALLLL-VEZ VO-CÊ DE-SEEEE-NHEEEE PARA COM-PRRRRRI-EN-DERMOS, sugeria o brasileiro, como se falar português igual a um mongoloide, bem devagarzinho, com sotaque de gringo, adiantasse algo. funcionou. o maluco pegou um lápis e um papel.


- ROMA. Citá. Napoli, Citá. ANVERS. Citá.


ahhhhhh... o maluco queria saber se o trem parava na cidade X aonde ele ia.


- não.


pano rápido. na moral: como esse povo consegue viajar sem falar uma palavra da língua do país... e uma palavra de inglês???


depois a gente que não tem paciência com as pessoa tudo...


domingo, 29 de novembro de 2009

Dobré-byye Praha.

último dia em Praga.

acordei cedo. um frio de rachar o côco, como diriam por aí. resolvi pegar o tram e ir pro centro. concentrei a manhã no Bairro Judeu, de onde eu havia ouvido falar muito bem. é realmente impressionante, mesmo a mim, que pouco envolvimento tenho com a causa.

fiquei vagando e vagando pelo bairro absorvendo aquela cultura toda. Passei várias vezes pela Parisiska, que é a Oscar Freire local. aliás, eu sempre busco as Orcar Freires. é impressionante. faz a minha raize carioca-da-bamba-e-do-samba tremer arrepiada.

aliás, pausa para um momento gozadinho do dia. Luana caminhando pelo bairro judeu de Praga. pára em frente a uma lojinha para ver uma bobajada qualquer. de repente:

- ciao, bella!

sorri. o que mais fazer com fanfarras da pior espécie.

e o maluco continuou, com aquela cara de vem-aqui-pra-ver-se-eu-não-te-vendo-um-cristal:

- italiana?

- no, ma capito un poco.

- where are you from?

- Brasil.

- oh! Brasil! “OLÁ, BONECA!!!”

sim, acreditem ou não, isso de fato aconteceu. e eu fui acometida com uma síncope de tanto rir. E naturalmente, não comprei nada.

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casa, conversa, se arruma correndo, última noite em Praga. fomos num restaurante típico gostosinho, encontramos uns amigos e depois fomos ao Chilli bar, perto do Old Town Square. muito bom o som, a vibe, o público. ficamos ali, bebendo cerveja tcheca, jogando conversa fora... até morremos de cansaço e resolvermos vir pra casa - correndo pra não morrer de frio.

assim é Praga.

gostei de Praga.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

pelas ruas que andei: Praga.


noite mal dormida.
pessimamente dormida, alias.

fiquei em Budapeste ate o ultimo momento e tive que correr igual a uma maluca pra pegar o
metrô ate a estação que caia dentro da rodoviária.

peguei um
eurolines as 22h45 que chegava em Praga as 6h. fiquei feliz porque não iria ninguém ao meu lado, o que me permitiria FAVELIZAR o ônibus colocando logo os pés pro alto. bobinha. nos primeiros 5 minutinhos de sono, aqueles embaladinhos, o maluco da cia me SACODIU pra me acordar: "Lady, this is forbidden!". tipo... ser feliz é proibido. ok, seu desgraçado.

cheguei a Praga as 6h quebrada, com um
torcicolo horrível e um mau humor pior ainda. mas fiquei feliz ao ser recebida na estação pelo Marquito, meu amigo que não via desde a FACHA e que foi um anjo indo me buscar tão cedo.


cheguei à casa dele ainda meio sem entender as coisas, exausta. tomei um banho e CAPOTEI no sofá, acordando 3 horas depois no melhor estilo "onde eu estou???". saímos então pra dar uma volta, afinal estamos na Europa. e já vi que a cidade é muito maneira logo na 1a hora.

a diferença da língua é muito doida. impossível entender
Tcheco. não vou nem tentar, afinal tenho menos de 3 dias aqui e é realmente muito difícil. isso faz você se sentir num zoológico o tempo todo, sendo que provavelmente o macaco é você.

pegamos o
tram até o centro histórico e fiquei maravilhada com o que vi. fomos na Old Town Square (não sei o nome em tcheco, ok, grata) e ficamos vendo os sinos baterem, os apóstolos, o galo etc. muito bonitinho. depois subimos (custa 100 coroas, uns 3,5 Euros) e vimos a cidade de cima. fiquei maravilhada com os telhadinhos vermelhos que são o símbolo da cidade. demais.


saímos de lá morrendo de fome e fomos encontrar um amigo do
Marquito num restaurante ali do lado. comi um espaguete com abobrinhas e espinafre (sim, estou na Rep. Tcheca, mas não vai dar pra estar comendo carnes bizarras) e bebi minha 1a cerveja local, que caiu como uma luva no meu organismo.

saí de lá, me despedi deles e fui na Charles
Bridge, que era do lado. é muito bonitinha, cheia de estátuas de arquitetura crocante (a.k.a. Rococó). fiz altas fotos e resolvi subir até o Castelo de Praga pra ter uma outra vista da cidade. no caso, por do sol. no caso, 4 da tarde.

essa falta de luz no inverno é muito depressiva. porque até dá pra viver no frio numa boa, se o frio for até 5 graus. eu prefiro 10, mas até 5 dá. mas a falta de luz do sol é insuportável. fiquei então lá em cima vendo o por do sol, depois desci porque começou a esfriar muito.


vim andando em
direção ao tram... para um pouquinho, descansa um pouquinho, vê uma lojinha, compra uma coisinha, ai que frio, toma um vinho quente (adoro!), anda um pouquinho, para um pouquinho... vida de turista.

vim pra casa e fiquei conversando com
Marquito e Katja, sua mulher grávida e fofa, até despencar de cansaço.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

termas?

ultimo dia em Budapeste. resolvi andar um pouco de bicicleta pela cidade, o que foi legal, mas se mostrou uma aventura. alguns lugares alugam por 8Euros cada 6 horas.

mas o mais legal do dia foi que finalmente fui a Gellert, que eh a termas mais famosa daqui.

a parada eh surreal. muito maneira. você paga 3500 HF (uns 15 Euros) e tem direito a usar o espaço por um dia e ganha um armário. depois de desce-sobe-desce-sobe você chega a uma piscina normal e uma a 36 graus que ficam na área comum, com homens e mulheres usando roupas de banho.


de repente me deparei com uma plaquinha "woman are this way" e resolvi ir la ver o que era. cara... que parada engraçada.

eh uma grande área comum onde as pessoas tomam banho peladas ou de biquine, como preferirem. e ai você fica na piscina com uma penca de velhinhas muxibentinhas, coitadinhas (eu vou pro inferno, eu sei), mas super fofinhas, ali, exercendo a europeice, como Deus as trouxe ao mundo. uma imagem meio forte pra sul americanos conservadores. mas muito maneiro ficar na piscina a 38 graus, contrastando com a temperatura exterior de 8. incrível, passei horas ali, tipo uma grande canja. tem também algumas saunas, mas ficar na sauna com um monte de mulheres peladas foi meio over pra mim e estive dispensando.

fiquei umas 2 horas boiando, boiando, boiando. delicia. depois achei uma espreguiçadeira e... DORMI feito um anjinho. o melhor sono da viagem inteira.

sai de la novinha e pronta pra outra. estarei recomendando aos colega tudo.

post sem contexto so pra colocar a foto bonita


se quiserem saber se volto
diga que sim
mas só depois que a saudade se afastar de mim

eu nao sei mais falar nenhuma lingua.

em primeiro lugar: esse teclado húngaro é muito louco.

na Itália minha cabeça deu tilt quando comecei a misturar espanhol com italiano. isso de "liga-desliga" linguístico eh muito complicado pra minha frágil cabecinha.

agora em Budapeste eh simplesmente impossível compreender o que os malucos falam. ate ai ok, eu falo inglês mesmo e não vou nem tentar me comunicar com as pessoas em húngaro. não da. os malucos podem estar de sacanagem juntando um milhão de consoantes da mesma palavra pra mostrar que pronunciam o R como ninguém.

hoje de manha conheci um casal de espanhóis no café e me senti quase em casa. foi incrivelmente confortável ouvir uma língua familiar e poder se comunicar, mesmo tendo a certeza de que eu estava misturando com italiano em vários momentos...

mas é muito louco estar em contato com uma cultura tão diferente da nossa.

ontem fui a um bar perto do albergue pra assistir ao jogo "Liverpool X umtimedaquiquenaoconseguientenderonome". foi muito maneiro porque parece que mais de 10 anos um feito assim não acontecia... então os caras estavam LOUCOS assistindo ao jogo. eu me sentindo A local da Hungria. coitadinha, mal sabia ela que estava sendo a sensação do bar, a.k.a "a única GULLIVER com menos de 1.75".


no meio da noite, papo furado vai, papo furado vem, eu me viro pra trás abruptamente "caralho, cadê minha bolsa???". mas estava ali, do meu lado. foi forca do habito mesmo... e ainda tive que me conformar ao ouvir a frase "relax, Luana. nobody will NEVER steal your purse here".

eh... deve ser horrível morar num lugar violento, mesmo.

voltei pro albergue caminhando no frio sozinha e feliz.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

me apaixonei por Budapeste, tambem...

vim a Budapeste atrás da misteriosa luz amarelada que pincela a cidade. e imediatamente me encantei por Buda... e por Peste. são duas cidades completamente diferentes, rasgadas ao meio pelo Danúbio.

é impressionante a aura que ronda a cidade. passei o dia flanando meio sem rumo... fui a Buda, fiquei horas e horas andando, fazendo fotos do Parlamento, da igreja de Buda, do Museu extremamente fotogênico em Peste...


a verdade é que Budapeste pede bem mais do que os 2 dias e meio inicialmente planejados... então, como vai ser impossível conhecer tudo o que eu gostaria, mesmo, resolvi flertar de leve com a cidade, meio sem compromisso. e gostei do que vi. vou voltar, com certeza.

a cidade tem uma aura meio de conto de fadas... uma coisa meio misteriosa, meio infantil. e, andando em Buda, me deparei com a casinha dos meus sonhos de infância, com direito a chamin
é do lado esquerdo e tudo. e céu de algodão-doce, claro, como todo céu deveria ser.


depois de horas em Buda, resolvi pegar uma ponte qualquer e voltar a Peste. sem querer fui parar numa feira de comidas típicas... foi demais. comi e fiquei olhando, olhando, olhando... quando de repente um grupo super jovem começa a tocar gaita de fole. foi DEMAIS isso.

e ainda encontrei meu amigo Floquinho, que encheu o saco do Cebolinha e resolveu dar um rol
é na Europa. fiquei rindo sozinha e imaginando que minha cunhada teria SURTADO se estivesse ali... quando vi que TODO MUNDO parava discretamente e fazia uma foto do cachorro. e ele la, paradinho, exercendo a metidice.


quando, de repente, as 4h30 da tarde, 6 graus... ANOITECEU. muito louca essa cidade. mas gostei.


anjo da guarda fazendo serão

o mais legal de uma viagem pela Europa é que a proximidade dos países torna o deslocamento muito facil. pensando nisso, peguei um avião e me mandei pra Budapeste.

eu sabia pouquíssimo sobre a cidade, mas algumas pessoas em cuja opinião confio são apaixonadas pela capital da Hungria. peguei minha mala, abandonei meus companheiros de viagem e me mandei num voo da Wizzair pra ca.

eu não sabia uma palavra de hungaro e não tinha a menor ideia de qual era a moeda. sim, porque bastou eu me acostumar com o Euro e parar de converter o $ pra eu achar que tava pouca aventura a vida.

o unico voo low cost que eu consegui foi 22h30-0h. eu me lançaria rumo ao desconhecido assim, confiando na minha capacidade enquanto produtora e no amiguinho do hostel que me jurava que não existe violência em Budapeste.

como sempre pode piorar, a porra do voo atrasou quase 1h, tinham duas hungaras filhasdaputa gritando e rindo tipotomeiumacido no voo, o que me impediu de piscar os olhos depois de um dia exaustivo e desembarquei so shuttle no centro da cidade as 1h30 sob um fio de 5 graus celsius.

como percebem, estou escrevento essas palavras, o que leva a crer que... não existe violência em Budapeste. a gente tem uma mania feia de dizer no Rio que "existe violência em tudo quanto é lugar". pensamento placebo. basta voce sair da Cidade Maravilhosa pra entender que sim, todos os lugares tem seus problemas... mas a violência que vivenciamos no Rio de Janeiro é digna de guerra civil e errados estamos nós ao acostumarmo-nos a viver assim.

o hostel que fiquei, Unity Hostel, além de muito bem localizado, é a coisa mais fofa do mundo. super informal, mas de muito bom gosto fica cobertura de um prédio residencial na Kiraly utca, bem pertinho de tudo. 14 Euros a diaria, super barato... e o staff é super bacana. vou estar recomendando aos colega tudo.

por hoje é só, pessoal. agradecemos a prefer
ência e volte sempre.

domingo, 22 de novembro de 2009

Cortona: sob o sol da Toscana


da série "barbadas e roubadas".

porque faz parte do mochilão na Europa o viajante se meter em barbadas - e se dar bem - e roubadas - e se dar mal. com as primeiras você fica se achando O malandro, insider... mas são as últimas que te fazem aprender e rendem as melhores histórias da viagem.

hoje tinha tudo pra ser um dia roubada, mas acabou se desentortando no meio da jornada. uma mudança de planos acabou me dando um dia a mais em Florença. resolvi colocar em prática o plano D: Cortona. por que? porque lá foi filmado SOB O SOL DA TOSCANA. só isso. não sabia mais absolutamente nada a respeito da cidade.


peguei o trem em Florença rumo a Camucia-Cortona. 1h20 até lá. desci da estação, andei um pouquinho e o me deparei com uma seta que apontava pra cima: CORTONA - 3 KM.

pânico, terror e aflição. 3.000 metros subindo? ai meus sais. ok, vamo lá. comecei a subir pela estrada sem acostamento. pois é, o país do automobolismo faz a vida do pedestre meio ingrata.

olhava ao redor e não via viv´alma.

finalmente cheguei a Cortona. uma cidade fofa, ok. murada, medieval. adoro cidades medievais. sou perseguida por uma síndrome de Cinderela, não tem jeito.

andei, andei, andei. gostosinha a cidade, cheia de lojinhas, enotecas, becos, escadinhas e com a vista panorâmica da Toscana mais linda que eu já vi. incrível. mas confesso que achei muita produção ir lá nesse esquema economia de guerra. vale a pena alugar um carro e fazer essas cidadezinhas da Toscana com um pouco de conforto.

bom pra ouvir música no volume até o talo e colocar os pensamentos em ordem.

no meio da tarde passei por um restaurantezinho super charmoso, La Saletta. estava rolando um jazz delicioso, o que me fez entrar imediatamente e pedir um vinho "Brunelo de Montepulciano", que eu já queria provar há dias. pra acompanhar (porque nesse caso, quem acompanha o vinho é o prato...), um gnoccetti aos 4 queijos. é um micro gnocci que derrete na boca. delícia.


ok, Cortona passou no teste. mas, por via das dúvidas, vá de carro.

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sábado, 21 de novembro de 2009

Cinque Terre




passei o último ano sonhando em conhecer
Cinque Terre. o pedacinho de terra acidentado entre Gênova e La Spezia, na Liguria, chamava minha atenção nas fotos pelo charme das casinhas à beira de um mar azul como nunca vi antes.

pegamos o trem hoje cedinho. Florença - La Spezia, 2h de Eurostar. pagamos 10 Euros de reserva, meio putos, mas sem discutir porque chegamos à estação SMN exatos 5 Minutos antes do trem partir. muita emoção! em La Spezia descemos pra pegar um trem baratinho que nos levaria direto pra lá.

5 Terre. os 5 povoados mais charmosos da história interligados por uma trilha estonteante. é patrimônio da humanidade desde 1999. e é imperdível. descemos em Riomaggiore, o primeiro deles, pagamos uma taxa de 5E de preservação e pegamos a Via dos Amores, o caminho que leva até Manarola. a vista é de cair o queixo, aquele penhasco com a água cristalina LINDISSIMA lá embaixo. vale muito a pena a visita.


fomos andando, fotografando, conversando. a cada ponto que parávamos a nossa vista era surpreendida por algo ainda mais bonito.

e ainda paramos pra comer num lugar charmosinho em Corniglia, a terra do meio, com direito a um pesto genovês autêntico. não, as pessoas não comem sempre o pesto PURO, porque fica forte demais. e é muito melhor assim, com molho de tomate, receita que será em breve incorporada ao cardápio. grazie mille.




nos apaixonamos pelas Cinque Terre. para sempre. e lá selei a promessa de voltar, assim como os cadeados que os apaixonados têm o costume de deixar lá, selando seu amor.






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pra animar o ambiente: http://www.youtube.com/watch?v=E_6zdtGqSbU

my name is Lucca


Dizem que a gente é a soma de tudo aquilo que viveu até hoje. Eu sempre assinei embaixo e vivo desde então tentando manter o brilho nos olhos em cada momento que vou vivendo, às vezes aos trancos e barrancos, às vezes simplesmente feliz.

Pois 20.11.2009 foi um desses dias. Voltei à nossa terra natal, Lucca, e realizei o sonho daquele que foi a pessoa mais importante da minha vida.


Lucca é uma cidade linda, medieval, murada. As pessoas andam de bicicleta o tempo inteiro, velhinhos passeiam sobre a muralha aproveitando o último suspiro de sol entre as folhas já amareladas do outono. A vida passa devagar. Assim como deve ser.


Não pude deixar de me emocionar. Ainda bem. ali, através dos meus olhos, agradeci àquele que me ensinou a ver a a vida com pó de pirlimpimpim.

Obrigada, meu avô.

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E martela a minha cabeça a primeira frase do meu diário de viagem: "deve haver algum sentido nisso tudo".

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Momento piadinha, pra completar o post:



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ócio criativo

quando você viaja muitos dias, você precisa estabelecer consigo mesmo um pacto de não-aborrecimento com os percalços que certamente virão.

isso é muito fácil quando se tem criatividade e tempo. e, sem querer, você acaba descobrindo novas aptidões.

http://www.youtube.com/watch?v=GzNmtuTX-c8

(detalhe para o charme da meia-calça aparecendo acima da saia)

Lulu e Mimi. em breve num palco perto de você.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

por um mundo sem música AT ALL

pra quem acompanhou a piada que virou minha vida com música: eu ia passar um dia sozinha pelas cidadezinhas da Toscana, então uma alma caridosa me emprestou o mp3 player pra minha vida ficar mais enfeitadinha. eu podia até sincronizar as minhas músicas nele!!!

fui, feliz e faceira. porque o iPod é foda não pelo design, pela praticidade, pela tecnologia. nada disso. o legal do iPod é que ele traz trilha sonora pra sua vida. simples e genial. os puristas podem dizer que o Walkmen já faz isso há 30 anos, mas o genial do iPod é que a cada plot point do seu próprio roteiro, a trilha sonora também pode mudar. a um clique.

estava na Toscana.
abriu-se à minha frente a paisagem mais linda dos últimos 30 anos.
essa cena pedia uma música.

estava descarregado.

(silêncio).

me apaixonei pela Toscana



dia especial.

dizem que as grandes percepções da sua vida só vem quando você está pronto para elas. hoje vivi um momento desses.

vim pra Toscana há 2 anos e meio atrás e passei dois dias de calor pré-verão aqui. curti, mas me limitei a ficar na bela Florença e cumprir a missão que estabeleci comigo mesma nas aulas de estética da Rosângela, a.k.a "a melhor do mundo".

pois eu era jovenzinha, coitada, e não sabia nada da vida.

hoje realizei um daqueles sonhos bobos de adolescência: chegar na estação e pegar o próximo destino que tiver. naturalmente dentro de uns 6 que eu tinha pré-traçado, que eu não sou boba. quis o destino que eu passasse o dia em San Gimignano e Siena, ambas a 1h e pouco daqui.

aliás, fizemos dessa vez a coisa mais inteligente do mundo: montar base em Florença, que é estruturada, é mais ou menos central e, principalmente, tem uma malha ferroviária (e rodoviária) excelente. você daqui vai a todos os lugares da Toscana em cerca de 1h e a passagem custa sempre perto de 5 Euros cada perna. muito bom.

quis a sabedoria também que eu viesse pra cá no outono para vivenciar a paisagem mais bonita de todos os tempos. sabe aquelas fotos do Getty Image que você acha que é photoshop? não é. fui me emocionando pela estrada, colocando pensamentos em ordem e me admirando cada vez mais com a beleza da Toscana.

San Gimignano é uma cidadezinha medieval de contos-de-fadas, com tudo o que deve ter: uma cidade toda murada, pequenininha, cheia de ruelinhas, lojinhas, bequinhos, igrejinha, pracinha. uma coisinha fofolucha. era a cidade das 72 torres, mas a maioria foi destruída e hoje restam 14, acho. muito fofa a cidade e dá pra você conhecer tudo, parar, fazer fotos, sentar e pensar na vida em 2 horas.



saí do muro pra fazer uma foto da cidade e encostou o ônibus "Siena", da empresa SITA, do meu lado. pensei: só pode ser um sinal! corri pra pegar o ônibus e nem me importei em pagar um pouquinho a mais na passagem, que precisa ser comprada antecipadamente nas tabacarias.

Siena pra mim sempre foi o carro da minha tia. não sabia nada sobre a cidade, mas me foi muito bem recomendada há pouco tempo. é a terra do Palio, a emocionante corrida de cavalos medieval italiana. mas hoje era uma cidade toscana como qualquer outra, linda e charmosa. era. até eu chegar.

Siena é o máximo. me apaixonei pela cidade. aliás, concluo cada vez mais que cidades medievais são O charme. desci do ônibus morrendo de fome e comi uma pizza a taglio ali mesmo por 1 Euro. estava incrivelmente boa.


fui andando pelas ruelinhas parando pra fazer fotos, vendo detalhes da cidade, com muita calma. um solzinho gostoso de fim de tarde pra aquecer a alma. até que eu me deparei com a Piazza del Campo, bem no meio da cidade. PUTAQUEOPARIU que lugar bonito.



não dá pra explicar. o lugar é demais. uma praça em semi-círculo cheia de construções lindas, com cafés bacaninhas e pessoas sentadas e deitadas no chão mesmo tomando sol.



peguei um gelatto ali mesmo - Tiramissú e Cioccolato - e me juntei àquelas pessoas tão comuns e tão especiais por fazerem de Siena uma cidade easygoing e autêntica. fiquei ali horas, como esses momentos devem ser.



Toscana. take a second look. feel the beauty.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

por um mundo sem música


a pessoa tenta manter o bom humor o tempo todo. mas Deus não colabora.

antes de sair do Brasil, perdi algumas horas da minha vida selecionando música por música que merecia ser a trilha sonora da minha eurotrip.

no primeiro dia da viagem, meu iPobre quebrou.

no worries. eu sou um ser iluminado. não vou me estressar, essa merda tava velha mesmo, eu compro um novo.

comprei um iPod.
veio quebrado.

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ahputaqueopariuDeus, né?

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era só um desabafo. já achei a Apple Store mais próxima. mas vamos combinar que é muito azar, né?


em Florença



depois de mais de 20 dias no sul da Itália, chegamos a Florença com uma frase na cabeça: QUE SAUDADES DO PRIMEIRO MUNDO.

ficamos no albergue Archi Rossi, que é do lado da estação de trem e descobrimos por acaso. chegamos aqui e o albergue é incrível: 2oE num quarto privado pra 3, incluso internet, banheiro, café e jantar. e o albergue ainda é fofíssimo, com um jardim interno, varandinha, uma galera bacana... excelente.

foi ótimo pra matar as saudades de Florença e perceber que nada como um second look pra me encantar pelos lugares. Florença é uma cidadezinha fofa e ponto final.



e as árvores estão com as folhas vermelhas
e o friozinho está gostoso
e o sorvete da gelateria Carabé, do lado da Galeria del´la Academia, continua delicioso.

resta então flanar, flanar, flanar.
Viva a Toscana.
Viva!
Viva!

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fica então a frase de efeito slogan do albergue: "Don´t travel to scape life; travel so life doesn´t scape you"

travessia


Eu odeio traslados. Simples, né?
Odeio viajar de carro
Odeio viajar de avião
E, recentemente, odeio viajar de trem.

Não gosto de percursos e sim do prazer que a chegada proporciona. A euforia da descoberta. Acho percursos insuportaveis. Odeio ter que ficar acordada no carro. Não suporto o desconforto no ouvido do avião. E os trens na Europa, vamos combinar, são um saco.

Ok, é ótimo você atravessar um país em poucas horas. Mas vamos definir agora, de uma vez por todas, que os trens regionais na Europa são UMA MERDA. Ponto para o Eurostar, que anda a 300 m por hora e vale cada centavo investido. Mesmo que tenha que pagar a reserva, que no final sai por uns 10E. O Intercity é desconfortável se a sua distância for maior do que 2 horas.


E já que tô meio mal-criada com o transporte, vale dizer que hoje de manhã passamos pela maior emoção. Saímos do albergue correndo e nos deparamos com uma Napoli totalmente caótica. Uma horda de camelôs vindo nos oferecer qualquer coisa por qualquer preço. À duras penas conseguimos finalmente chegar à estação com 15´ de antecedência pra comprar o bilhete e embarcar no trem. Freestyle total. Ficamos numa fila interminável e quando chegou na minha vez o carinha disse "the machine is broken" e fechou o guichê na minha cara, na moral.

Pânico, terror e aflição.

Corremos loucamente pra outra bilheteria e fomos atendidos por um velhinho caaaaaaaaaaaalmo que imprimiu a passagem sem afobação. Convalidamos a passagem (porra) e nos colocamos a correr, correr correr loucamente para a plataforma correspondente ao nosso trem. Que desespero. Chegamos, conseguimos finalmente pegar o Eurostar. Alívio. Entro TODA ERRADA no trem, mil malas, pressa. o trem vai sair. coloco as malas lá em cima e sento logo. Ufa. Nem acredito que conseguimos.

rumo a Florença.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

La Napolitana


Nápoles. que viagem esta cidade. IMUNDA. caótica como poucas. ficamos 9 horas no trem de Palermo até aqui e concluímos que é desgastante demais esse trem Intercity. ok, ele serve pra distâncias curtas, mas a bota italiana anda grande demais.

chegamos de viagem quebrados e ainda tomamos um susto enorme ao nos deparamos com o CAOS que é Nápoles. buzinas pra todos os lados, milhares de africanos correndo de um lado pro outro com sacolas enormes de contrabando. é o paraíso dos pickpockets. mas sou carioca, porra. não tem a menor chance de sermos roubados na Europa, né?

fomos tão avisados de que deveríamos tomar cuidado com a cidade que já chegamos meio paranóicos. conseguimos achar o albergue, Hostel Pensione Mancini, que pra variar era perto da estação. olhamos pro prédio. estranhíssimo. subimos. meio sujinho. 20 euros por pessoa, um quarto só pra gente. vamos ficar. nada poderia ser pior do que descer com aquelas malas todas no caos que estava lá embaixo. e pegar um quarto privado é um luxozinho que vale à pena.

deixamos as malas e fomos correndo conhecer a L´antica Pizzeria da Michele. é tida como a melhor pizza do mundo.


é a melhor pizza do mundo.


não dá pra explicar. a massa é fininha e elástica no meio e grossa e crocante nas pontas. o molho é incrível. só dois sabores: margherita e marinara. o básico, sem frescura, pra mostrar que é bom. fica pronta em 5 minutos. custa 4 euros. uma experiência gastronômica inesquecível. mesmo.

terminamos a noite flanando pelas ruas e tentando nos entender com a internet na Itália. merece um livro.

no dia seguinte acordamos cedinho e fomos a Pompéia ver as escavações. eu já queria fazer isso desde a primeira vez que vim à Itália. vale a visita, mesmo se tiver que fazer bate-e-volta de Roma. você sai da estação central e vira à esquerda na praça; anda uns 10 minutos e chega à estação CIRCUMVESUVIANA, que é um trem que passa por todas as cidades à beira do Vesúvio. custa menos de 5 euros o trem ida-e-volta e demora uns 50 minutos pra chegar à estação Pompei – Scavi, onde ficam as escavações. na entrada do sítio arquelógico você paga 11€, mas vale a visita.



passamos 3 horas nos perdendo pelas ruelas intactas da cidade que foi totalmente queimada pela erupção do vulcão. é incrível você ver toda a estrutura daquela cidade gigante – e principalmente os corpos – ali queimados. vale a visita e o silêncio. e o gelatto depois, pra compensar a emoção, naturalmente.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sunglasses



eu AMO óculos escuros. tenho vários. acredito no fetiche.

e aí, naturalmente, eu viajo e surto.

viva o Capitalismo e o prazer que ele proporciona :)

diz aí; qual você prefere?


exercendo a metidisse 1


exercendo a metidisse 2

dando a palermitana


Último dia em Palermo. fomos conhecer Mondello, que é o bairro chiquezinho de praia onde moram jogadores de futebol e famosinhos da Sicília. A praia é de sentar e chorar, tamanha boniteza. Fiquei sem palavras com a cor da água. Por que, oh deus, não temos isso no Rio de Janeiro??? Eu acho que precisava morar num lugar assim.

Passeamos um pouco por ali e fomos no lugar mais tradicional da cidade, a Pastisceria Alba, comer coisinhas típicas. A comidinha típica palermitana é o arancini, uma espécie de COXINHA feita de arroz com um recheio carnívoro qualquer. Já tinhamos visto antes, meus acompanhantes tinham provado (e passado mal), mas ali era o mais insider que poderíamos chegar. Não comi, óbvio, por amor à minha saúde. Mas todos amaram.

Falando em amor à saúde, concluímos que a Itália provoca nas pessoas o desenvolvimento de um novo músculo, também conhecido como a gordurinha do tchauzinho. é o PIZZEPS.

Piadinhas à parte, o que eu provei na tal pasticeria foi o sorvete. é simples:

- o melhor sorvete do mundo é o italiano;
- o melhor sorvete da Itália é o siciliano;
- o melhor sorvete da Sicília fica em Palermo;
- e o melhor sorvete de Palermo é o da Pasticeria Alba.

Ouvi essa piadinha mil vezes. o sorvete é pra matar. Custa $1,80, o que nem é caro para os padrões italianos. Comi o de chocolate, limone e pistache - Esse último merecia ir chorar no cantinho. Demais. Calma, queridos: Eu não comi TRÊS sabores. É que aqui na Itália você pede um cone piccolo (eu sempre peço o menor e me basta) e pode colocar ali, amontoados, dois ou três sabores.

Depois fomos a Monreale, bairro singelo que abriga uma igreja lindíssima, também toda de mosaicos. Você coloca 2E na caixinha e eles acendem a igreja toda pra você. É a coisa mais linda e a vista lá de cima é demais.

Uma coisa precisa ser dita sobre a minha relação com igrejas na Europa: eu não pago para visitar igrejas. Acho que o Vaticano já cumpre bem esse papel. Entendo que a manutenção da igreja precisa ser feita, mas acho que você transformar a parada num ponto turístico e oficialmente cobrar 15E de cada visitante é um pouco demais. Pra onde vai o resto do $???

Saímos de lá, voltamos pra casa e fiz uma sopinha de ervilha especial pra agradecer os nossos incríveis anfitriões pela estada em Palermo. Foi ótimo e, amanhã... NÁPOLES!

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Fotos em breve. internet de caô. grazzie.

domingo, 15 de novembro de 2009

Palermo



vários dias sem escrever. a internet da Itália realmente não ajuda.

saímos finalmente de Ardore. pegamos mil trens até chegar, numa viagem de 9 hs de duração. Ardore > Reggio > Villa San Giovanni > Palermo.

o trajeto Villa San Giovaanni > Palermo, aliás, merece um comentário especial. pegamos o trem e atravessamos o mar DENTRO DE UM NAVIO. incrível. deu um medo da porra, mas é muito maneiro. você sente o trem atracando ali, dentro do navio... e são uns 40 min de travessia. pra quem tem claustrofobia, é uma diliça. mas rapidamente entendemos que poderíamos subir até o convés, tomar um chocolate quente e tomar um solzinho - antes de voltar correndo pra não perder o trem.

mais 4 hs até Palermo. cansou. chegamos e o Ricardinho, amigo de infância do meu irmão, foi nos buscar na estação. ele casou com uma amiga deles do colégio, Renata, e tiveram a filha mais linda e gostosa do mundo, Fernanda. passamos a noite apertando as bochechas dela (atividade que desenvolvemos nos 2 dias que se seguiram).



Palermo é muito bacana. acordamos e fomos passear numa feira de frutas e frutos do mar que rendeu fotos lindíssimas. muito legal ver os palermitanos de verdade comprando comidinhas... os preços são super OK e é muito fácil comer bem aqui. AMEI. fomos andando até a lindíssima catedral e ficamos impressionados com a grandiosidade da igreja.



o mais bacana de Palermo é você perceber a influência árabe na arquitetura. a Sicília tem uma localização estratégica dentro do Mediterrâneo, o que faz com que ela tenha sido dominada muitas vezes na sua história, bombardeada na 2ª Guerra e INVADIDA por refugiados africanos atualmente. essa influência árabe ainda presenteou a cidade com várias igrejas todas em mosaico. muito lindas.


na volta ainda descobrimos a Via Libertá, uma espécie de Oscar Freire daqui. surtamos com a quantidade de lojinhas - e de adolescentes pseudo-estilosinhos na porta delas. parece O programa de sábado na capital siciliana.

e a rainha dos sunglasses adquiriu os mais lindos de todos os tempos. em breve numa foto perto de você.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

sol = FELICIDADE



depois de vários dias de castigo de casa, hoje fomos presenteados com as duas coisas que mais precisávamos: LIBERDADE e SOL.

sim, SOL. como se fosse a primavera. ok, ainda estamos no outono, mas a verdade é que o frio na Europa anda insuportável como o calor que, dizem, anda fazendo no Brasil. e olha que ainda estou na Itália. imagine quando eu chegar a Berlim. definitivamente eu vou
morrer de frio.

fez um sol lindo e fomos correndo à praia, antes que São Pedro mudasse de idéia. estava friozinho, claro, mas o sol estava uma delícia e não resistimos: mergulhamos no Mar Jônico. eu até já tinha dado um pulinho na praia antes, mas nada se compara a chegar na beirinha e entender que estamos praticamente na Grécia! foi d-e-m-a-i-s.



alma lavada.

"liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda" - Cecília Meirelles

regra de Buraco


o fato é que cada um pode até jogar cartas do seu jeito e as regras vão sendo adaptadas por cada microgrupo social.

é fato também que tem gente que joga Buraco (ou Biriba) com canastra de Ás a Ás valendo 1000 pontos e tem gente que não joga. não sei se estava na regra ORIGINAL da pessoa que INVENTOU o Buraco, mas está no imaginário coletivo da maioria das pessoas e muitas vezes essa regra só não é aplicada porque é preciso ser muito qualificada enquanto jogadora para atingir tal façanha.

um post curtinho só pra deixar registrado pros colega tudo que eu estive ESCULACHANDO a minha adversária, que não vou dizer aqui quem era pra não humilhar ainda mais.

ela ficou revoltadinha e deu Bomba Atômica no jogo, mas eu e ela sabemos muito bem quem é a superiora da jogatina :P

pra complementar o post anterior


que ficou numa vibe meio cheia de ódio no coração.

a culinária italiana é deliciosa e tem sido bem divertido descobrir novos produtos, sabores, texturas. é sim uma experiência gastronômica divertidíssima pra quem adora cozinhar.

mas o desafio de manter a esbelteza é puxado, principalmente quando faz um dia frio como ontem e você por alguma razão precisa ficar em casa. o tédio bate, você vai na cozinha dar um rolezinho e volta com um chocolatinho na boca. “ah, só um pedacinho...” e assim vai uma barrinha... um queijinho... ai ai.

o saldo é positivo, no entanto (resolvi que agora incorporei o “no entanto”, também, viu, Ismar). não quero parecer repetitiva, mas a verdade é que fazer compras de mercado na Europa é uma das coisas mais legais de estar aqui. é como se o mundo fosse a seção de produtos importados do Pão de Açúcar – e você pudesse pagar por eles.

segue então uma amostra do nosso cardápio. estão servidos?



sim, aqui tem o melhor manjericão do mundo


dando uma compensada no índice glicêmico
(a propósito: o risoto ficou incrível)


a difícil tarefa de fazer um molho pesto sem pilão ou liquidificador.
atenção para massa típica da Calábria


a bruschetta ficou boa pra caraaaaaaaaaalho


o dia mais feliz da vida do Uirá


o dia mais feliz da vida da Michelle


o dia mais feliz da minha vida