quarta-feira, 4 de novembro de 2009

made in japan. or not.


de todas as coisas que me impressionam na Europa, a quantidade de orientais nas ruas está entre os top3. pra mim, que em qualquer tarde perdida na Liberdade, em sampa, me sinto numa experiência antropológica... passear pela Europa é praticamente estar no Jurassic Park.


eles são praticamente Gremelins. muitos. saem de todas as partes, geralmente em grupos muito grandes, sempre com a máquina fotográfica nas mãos. estamos no centro do mundo, é metade do caminho pra eles e eles devem achar estranhíssima essa quantidade de gente morena e de nariz achatado passeando pelo Velho Mundo. “quem vê é visto”, nunca se esqueçam.


fiquei muito impressionada com isso da primeira vez que vim porque, fato, eles são muito diferentes de nós, latinos. principalmente quando viajam sozinhos – modalidade só identificada entre jovens alberguistas. da primeira vez que vim, eu e Carol ficamos num quarto em Florença com duas meninas que até hoje não sabemos de onde eram, já que elas não falavam uma palavra em todas as línguas que oferecemos – inglês, espanhol, português, italiano, cerveja. taí outra coisa que eu não consigo entender: como eles conseguem viajar tanto sem falar UMA palavra além da sua língua natal, qualquer que seja ela.


não quero ofender os coleguinhas nipônicos com essas palavras. são devaneios, somente. eu sou, aliás, apaixonada e praticante de várias coisas da culturafilosofia daquelas bandas – budismo, arquitetura, culinária, yoga. mas hoje eu quero reclamar. os caras são muito diferentes de nós. andam rápido demais, a passos curtos demais, fazendo fotos demais, falando demais. e comprando coisas demais. eles definitivamente tem dificuldade de entender que as coisas simplesmente não cabem na mala. e compram cada vez mais e mais e mais. e passam cada vez mais tempo fazendo barulho dentro do quarto, tirando e colocando tudo dentro da mala novamente.


ok, passou o momento implicânciadesabafo. vivam as diferenças e paremos de pensar que a nossa verdade é absoluta. vamos aprender com eles a nos reinventarmos sem perder as tradições. vamos ajuda-los a serem menos reprimidos, mais humanizados e menos máquinas de trabalhar.


e vamos sempre achar os bebês orientais as coisas mais fofas do mundo. quero comprar uma dessa pra mim :)

2 comentários:

Ciana Lago disse...

Amigaaaaaaaaaaa

Marcelinha disse...

Emoção. Muita. Vc escreveu tudo o que passou pela minha mente sobre esse assunto enqto eu andava pelas ruas da Europa. Obrigada, amiga.