segunda-feira, 31 de maio de 2010

kerouac


Ando meio apaixonada pelo Jack Kerouac. Um daqueles escritores que a gente descobre e parece que sempre estiveram ali conosco? Há pouco tempo foi o Caio F. Esses tempos troquei de paixão e tudo que leio me encanta e parece ter sido feito pra mim.

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Pílulas:


"Minhas falhas e meus fracassos não são as minhas paixões, mas sim a falta de controle que tenho sobre elas."

"Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas."

"Eu não tenho nada para oferecer a ninguém, exceto minha própria confusão."

"Ofereça a eles aquilo que mais desejam secretamente; é claro que entrarão em pânico imediatamente."

coisas que odeio em você


Seguindo o post da toalhinha sobre coisas inacreditáveis que acontecem na Cidade Maravilhosa, segue algo que muito me incomoda: A mania que a nenzada querida tem de impôr seu gosto musical aos colega tudo.


Basta pegar um ônibus às 6 da tarde no Rio de Janeiro pra aparecer um infeliz ouvindo música alta no celular. Porque não basta ouvir música ruim: Ele quer que todos compartilhemos aquela merda. Que é sempre um funk pesado, um pagodinho mela-cueca ou algo entre Calypso e Vitor e Léo, que eu bem sei que não tem nada a ver um com o outro, mas nunca consigo identificar quem são.

Por que, oh, Deus?! Sério... Por que obrigar as pessoas a ouvirem música JUNTO com você? Acham mesmo que estão tirando alguma onda por ouvirem mp3 às alturas...Enquanto andam na rua?

Não, eu não entendo.

animação matinal

Praqueles que acordam de bom humor como eu, fica essa força.


Também, com uma testa dessas, cotchada... Só com muita auto-afirmação matinal, mesmo...

sábado, 22 de maio de 2010

de autos

sabe quando você simplesmente não consegue conciliar? tô assim.

fico querendo escrever aqui, mas, pra vocês terem uma idéia, só tô conseguindo sentar e dar um alô por aqui porque hoje é sábado e são 7 da manhã.

não tá dando. mas tá acabando. e já já tô de volta.

bisous. não desistam de mim que eu sou legal :)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

a toalhinha



Nos últimos dias me peguei pensando numa das coisas que mais me incomoda no mundo: A toalhinha.

Sabe, aquele paninho que os colega tudo carrega pra tá enxugano o suor? Me dói.

Foi-se o lenço elegante de seda de outrora, que ficava ali no bolso, dando uma graça ao paletó. Que era imediatamente oferecido à moça num gesto de cavalheirismo. Não: O que impera atualmente sob o calor de 40 graus no Rio de Janeiro é esse maldito paninho que vira e mexe aparece na minha frente. Passe a reparar você também: Precisando enxugar a testa ou o sovaco, o sujeito lança mão daquela merda e depois guarda no mesmo lugar de onde saiu. Pra usar de novo.

Além de imprimir muita pobreza, eu acho um nojo. Eu, que raramente suo na academia, mesmo correndo na esteira (sangue azul, chiqueza, sei lá), tenho muita dificuldade de entender a tal da mania que o brasileiro tem de usar a tal da toalhinha.

Pode reparar.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

I used to love her...




... but I had to kill her.

domingo, 16 de maio de 2010

toda trabalhada na emoção

Esse é para as colegas noveleiras de plantão.

Chegou ao fim essa semana, finalmente, "Viver a Vida". De todo o equívoco que foi a novela, o último capítulo serviu para nos mostrar que Manoel Carlos não apenas "não perdeu a mão", como já comentado anteriormente, como o final da novela serviu pro autor se redimir para todo o sempre comigo.

O tema "Superação" não me cativou. Tá, ele foi importante e teve seu papel social, mas a novela foi arrastada, chata, melodramática e me fez sentir falta das polêmicas dos folhetins de outrora.

No entanto, ontem, sentada no sofá, controle remoto na mão, resolvi dar um crédito ao Maneco. E agradeço. O depoimento do pianista José Carlos Martins no final da novela foi uma das coisas mais bonitas que já assisti em toda a minha vida. Um soco no estômago daqueles certeiros, bem dados, que faz os olhos explodirem em lágrimas de alívio. porque a vida é uma coisa boa de se viver. Porque ainda existe esperança. porque, graças a Deus, ainda não embrutecemos completamente. sensivel, corajoso, poético. E transformador.

Vale a pena assistir mil vezes AQUI.

sábado, 15 de maio de 2010

cara nova

é, dei uma mudada por aqui.
palpitem.

the square root of three


uma daquelas surpresas boas zappeando na TV.
do improvável filme "Harold and Kumar 2".

enjoy:

"I'm sure that I will always be
a lonely number like root three
the three is all that's good and right,
why must my three keep out of sight
beneath the vicious square root sign,
I wish instead I were a nine
for nine could thwart this evil trick,
with just some quick arithmetic
I know I'll never see the sun, as 1.7321
such is my reality, a sad irrationality
when hark! what is this I see,
another square root of a three
as quietly co-waltzing by,
together now we multiply
to form a number we prefer,
rejoicing as an integer
we break free from our mortal bonds
with the wave of magic wands
our square root signs become unglued
your love for me has been renewed"

[David Feinberg]

sempre no tempo da delicadeza




ai, como ela é boba.
ai, como eu amo ela mesmo assim.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

pensamento do dia


esse eu roubei da Sissi, que mora em Berlim.

"be kind whenever possible.
















it is always possible".
[Dalai Lama]
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aliás, o Dalai Lama merece um post.

terça-feira, 11 de maio de 2010

a televisão me deixou burro, muito burro demais


chegou aos meus olhos hoje esse excelente vídeo. o assunto andava na ponta da minha língua.

tenho cada vez mais pensado nisso. que, já que trabalho nessa máquina de fazer maluco, eu tenho buscado assistir cada vez menos TV.

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a televisão me deixou burro
muito burro demais
agora todas coisas
que eu penso
me parecem iguais

[Titãs]

até o fim


a vibe do momento:


quando nasci veio um anjo safado
o chato do querubim
e decretou que eu estava predestinado
a ser errado assim
já de saída a minha estrada entortou
mas vou até o fim
"inda" garoto deixei de ir à escola
cassaram meu boletim
não sou ladrão , eu não sou bom de bola
nem posso ouvir clarim
um bom futuro é o que jamais me esperou
mas vou até o fim
eu bem que tenho ensaiado um progresso
virei cantor de festim
mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
em quixeramobim
não sei como o maracatu começou
mas vou até o fim
por conta de umas questões paralelas
quebraram meu bandolim
não querem mais ouvir as minhas mazelas
e a minha voz chinfrim
criei barriga, a minha mula empacou
mas vou até o fim
não tem cigarro acabou minha renda
deu praga no meu capim
minha mulher fugiu com o dono da venda
o que será de mim ?
eu já nem lembro "pronde" mesmo que eu vou
mas vou até o fim
como já disse era um anjo safado
o chato dum querubim
que decretou que eu estava predestinado
a ser todo ruim
já de saída a minha estrada entortou
mas vou até o fim

e vamo que vamo que o som não pode parar

segunda-feira, 10 de maio de 2010

surpreenda-se


hoje fui surpreendida muito positivamente por dois amigos queridos, cada um em seu canto, os dois querendo transformar meu dia em um dia melhor.

primeiro a Caru, lindinha ela.

"a vida é simples. a gente que complica. o amor do chico buarque não faz ninguém feliz. estou convicta de que a felicidade está na simplicidade do futebol na tv do domingo, enquanto a gente lava roupa e lê uma revista qualquer. não tenho sequer uma linha de poesia, mas nunca mais me senti sozinha."

depois o Gian, postando no blog no meio do Caminho de Santiago, transformando a todos nós.

"uma outra jovem voluntária dinamarquesa, em albergue cristao, contou uma passagem da vida dela bem interessante. disse que alguns anos atras, veio fazer o caminho com muitas perguntas e dúvidas na cabeça...jovem...rsrs. andava, andava, andava e as perguntas e minhocas continuavam na cabeça. Um dia entrou em uma missa em um vilarejo e começou a chorar muito. o sacerdote terminou a missa, veio em sua direção e perguntou o que estava acontecendo. ela entao falou que tinha muitas duvidas e questões na sua vida, que os quilometros estavam passando e nada.... entao ele disse: "as respostas que procuras no caminho estao na volta pra casa."

duas pessoinhas que sequer se conhecem e mudaram hoje um pedacinho de mim. sem querer. porque a vida é essa eterna transformação. não poder ficar é o ônus do sentimento quaseindo. e essa minha vontade de ir embora, que nunca se transforma na paz e na calma que eu mereço. e fico pensando. pensar é o preço de toda essa minha inquietude que me alavanca e me deixa tão insegura às vezes.

e que nada passe sem pensamento. mas... como dói.


domingo, 9 de maio de 2010

a coisa mais linda

pra um domingo chuvoso.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

pela manhã.


essa eu roubei do blog da Mariana Bernal, amiga da Ciana, que, coitada, leva o sobrenome sem ser prima de quem deveria ser.


aliás, ela nem sabe, mas eu vivo roubando coisas do blog dela e colocando no meu desktop pra passar o dia olhando. tipo esse aqui, que me deu um soco na cara logo de manhã. era justo o que eu precisava.


adoro e recomendo. passa lá.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

num flash

foi de repente.

um papo desconexo com um amigo de longe. nas entrelinhas do virtual, de repente, brotou na sua frente: era preciso sair da inércia.

não mais que de repente o Grilo Falante se dava conta de que tinha se transformado numa daquelas pessoas da poltrona do Dia de Domingo.

ela tinha se protegido atrás de um conformismo tantas vezes outrora criticado. de repente ela se dava conta de que tinha virado uma daquelas pessoas de que tanto falavamos mal. a que aceita a felicidade que lhe foi oferecida. uma pessoa comum, resignada pelo caminho natural das coisas.

de repente ela se acostumara a ser mais uma. justo ela, que acreditava que tudo poderia mudar. aquela do céu como limite.

e os tantos planos de outrora tinham uma distância assustadora. aquela covardia que distancia e acomoda. uma acomodação que acovarda.

De repente, não mais que de repente, eu me dei conta disso num flash.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O primeiro buzz a gente nunca esquece


Eu tinha uns 15 anos. dividia meu tempo entre a matinê de sábado e tarde e o namoradinho da porta da escola. Eu tinha todo o tempo do mundo naquele dia em que eu morri.

Foi de repente, e começou com uma brincadeira pelo telefone: Luana morreu. Sem dimensão de aonde aquilo poderia parar, uma amiga contou pra uma amiga que triste, coitada, me deu a maior prova de amor que poderia vir: Contou pra todo mundo. E, de repente, o “Luana morreu” foi saindo do nosso controle. Era gente chorando na praia, abraços apertados de amigos, ex-namorado esquecendo o passado e ligando pra minha mãe, cheio de lágrimas e pesares. Bem feito pra ele, aliás.

Soube de um amigo que chorou tanto, tanto, tanto, coitado. Nem sabia que ele era tão meu amigo.

Eu não tinha morrido e a idéia nem foi minha. Uma brincadeira boba foi tomando uma proporção tão grande que tive minha primeira prova de até onde o boca-a-boca alcança: Depende da importancia do alvo e da relevância do assunto. Nesse caso, foi longe. Passei meses enfrentando as surpresas na rua (“ué, mas você não tinha morrido?) e tentando puxar o fio do meada que fez o roteiro da minha vida ter um final tão triste – eu, cheia de vida pela frente, de repente, morta.

Eu juro que não tive culpa. Eu tenho muitos amigos e, pelo visto, eles gostam muito de mim. Mas, desde esse dia, procuro tomar cuidado com o que falo. Vai que acreditam.

Engraçado essa história ter voltado hoje. É que recebi um telefonema tão feliz ontem... E resolvi escrever no Facebook: “Muito feliz com a notícia que recebi por telefone”. Só isso.

Imediatamente foram vindo tantas especulações que resolvi puxar o freio de mão, já imaginando as consequencias: Calma, gente, não é o que vocês estão pensando. Ou quase é: Minha melhor amiga, aquela do jardim de infância, aquela tão especial, aquela de todos os momentos... Vai ser mamãe. E a gente nunca está totalmente preparada para isso.

Ontem mesmo eu pensava tanto nela, e mandei email, e escrevi um post, e coloquei uma foto... E, horas mais tarde, no telefonema veio a pergunta: “Tá preparada pra ser titia?”

Não. Acho que, por mais que adoremos, por mais que esperemos, 100% preparada a gente nunca está. O sentimento é tão novo que precisei de um tempinho pra ficha cair. Caiu. Estou muito feliz por ela e por ele, esse santo homem que fez o coraçãozinho dela se aquietar. Vivendo aquela sensação de que uma das pessoas que você mais ama NO MUNDO está no momento mais feliz da vida dela. Salve, salve, que isso não tem preço.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

sobre a saudade


uma das coisas que mais me incomoda na vida adulta é não ter tanto tempo disponível para minhas amigas quanto gostaria. sei que algumas se incomodam, mas é que a vida é tão corrida que às vezes é difícil estar em todos os lugares, com todas as pessoas, ao mesmo tempo.

vivo tentando aprender a conciliar melhor. e sempre sinto que algum setor da vida acaba ficando descoberto. não consigo dedicar um tempo com qualidade à várias pessoas que gostaria. e, nesse cabo-de-guerra emocional, quem saímos perdendo somos sempre nós mesmas.

que saudades daquela vida descompromissada, horas e horas vendo o tempo passar. as viagens que nunca mais existirão - não naqueles lugares, não daquela forma. nunca mais teremos aquele tempo. taí uma verdade: o bem mais precioso que existe é o tempo, esse carrasco implacável, cruel, que nunca muda de idéia, que nunca mais volta atrás.

e eu, que me sinto tão culpada. será que sou só eu que me sinto assim? vamos todo mundo se esforçar? ou será que é assim mesmo, a gente cresce e vai tendo menos tempo, e os amigos que entendam? não sei.

eu tenho saudade é das tardes de sábado, do sorvete depois do cinema, das horas e horas conversando sobre o primeiro beijo X ou Y, dos porres de sexta-feira, da inocência dos conselhos existencialistas. e, pensando nisso, sinto uma saudade que às vezes elas nem sabem. que nos metemos nessa roda da vida e deixamos de lado o que ela tem de mais precioso: o abraço saudoso, sincero e apertado de uma amiga tão querida.

o tempo. há que fazer as pazes com ele.

fica aqui, então, o "Mural da Saudade".








"Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, because the older you get, the more you need the people who knew you when you were young".