sábado, 25 de dezembro de 2010

novas descobertas


ando em busca de blogs amigos, de leituras diárias que sejam interessantes pra mim e pra vocês. e, nessas minhas idas e vindas, tenho descoberto coisas ótimas por aqui.

vou estar indicando então dois blogs de culinária. ambos já foram aqui pro lado, pra listinha dos mais queridos e que leio praticamente todo dia.

são eles:

La Cucinetta, imbatível, cheio de dicas boas e receitas imperdíveis

e

Manual da Dona de Casa, com questões mais domésticas, mas igualmente importantes.

fica a dica, então.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

um post pra ninguém entender


Eu tenho um segredo com a minha irmã. uma coisa que ninguém entende, só a gente. Quer dizer: Muita gente também sente isso que eu tenho com ela. Mas só a gente entende o amor INCONDICIONAL que a gente sente pelo Rodrigo Santoro.

Já falamos sobre isso AQUI. tá, vai lá: muita gente acha o Rodrigo Santoro gato. Mas não é isso. gato, gato, o Kelly Slater também é. Mas quando eu conheci o Kelly Slater (foi, eu conheci o Kelly Slater, desculpa por isso) eu achava ele bonito, muito bonito, mas só. Uma coisa plástica. Ele é matematicamente perfeito, mas falta algo, sabe? Falta um je ne sais quoi, sabe? Uma mistura de malandragem com pó de pirlimpimpim. E isso o Rodrigo tem.

Só a minha irmã entende. Eu sei. Porque não é VONTADE DE PEGAR. O sentimento pelo príncipe encantado nunca é algo tangível. Ele não pode ser real porque o que nos cativa é justamente essa busca; É a capacidade de acreditar no amor platônico, é se apaixonar pela possibilidade de um dia ser feliz pra sempre, por esse sentimento arrebatador desse vídeo, a propósito, o preferido meu e da minha irmã.




Sabe?

::

A novela era Mulheres Apaixonadas. os personagens eram primos e se amavam desde sempre numa relação louca de idas e vindas. Na vida real, Rodrigo começava a rodar As Panteras nos EUA e, por isso, não ia poder terminar a novela. A arte imita a vida e o amor deles ia acabar assim, do nada, pra sempre suspenso no ar. Tentaram levar a Camila Pitanga pra gravar lá, não deu, e o mistério ficou. O que seria daquele casal?

Aí que o Rodrigo voltou, e eu prefiro há anos acreditar que rodaram essa cena no mesmo dia, pegando de surpresa, total, as mulheres que, assim como eu, vivem justamente em busca dessa falta de ar.

Porque, afinal, já diria Maria Elena, amiga da Vicky e da Cristina: “Só o amor não realizado pode ser romântico”.

eu queria mergulhar num balde de Pimm´s




sabe quando tudo o que você quer é não fazer mais nada, deitar numa rede na sombra e esperar o ano novo chegar?

então. eu queria fazer tudo isso tendo na mão um copo de Pimm´s.

o que??? não conhece? nossa. você não sabe o que está perdendo.

Recipe for Traditional Pimm's No 1

Take a jug or glass and fill it with ice, mix one part Pimm’s No. 1 with 3 parts chilled lemonade, add some mint, cucumber, orange and strawberry.

::

beijomechamaprasuacasanapraiaqueeulevoomeupimm´s.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

amor à primeira vista



ela chegou. a coisa mais fofa, pelo visto.

Valentina. a mãe dela, minha melhor amiga desde sempre, malandrona, roubou o nome que eu tinha escolhido pra ser meu. era meu, fato; eu escolhi BEM ANTES, como vocês podem ver AQUI. mas tudo bem. é só olhar essa carinha fofa que tudo faz sentido: a Valentina era pra ser dela, pelo visto.

ai, ai. delícia. não vejo a hora de apertar muito. praticamente uma elefantíase bochechal.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

atendendo a pedidos



já que oscolegatudo ficaram meio incomodados com a foto da obesidade sovacal, atendendo a pedidos eu escrevo qualquer coisa que esteja passando pela minha cabeça só pra colegagem não ser obrigada a ficar encarando aquela coisa charmosa na tela do computador.

lanço então uma dúvida que nunca sai da ponta da minha língua: acho que, no fundo, o mundo talvez se divida entre pessoas que partem do princípio de que todo mundo é essencialmente mau e pessoas que partem do princípio de que as pessoas são essencialmente boas, até que se prove o contrário.


não?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

sobre a obesidade sovacal


Já tinha me divertido muito aqui quando meu amigo Ganso levantou a questão do clareamento sovacal.

Mas nada como começar o dia no transporte público do Rio de Janeiro para que um pensamento não me saia da cabeça: O de que sovaco é (ou deveria ser) uma coisa muito pessoal.

Ninguém merece você, toda limpa e cheirosa, começar o seu dia de sol com uma subaca se esfregando na sua cara. Talvez nem todo mundo entenda a sensação, mas, sabe como é, a pessoa aqui tem 160 centímetros, ficando exatamente na altura do sovaco da maioria da colegagem metrozal. E aí, no sacolejo Catete-Botafogo, só me resta prender a respiração e me perguntar por que, oh Deus, brasileiro tem essa maldita mania de achar incrível aquele modelito mamãe-sou-forte, deixando em evidência aquela protuberância sovacal. Gente! Sovaco era pra ser uma coisa muito íntima... Isso de ficar "colocando o sovaco pra jogo" não é legal, ok?

Me incomodam os pêlos sovacais, que, cá pra nós, deveriam ficar guardados dentro da manga, mas enfim, se o calor estiver insuportável, o amiguinho poderia não levantar o braço na minha cara, obrigada. Mas, mais do que isso, chegou a hora da verdade: Não tem coisa mais feia do que a obesidade sovacal. Sabe? Não?


Obesidade sovacal é quando o amiguinho, além de expôr o sovaco, expõe um sovaco que não prima pela beleza e elegância. Não tem nada a ver com a pessoa ser gorda no resto do corpo: Vira e mexe vejo (e morro de pena de) uma magrinha cujo sovaco é côncavo, protuberante, "inchadinho". E eu sempre pensei que o que era bonito era pra ser visto, mas, sinceramente, se uma parte do seu corpo não imprime beleza, por que o serumano CISMA em ficar mostrando pra mim? Nãaaaaaaaaaaaao!

A obesidade sovacal é genética e o sujeito não tem muito o que fazer, então talvez eu vá pro inferno, eu sei. Mas proponho aqui um brinde à elegância sovacal, aquela que determina que, se não tá bonito, se tá cabeludo, se tá por fazer, por favor, guarde seu sovaco só para você.

E três vivas à elegância sovacal!


Viva!
Viva!
Viva!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

da série: coisas que eu odeio em você II


Continuando a linha "coisas que odeio em você", estava ontem conversando com uma amiga sobre qual a coisa que eu mais odeio fazer na minha vida.

E aí pensei, pensei... E cheguei à conclusão de esse assunto dá pano pra manga. Porque eu odeio muitas coisas, afinal.

É. Não é uma frase bonita de se escrever. Preciso trabalhar isso em mim.

Mas, digamos, existem várias coisas que me incomodam. Que, se eu pudesse, eu não faria nunca mais.

Se eu ganhasse na megasena, por exemplo, eu NUNCA MAIS ia pegar uma autorização de imagem na minha vida. Não sei se todo mundo vai entender o sentimento ou se é um ódio que só os produtores entendem. Mas imaginem assim: Nunca mais na vida eu ia querer abordar uma pessoa desconhecida na rua pra pedir um favor. Entende? não?


Imagina se o seu trabalho tivesse um lado glamuroso, mas que, para chegar ao glamour, você precisasse passar por momentos de implorar para que pessoas que você não conhece te façam um favor que é fundamental para o sucesso desse seu trabalho. De graça, provavelmente. Pode ser "dar um depoimento para um programa SUUUUPEER LEGAL", "parar a obra rapidinho porque a gente está gravando aqui do lado" ou "chegar um pouquinho pra lá, porque, como você está vendo, a gente está filmando... E você está atrapalhando".

Nesses momentos você se dá conta de que é pago para incomodar as pessoas. Tipo o moço da pamonha, a crente que tenta te convencer a entrar pra Universal, a jovenzinha do cartão C&A... E você.

É. A gente é legal, mas a gente incomoda. Ou você achava que o trabalho era só dar uma pinta em coquetéis de lançamento? Rá.

E aí resolvi postar um videozinho pra vocês ficarem com pena de mim. Pra quem não entendeu, o objetivo da encenação é mostrar pra entrevistada em potencial, de pé ao meu lado, que o que eu estou pedindo é fácil e legal. Até parece.

Deus, se liga. Já deu.

grata.

video


mais mais


cada dia que passa eu penso que essa música aqui é pra mim a mais mais.

o tanto que ela me toca, me incomoda, me faz sorrir.

música pra mim é letra e ponto final.





::

é favor observar o sorrisinho do Rodrigo Amarante no 3:00. grata.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

um dia de fúria feelings


eu sempre me divirto com esse site aqui... mas hoje tava demais.

olha isso:

ideal pr´aqueles dias em que estamos afim de matar um, sabe?

::

hoje não. tô ótima. mas é sempre bom garantir.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

campanha pela vida: cada um cuidando da sua



está chegando o Natal. época de inundar o peito de amor, da compreensão e do perdão.

fiquei aqui pensando no que algumas pessoas merecem e acho que me deparei com o presente IDEAL.


aliás, vou comprar uns a mais e deixar guardado. taí algo que sempre precisamos.



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

da série: coisas que eu odeio em você.


os acontecimentos dos últimos tempos têm incitado em mim um sentimento nada saudável. um misto de ódio mortal, com desprezo pela ignorância, com um grande desejo de que a esperança venha e traga de volta um mundo melhor.

e aí me peguei pensando em tudo o que eu odeio no mundo. e resolvi deixar registrado, pra nunca mais esquecer, e poder cultivar bastante o ódio, esse sentimento que nos faz tão mal, mas que tanto nos move.

e eu começaria por citar uma das pessoas que eu mais odeio no mundo: O Berger.


esse aí. o Berger. um pela-saco. ô sujeitinho recalcado, esse Berger. se conheceram por acaso, pegaram um romance que super funcionava na mesa, mas não funcionava na cama. saca? difícil resolver. pareciam almas-gêmeas, mas na "hora do vamos ver" a parada não funcionava. uma pena.

até que se entenderam, e funcionou. mas o maluco foi se mostrando um cara cheio de merda, que via problemas em tudo e nunca ficava feliz com o sucesso na coleguinha Carrie Bradshaw. aí não dá, né? porque o cara pode ter vários defeitos, mas gente recalcada não tem solução.

e aí, como todo pela-saco, o Berger pediu um tempo. viajou, pensou e voltou, apaixonado e arrependido. se dizendo disposto a fazer a coisa funcionar. legal. voltaram. e a Carrie, feliz, dormiu. e, quando acordou, o Berger tinha ido embora. e terminado com ela através de um post it.

ah, não, né?

por isso que eu ODEIO o Berger com todas as minhas forças. e, desde então, não consegui ver um filme com o Ron Livingston (eu também não saberia o nome, obrigada, Google!) sem ter raiva da cara dele. e tenho dito.




os inocentes do Leblon


A verdade é que é tudo isso é muito triste. É um absurdo que tenhamos chegado a esse ponto: A classe média assistindo Tropa de Elite 3 ao vivo na TV, pensando com graça que finalmente a justiça está sendo feita. A mesma Classe Média do cigarrinho de maconha e da multa aliviada. O corrupto imperdoável, já que a grande diferença entre ele e o traficante abatido ao vivo na Globonews foi que o primeiro teve oportunidade, e o segundo não.

Eu só espero que esse pesadelo acabe pra que a vida possa seguir girando a sua roda da fortuna. E que o processo seja resolvido com responsabilidade e sem tanto sofrimento. que a juventude bronzeada do Leblon possa continuar vivendo na sua bolha, alienada, sem saber que o caos está sendo visto de perto pela moça que trabalha na sua casa. Que pare de comemorar a fuga desesperada dos traficantes como se fossem baratas. As baratas podem chegar na sua sala. é só esperar.

Que consigamos viver num lugar de paz, sem esse abismo social que é o principal responsável por tudo o que acontece diante dos nossos olhos. O problema violência sempre foi a desigualdade social. Porque enquanto tivermos que ouvir a frase "pelo menos não é por aqui" e as pessoas continuarem confortavelmente sentadas cada uma nas suas poltronas, tomando uma bebida da moda e torcendo pra onda de terror não chegar aqui, a onda vai continuar chegando, cada vez mais perto.

"Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
Trouxe imigrantes?
Trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem".

[Drummond]

::

Tudo isso porque me deixou perplexa ouvir uma coleguinha gritar "atira, atira!", extasiada em frente à tv, não se dando conta de que não estamos num filme e que "aquilo ali" é um ser humano, alguém que teve arruinado cada um dos seus sonhos. Que foi tratado como bicho desde que nasceu. Que simplesmente não teve as mesmas chances que você e por isso se transformou naquela pessoa triste. Mas a euforia de alguém que a principio LEU, isso sim é o que me choca. Que a justiça seja feita, sim, mas com responsabilidade. Não nos deixemos brutalizar. Bandido bom é bandido preso.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

polyanna feelings


... não vejo a hora da vida voltar a ser bonita e o meu blog voltar a falar sobre viagens, culinária, poesias e bobagens do dia a dia.

tchururu.

atenção, chegou Chatuba, hein?!


Assim... Eu tenho tentado não ajudar a espalhar a onda de pânico. Não acreditei em nenhum boato de bomba em lugar nenhum da cidade. Acho que existe uma intenção de espalhar o terror e o facebook e o twitter tem ajudado nisso. A cidade anda violenta, sim. Há tempos. A população pobre e favelada sempre sofreu com isso. A diferença é que de uns tempos pra cá os ataques chegaram ao asfalto. E aí incomoda a classe média, claro. Se a violência fica óbvia, torna-se inevitável tomar uma atitude.

A Vila Cruzeiro sempre foi um dos lugares mais violentos do Rio de Janeiro. Foi perto da Vila Cruzeiro que o Tim Lopes foi pego e foi lá que o jogador Adriano foi tão criticado pela proximidade com traficantes fortemente armados. A população sempre sofreu e os traficantes sempre estiveram lá.

Agora, porque a Globo resolveu transmitir ao vivo, às 3 da tarde, o BOPE invadindo e traficante sendo abatido ao vivo, sinceramente, é algo que eu [ainda] vou entender.

sobre a violência

Últimos dias de tensas emoções na Cidade Maravilhosa.

Quem me conhece sabe que ando bem cansada de tudo isso. É fato que a cidade é linda, quiçá a mais bonita do mundo. Mas anda malcuidada há tempos.

A minha relação com o Rio de Janeiro anda estremecida e não é de hoje... Mas me entristece bastante ver que nos últimos dias a coisa saiu do controle, ver o Governador perder a mão e perceber a sensação de pânico que se instaurou no ar.

Mais ainda me incomoda saber que ninguém aqui é santo e não existe ponto sem nó. se as coisas acontecem dessa forma e nesse momento, algum motivo tem. Ah, tem! Sem Teoria da Conspiração; não precisamos dela. Mas o fato é que nada é em vão.

Nunca conseguimos perceber as grandes transições enquanto ainda estamos dentro delas. Mas foi assim, ó: a cidade foi abandonada, o tráfico se instalou, a polícia resolver cobrar, o pau comeu. Ainda vai demorar algum tempo para entendermos quem é o bandido e quem é o mocinho aqui.

Agora, o que incomoda mesmo são os terroristas de classe média que ainda pioram a onda de terror que domina a cidade. Protegidos atrás dos seus computadores, estão disseminando o pânico através das redes sociais. Realmente a cidade está péssima, existem várias ações ISOLADAS responsáveis pelo medo no ar. mas combinemos de uma vez por todas: o crime no Rio de Janeiro nunca foi organizado. Aprendam a fazer uma leitura crítica antes de soltar por aí mais uma barbaridade "aconteceu com o primo de um colega aqui". Pelamordedeus, né?

Tá incomodando, é? Ah, que pena! Mas a verdade é que a violência sempre esteve aqui. Ah, não sabia? Essa sensação sempre estave ali, latente. Só que não te incomodava. Há tempos que eu penso nisso todo dia e sou tratada como idealista. Mas nada como fazer meia dúzia de terrorismos na Zona Sul pra molecada facebuquiana se contorcer na cadeira. Me poupem, por favor.

Fica então aqui a melhor reflexão que li sobre o tema, feita pelo querido Bruno Moreno:

"Hannah Arendt fala que o medo é racional. Reagimos diante de uma ameaça iminente e real. O terror, no entanto, é quando irracionalmente nos paralisamos porque a ameaça está em lugar nenhum e todos os lugares. Não o vemos... E ele está aqui, mesmo não estando (e principalmente por não estar). O terror em "tempo real" é tão mais fácil quanto aumentado artificialmente. Fale mal da imprensa mesmo. E falemos mal de alguns de nós, que reproduzem as falas irreais das globos da vida e contribuímos para esse terror panóptico.".

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

pagando de modela


recebi hoje essa foto... amei tanto.
então vou colocar aqui pra compartilhar com a colegagem.


estaremos recolhendo elogios nos comentários. grata.

ela siacha. eu sei. "é o meu jeitinho", ela diz, por entre os lábios, cheia de sarcasmo brilhando nos sunglasses.

moska


Sabe quando um pensamento te pega de jeito e você se vê apaixonada pela mesma música?

"Então me diz qual é a graça
de já saber o fim da estrada
quando se parte rumo ao nada?"



curtinha


Então valeu.
Você fica aí no seu iPod
que eu fico aqui no meu.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

cala a boca pensamento, ou te enfio uma faca*


E quando a moça super acredita em horóscopo e quando o horóscopo da moça nunca falha?

E quando a moça acorda de manhã com um puta bom humor, mas lê no horóscopo que é melhor ela tomar cuidado com a saúde e já começa a sentir uma dorzinha na garganta?

É que o mapa da moça é tão incrível, tão feito pra ela, que fica arriscado duvidar.

Hoje o horóscopo dela tava assim e ela ficou pensando nele.

"Uma das marcas registradas deste momento envolve a idéia de um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. Como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! Procure avaliar esta tendência neste momento, a fim de não se tornar uma espécie de sabotador da própria vontade".

::

Tipo... e agora?

::

*Homer Simpson, claro.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

if you´re not pissed off, you´re not paying attention*


Não aguento mais abrir o jornal e ter que achar normal essa série de atrocidades que vêm acontecendo na Cidade Maravilhosa. Maravilhosa pra quem, Cara Pálida? O que eu vejo é uma cidade que piora a cada dia. Vejo a violência chegando. Aquela mesma violência que incomodava só do lado de lá da nossa cidade partida, de repente se mostrou no meio de nós. o bom que na verdade era mau. O polícia que de repente virou ladrão.

abrir o principal jornal e dar de cara com uma notícia tipo essa pode ser qualquer coisa, menos normal. E o maior problema, a meu ver, é justamente essa alienação da Classe Média conformada. É se acostumar a viver nessa bolha no meio do caos, nesse mundo encantado no Manoel Carlos que nos faz pensar que eu acho tudo lindo, e que as ruas tocam música, e que somos gente bronzeada em clima de paquera e que é preciso amar como se não houvesse amanhã. Se a violência continuar assim, não vai haver amanhã, mesmo.

Não dá pra se acostumar com a barbárie. Acho que o Rio de Janeiro esta cada vez menos bossa nova e cada vez mais rock´n´roll. Então, sinceramente: o último que sair, apague a luz.

"A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. e, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. e, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. e, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração ."

[Marina Colasanti]

::

*Traduzindo: Se você não está puto da vida, é porque você não está prestando atenção.

domingo, 21 de novembro de 2010

poesia de domingo


"depois de parar de andar,
depois de ficar e ir,
hei de ser quem vai chegar
para ser quem quer partir.

viver é não conseguir".

[Fernando Pessoa]

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

mais uma estrela no céu


fiquei triste hoje com a notícia de que uma pessoa tão querida não está mais aqui entre nós. como era uma pessoa alegre e o sofrimento estava trazendo tristeza à toda a família, resta pensar que a pessoa foi em paz, que está melhor agora, e que foi bom termos tido o privilégio da sua gargalhada.


e é hora de repensar. porque nessas horas a gente se dá conta de que a vida é excessivamente curta. e que estarmos aqui nesse mesmo planeta e nesse mesmo intervalo de tempo é uma benção. precisamos então fazer valer a pena cada um dos curtos minutos que nos foram dados juntos. pra entendermos que a vida é efêmera. que a vida é uma dádiva.

e que tomemos a vida de assalto, e que a viremos do avesso... e que não percamos a viagem.

::

"é tão estranho / os bons morrem antes"

na ponta da língua

sabe aquelas músicas que não saem da cabeça? que são boas de doer?

ai, ai... e agora?



"então vem cá / me dá sua língua".

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ansiedade crônica


É que a modernidade trouxe essa relação diferente com o tempo, que por sua vez traz como brinde uma ansiedade crônica.

E nunca se teve tanta urgência e tanta vontade de que a vida aconteça rápido, e de que sejamos felizes para sempre, e e que o pra sempre comece logo.





"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo".

[Saramago]

::

foto: observando

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

eu queria ser a Carla Bruni


Eu resolvi mesmo aprender francês quando me apaixonei por essa música. Achava a Carla Bruni tão incrível, transpirando todo aquele charme, cantando aquilo que eu sabia que era tão lindo, mas tão lindo, que eu não sabia exatamente o que significava. Aí resolvi que ia passar a saber.

Até que hoje eu me deparei com essa versão. Tão simples, tão delicada.


Enjoy.

a vida em 140 caracteres


Faz tempo que eu abandonei o twitter. Na época, minha atitude gerou uma certa indignação em algumas pessoas queridas, ainda viciadas na ferramenta.

A questão é que não vejo motivo pra manter tantas facetas na minha vida virtual. O mural do facebook supriu perfeitamente o meu impulso de divulgar qualquer besteira imediata... Sem a limitação dos 140 caracteres.

"Você está seguindo as pessoas erradas"; foi unísono o comentário. Pode ser.

E aí que hoje eu acabei lembrando que minha conta estava ativa. e resolvi "dar uma twittada". Não postei nada, visto que eu não tinha nada pra dizer. Mas me dei conta de que, sem minha autorização, o meu twitter estava, sim, seguindo um bando de gente nada a ver.

Limpei quase tudo e resolvi dar uma fuçada naquela joça. Tá. achei coisas legais. Ainda existe vida inteligente nos 140 caracteres.

Mas eu sou verborrágica e pra mim é bem difícil manter-me interessante num espaço tão curto de tempo. Mas, vá lá: prometo então dar uma última chance à baleinha. Ué? não era uma baleinha? Xi... acho que até pro twitter eu ando meio old school demais.

::

À propósito, é /luamaislegal o twitter da garota enxaqueca aqui.


domingo, 14 de novembro de 2010

about being so cynical


House, sempre ele.
delicinha de personagem, hein...

sábado, 13 de novembro de 2010

insônia


Alguém dá uma festa no meu prédio e, pela 1a vez, não sou eu. Então eu acordo no meio da noite assustada e ouço vozes no corredor.

Vozes embriagadas que riem, relembram, planejam. Aquela alegria despretensiosa no meio de um feriado. me deu saudades da purpurina de outrora.

Olho no espelho a olheira marcada, e tudo isso é tão diferente daquilo tudo que eu sonhava.


Mas também é bom.


"Como é o nome disso que você tem?"

"Velhice"


Será que de fato "I want to be forever young"? Não seria mais sensato vivermos a emoção de cada momento, buscando a sabedoria pra entender o quanto aprendemos, que vamos somando, devagar e sempre? Que tal absorvermos essa nostalgia com a serenidade de quem sabe que o melhor sempre está por vir?

Porque a euforia é boa, mas... A angústia não. E lembro sem saudades de toda aquela busca.

"Ok, Luana. que papo é esse?" Você tenho 31 anos, está no começo da flor da idade. Mantem o espírito jovem. Que papo é esse?"

Mas como a realidade é diferente do que eu imaginava. E é boa. Continuo sonhando. Mas os planos mudaram um pouco.


Só guardemos um pouco da purpurina pra que, no canto do cisco do canto do olho, embaixo daquela luz que incessantemente brilha, a menina não pare de dançar.

::

sábado, 6 de novembro de 2010

eu sou aquilo que perdi


porque, afinal, Fernando Pessoa sempre entende aquilo que mora na ponta da minha língua. e, olha... que coisa mais bonita.


"sou aquele pedacinho de inocência que deixei no berço, sou aquela imaturidade que perdi na adolescência, sou aquelas insanidades que cometia quando não possuía responsabilidades, sou aquela doçura infantil que tornou-se amarga ao crescer... sou aquela falta de senso, sou aquele ser que escutava tudo e sobre tudo perguntava, que hoje fecha-se em lábios calados... sou a antiga pureza que foi profanada. sou o mancebo que tanto cortejava, e que não se importava em receber nãos. sou aquela esperança, hoje tão rala, que aos poucos, esvai-se do meu coração. sou feita do amor daqueles que me tanto amaram nesta vida passageira, sou feita do afeto tão precioso dos meus escassos, porém dedicados amigos. sou a princesinha que cansou de sonhar acordada com seu príncipe encantado, sou a donzela que largou a vida de rainha atrás de aventuras, sou a adulta que não suporta a idéia de velhice... sou o que perdi."

::

ou

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tempo, tempo, mano velho

Não sai.

Faz tempo que eu olho pra essa tela branca e não sai nada.

Todo mundo já passou por isso, penso eu. estamos sem tempo, com excesso de trabalho, e aquela mesmice da falta de assunto. Idéias temos. Mas faz tempo que não sai.

E, no mar de informações perdidas, ficou a vontade de falar sobre os mineiros que escaparam, o tropa de elite que estreiou, a Dilma que venceu. Mas não deu tempo de nada disso. Ou deu, eu que não quis. É só uma questão de reorganizar melhor aquele tempo entre o momento em que o despertador toca e a hora que você coloca o pijama, todo dia.

Outro dia ouvi uma frase ótima de um amigo que há muito não encontro, sempre apoiada na tal falta de tempo: "Todo mundo almoça e janta todo dia. basta você escolher com quem". Genial. é tudo uma questão de estabelecer prioridades, mesmo. E de repente a gente se vê na dinâmica do dorme-trabalha-come-dorme-acorda; sem tempo pra uma exposição, um show, um vinho, uma risada amiga, uma poesia. A verdade é que andamos sem tempo pra nada.

Talvez estejamos dedicando tempo demais às coisas com importância de menos. Tenhamos perdido o valor real das coisas. Eu, aquela que sempre pensa demais, que reflete demais, que sofre demais, que pondera demais. Deve ser a maldita Lua em Libra em conjunção com Plutão. O fato é que o tempo está passando cada vez mais rápido. Deve ser a tal da ressonância Schumann. Ou talvez estejamos desaprendendo tudo e devêssemos voltar pro principio.

Mas o fato mesmo é que se isso é vida, não é essa a vida que quero pra mim.

E por isso é que não sai. mas vai sair.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

sobre a saudade dos amigos



saudade dos amigos. triste pela colegagem que se dispersou.

talvez seja assim mesmo. talvez seja a roda da vida. talvez seja eu. talvez sejamos todos nós. talvez bastasse querer.

eu continuo achando que precisa ser revista a nossa relação com o tempo. todos nós temos os nossos momentos. só não deixemos que eles durem para sempre.

"olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também".

[Caio F]

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

shiny happy people



Talvez precisemos só de um pouquinho mais de glamour.



::

Olha, Deus: É bem angustiante isso de sentir que a esquina tá pra virar a qualquer momento sem que a gente saiba que momento é esse. Por favor, se decide aí e vê se agiliza o teu lado. ok que eu tô segurando as pontas aqui, mas às vezes acho que você precisa se esforçar um pouco mais. Eu entendo que é muita gente pra ajudar, mas, poxa... A gente combinou. Então... Vamo aí, né?

Obrigada
beijotchau
Lu

::

Foto observando, claro. genial, como sempre.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

o que ela queria


e, nos alfarrábios da vida, achei esse texto.
porque a vida é uma eterna construção.

::

ela queria tão pouco, na verdade.

queria alguém que a amasse do jeito e pelo jeito que ela é. queria apenas ser respeitada por isso; não reverenciada e nem colocada em um pedestal. queria ser amada por alguém ombro a ombro, simples, real.

queria que isto de morte não acontecesse nunca e só servisse pra deixar mais bonita as tristes histórias de amor. queria todo mundo sempre junto, sempre e para sempre, e para sempre rindo e que o riso fosse para sempre alegre.

queria, mas queria muito, que o medo da solidão fosse para sempre embora pra terra do nunca.

ela queria a verdade dita no fundo os olhos como quem pede desculpas com a alma. ela não queria nunca mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais, sofrer por amor.

ela queria conseguir entender que o amor sempre dói, e que doer faz parte, e que umas vezes é uma dorzinha boa e nas outras não. queria que tivessem cuidado com a dor dela. queria nunca mais fazer alguém doer tanto.

queria querer, e queria no dia seguinte continuar querendo com tanta força que desse vontade de gritar do telhado mais alto do mais alto dos prédios do mundo. e queria que lá do alto tudo ficasse completo e se transformasse numa coisa só, eu, você, nós, deus, estrela, céu, mundo. e queria continuar preenchida por aquele amor mesmo quando as palavras fossem esquecidas.

ela queria que lá em cima, no silêncio do grito, tudo finalmente fizesse sentido.

queria.
era só isso.
que ela queria.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Europa 2010: fechando um ciclo



[post sobre Alemanha. quem não tiver real interesse no assunto, não leia. porque esse texto vai ser ENORME].


quem acompanha o blog há um tempinho sabe que estou devendo vários posts da viagem que fiz em junho desse ano pra Europa. ah! esqueceram, né? pois eu não. estava super agoniada que não conseguia terminar o que comecei.


tudo isso aconteceu porque resolvi ceder aos conselhos alheios e não levei meu computador na viagem. sem computador, não adianta: os posts nunca vão ficar em dia. você tem mil coisas pra ver, conhecer, provar... não dá pra perder tempo na lan house do hotel, com seus teclados estranhíssimos e seus gringos ansiosos por saber qual a boa da night.


foi bom viajar sem o laptop porque você relaxa quanto a isso. é mais seguro, é um (grande) peso a menos. mas... ah, que falta me fez. por isso, vejam: estamos em outubro e cá estou eu, posts pendentes, cheia das explicações.


mas vamos lá. nesse post, Alemanha. nos próximos, Amsterdam e Londres:


saímos de Portugal (lembra?) e pegamos um avião pra Munique, no sul da Alemanha. demos uma sorte danada que a TAP voava pra lá, então na verdade foi uma perna a mais. Munique tava nos meus planos desde que resolvi que a partir de agora só beberia cerveja boa nessa vida. sabe aquilo de "a vida é muito curta pra ser desperdiçada com vinho barato"? é essa a vibe.


pois bem. chegamos a Munique cheios de dicas e recomendações. tava frio. aliás, foram os únicos 2 dias de FRIO nos 21 que passamos na Europa. chovia. já no aeroporto, a primeira malandragem: um guia da cidade pego no balcão de informações que dava 50% de desconto no shuttle até a estação central. a-há! adoro.


mais uma vez fomos espertinhos e pegamos um hostel ao lado da estação de trem. ok, tem locais mais bonitinhos. mas a idéia de SE LIVRAR da mala é sempre boa, né? depois é só andar, andar, andar.


nosso hostel era ótimo. pegamos um quarto pra 2 e foi bem bom o preço, porque o café era incluso então era praticamente um hotel, mas com aquele clima despojado de hostel, com bar (e happy hour das 18h-21h), telão passando o jogo do Brasil (era época de Copa do Mundo) e dicas pra todos os locais que importam nas redondezas.


fomos em busca da cerveja boa-e-barata, e o que não faltam são opções. a cidade tem a maior concentração de cervejarias boas por metro quadrado. então só nos restou experimentar uma a uma em busca da mais incrível. vários bares lá tem seu Beergarten, que são locais abertos com muitas e muitas e muitas mesas onde se bebe boa cerveja em canecas de 1l e se comem deliciosos e variados embutidos. sem culpa, afinal, estamos na Alemanha.



as melhores cervejarias que encontramos foram a Augustiner, minha preferida, e Hofbrähaus, a mais famosa. fomos também em outras, inclusive na Paulaner, cuja cerveja eu já conhecia e amava. a primeira me conquistou porque lá comi o melhor purê de batata da minha vida. e, vejam bem, taí um assunto de que entendo bem. é meu prato preferido e o de lá era tipo assim uma nuvem. recomendo.


depois de Munique eu nunca mais consegui beber cerveja vagabunda. virei uma pessoa um pouquinho mais exigente e prefiro pagar um pouco a mais por algo muito melhor. seja Weissbier, Pilsen ou qualquer outra, não vale a pena matar um pedacinho do seu fígado por algo que não seja delicioso. e a Alemanha serviu pra conhecer todas as cervejas que valessem a pena. e percebi que meu paladar mudou - ainda bem.



no 2º dia na cidade resolvemos encarar o frio e a chuvinha chata e atravessamos a cidade até o Englischer Garten, que é um parque lindíssimo e imperdível. teríamos aproveitado melhor no calor, fato. mas o local é um Eden no meio da cidade. impressionante.


como estava frio, não tinha ninguém fazendo Topless



e, no meio de todo esse verde, você ainda encontra uns surfistas loucos pegando onda no meio de um rio. é impressionante: foi feita uma espécie de Pororoca artificial e, chova ou faça sol, tem uns maníacos que ficam SURFANDO no meio da parada. é muito legal!



video



na volta vale uma caminhada pelo centro, onde fica a lindíssima Marienplatz. é a sede da prefeitura, tem muitas lojas, muitas barraquinhas de frutas... os prédios são num estilo meio rococó, lindíssimos, e, cá pra nós, mereciam uma limpeza pra ficarem mais bonitos ainda. mas é imperdível, também. aliás, ao lado dessa praça, sem querer, achamos uma feirinha de produtos locais de perder a cabeça. não estava em mapa nenhum, então, mais uma vez, fica a dica de se perder sem medo nesses locais. você vai ter surpresas incríveis.



Munique é linda. mas em 2 ou 3 dias você "mata" a cidade. mas a localização é incrível: pertinho da Austria, no meio da Bavária e ponto de partida pra dois locais importantíssimos pra você conhecer na Alemanha: o campo de concentração de Dachau e a cidadela de Füßen (se diz "Fussen"), onde fica o Castelo da Cinderela.


Dachau: o mais importante Campo de Concentração que existiu. pegamos o S2 e em 30' estávamos lá (6,20 Euros ida e volta). na porta da estação de Dachau você pega o ônibus 726 que te leva em 7' até o local.



Dachau é um lugar triste, pesado. eu sempre me interessei pela história do Holocausto, mas as 2 horas que passei lá me ensinaram mais sobre a maldade humana do que anos e anos de reflexão. foi o mais importante dos Campos porque foi o único que existiu durante todo o tempo. e eu que sempre pensei que os judeus fossem os perseguidos na 2a guerra... pois lá aprendi que os Ciganos, os Albinos, os Testemunhas de Jeová, os Homossexuais... ninguém que fosse um pouquinho diferente escapava da ira nazista. que lugar triste. e chovia aquela garoa fina, dando um ar ainda mais pesado ao passeio.



que lugar horrível. foi bom passar o tempo lá pra gente pensar como o ser humano pode ser perverso. e como é importante a gente se distanciar disso tudo.


Füßen: uma cidade de contos de fadas no meio da Bavária. é tão fora da nossa realidade que é impossível a gente não se sentir uma princesa nos arredores do Schloss Neuschwanstein, que é o castelo que inspirou Walt Disney a escrever a história da Cinderela.


compramos o Bayarian Ticket, que dá direito a até 5 pessoas passearem pela Bavária no mesmo dia. com isso, pagamos 14E cada um, em vez dos 40 por cabeça que o Hostel oferecia. ridículo, mas não conseguimos essa informação tão facilmente assim. a mocinha do metrô falava um Inglês tão bizarro que quase tive que comprar o ticket normal. eu perguntava: "What's the diference between this one and the regular one?" e ela sorria impaciente, meio que não acreditando que eu tava ali enchendo o saco dela - e ainda por cima, em Inglês. pô, eu só queria fazer as coisas certinho... é que pra mim era muito surreal a pessoa poder optar por pagar 14 ou 40 Euros pra ter a mesma coisa. enfim... coisas da Europa.



a cidade fica a 1:30 de Munique e é a coisa MAIS LINDA. mesmo esquema: chega na estação e pega o ônibus (78, já incluso no passe) pro Castelo. na dúvida, siga as hordas de orientais que estarão andando igual formiguinhas na mesma direção. eu nunca vou entender os orientais, não adianta.



chegando no ponto final você já compra os tickets do castelo que você quiser ir (e, cuidado, lá diz o horário que você precisa estar na porta do Castelo!). como íamos a um só, fomos no Neuschwanstein mesmo, que é o mais bonito (acho). aí rolou um golpe: a mocinha perguntou: are you a Student? eu disse: yes e sorri... e ganhei 3 Euros de desconto. ah... pediu, né?


já malandros pela péssima experiência de Sintra fomos logo pagando o ônibus pra subir até lá em cima. o castelo é lindo e a história do Ludwig II é bem louca. pra quem já foi a Versailles aquilo ali é "ok". mas não era caro e valeu a pena ter chegado até lá e tido a sensação de, naquele momento, dentre todas as moças daquele reino, a cinderela era eu.



[...]



de Munique pegamos o trem pra Berlim. trajeto cansativo, a noite inteira numa poltrona comum (tipo um ônibus intermunicipal). nos arrependemos um pouco da economia. mas... vivendo e aprendendo.



chegamos a Berlin pela manhã. sempre sonhei em conhecer Berlim e agora eu estava ali, no underground do mundo, sem saber pra que lado ir. é muito louco você viajar dias e dias por lugares bucólicos e de repente chegar ali naquela Babel: ônibus, punks, caos, buzinas, um monte de gente e suas línguas que você não fala.


ficamos no Circus, claro. eu já tinha ouvido falar tão bem do hostel e descobri que ele fica no meio do Mitte, que é o bairro mais legal hoje em dia. na verdade acabei achando meio impessoal, meio comercial demais, profissional demais. super limpo, super cool, super super. vale a pena porque é no meio de tudo, dá pra fazer quase tudo a pé (e o que não dava fizemos anyway). os hostels na Alemanha são baratos, nosso quarto era fofo, a cama era INCRÍVEL, enfim: recomendo.


o mais legal de Berlim: andar pelo Mitte. descobrir grafittes, lojinhas, cafés, cervejas. comer uma currywurst sem pensar muito (que, se pensar, não vai). é tudo muito louco, meio sujo, meio pesado, meio "eu não ligo pra você". mas ao mesmo tempo é uma cidade tão cheia de atrações que nenhum tempo será suficiente pra conhece-la como a palma da sua mão.



uma pausa para observar a beleza das pequenas coisas.



a cidade se divide entre o que seria Berlim oriental e ocidental. nunca sabíamos exatamente de que lado estávamos. acho que foi a cidade onde mais andamos. e é impressionante como são várias cidades dentro de uma só:


a Berlim cosmopolita, grandiosa, com a Alexanderplatz, a ilha dos museus, Under den Linten, o Zoo (maravilhoso, super recomendo), a Friedrickstrasse, o Bradenbourg Tor...



a Berlim underground, artística, pulsante, com seus bares moderninhos, a East Side Gallery, o mercado de pulgas de Mauerplatz, os grafittes...


e, mais importante nesse momento pra mim, a Berlim holocáustica, dividida, partida ao meio por um muro que eles fazem questão de não esquecer. o monumento aos Judeus mortos na 2a guerra (a coisa mais linda), Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche - a igreja bombardeada (em frente ao igualmente imperdível Zoo, onde vi o Urso Polar e o Panda. a coisa mais fofolucha. vale fazer no mesmo dia)...




a verdade é que é uma cidade pesada, cheia de cicatrizes. e como é interessante, muito mais do que a bobagem que é fazer uma foto no manjado Checkpoint Charlie (que fizemos e foi legal), descobrir escombros do Muro. são tantas cidades numa só que é difícil descrever o que mais me marcou na capital alemã. mas o legal, sem dúvida, foi virar à direita e não à esquerda e descobrir algo completamente novo, inesperado.



isso é Berlim.