segunda-feira, 26 de julho de 2010

dívida

eu sei, ainda falta escrever sobre Munique, Berlim, Amsterdam e Londres.
devo, não nego. não tenho conseguido administrar corretamente o tempo.
mas vamo que vamo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

while you were sleeping


Outro dia conversava com uma grande amiga sobre um assunto que eu e ela dominamos bem: A alegria que preenche meu coração quando vejo ou ouço algo dos Los Hermanos que seja MUITO BOM.

Eu nunca tive muitos ídolos. Quer dizer: Tive. Na infância. Mas era cada hora um. Foi muito a Xuxa no começo. Depois descobri os meninos e ia me casar com o Roy. E depois veio toda a listinha de amores, emendando um no outro, só um novo amor pra apagar o anterior. Clica no link que você vai entender.

Mas, de uns tempos pra cá, fui ficando meio cretina, meio descrente, sabe? Não acreditando mais nas coisas, não valorizando muito ninguém. Nunca mais fui fã.

Claro, sempre teve o Chico Buarque. Mas vamos falar a real: Ele tem quase idade pra ser meu avô. Então fui vivendo no piloto automático, sem dar muita bola pra ninguém.

Até que vieram Los Hermanos.


Não dá pra explicar, porque não passa pela razão. É uma coisa sensitiva, de ouvir e arrepiar toda a pele, e achar que aquilo foi escrito pra mim, e querer chorar de alegria, e saber que tem um cara que nem te conhece, mas que tirou aquela letra da ponta da tua língua.

E isso tudo é muito bom.

É claro que tem outros músicos mais completos, shows melhores, artistas mais experientes. Mas nenhum deles me faz chegar nesse lugar.

Por que eles deram um tempo na banda? Eu entendi. Porque não dava mais pra ir aos shows. porque estavam se desvirtuando. Porque queriam se aprimorar. Porque queriam cuidar de seus projetos pessoais. Porque quiseram parar no auge. Por cuidado. Por tudo isso e por nada disso.

E sigo aqui, enquanto a volta não vem. Mas ela virá. logo.

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veja você
onde é que o barco foi desaguar
a gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
ai, não fala isso, por favor
esse é só o começo do fim da nossa vida
deixa chegar o sonho
prepara uma avenida
que a gente vai passar

veja você
onde é que tudo foi desabar
a gente corre pra se esconder
e se amar, se amar até o fim
sem saber que o fim já vai chegar

deixa o moço bater
que eu cansei da nossa fuga
já não vejo motivos
pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar

abre a janela agora
deixa que o sol te veja
é só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu

abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
o amor já desvendou nosso lugar
e agora está de bem

diz, quem é maior que o amor?
me abraça forte agora,
que é chegada a nossa hora
vem, vamos além
vão dizer
que a vida é passageira
sem notar que a nossa estrela
vai cair

terça-feira, 20 de julho de 2010

a gente não faz amigos: reconhece-os!



hoje é um dia bem especial pra mim. dia do amigo. dia de lembrar de pessoas queridas. até uns anos atrás, lembro que sempre nos encontrávamos nesse dia. sempre em volta da mesa, sempre todos nós, sempre blasfemando e sempre rindo.

que saudades sinto de todos nós e de cada um de nós.

queria um abraço bem apertado em cada um de nós hoje. e que soubessem o quão especiais são para mim.

e, se por alguma razão misteriosa, você não está nessas fotos, vem me dar um abraço e fazer uma foto comigo.


"work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young".


domingo, 18 de julho de 2010

sempre o Caio...


Domingo de chuva, jornal, carinhos, chocolate e edredom. E nada no mundo pode tirar essa alegriazinha genuína de não precisar fazer nada, só ser feliz.

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Pra enfeitar mais ainda a alma, só mesmo Caio F., meu querido, preferido.


"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também.".


sexta-feira, 16 de julho de 2010

pra enfeitar a sexta-feira

faz tempo que ando viciada no The Office. vejo todos, um por um, na ordem. aguardo ansiosamente pra baixar os que não vi. fico mal humoradinha que não tem episódios novos.

aliás nunca consegui muito entender Lostmaníacos porque eu acho tão melhores os seriados que falam do comportamento humano, questões cotidianas, problemas reais. a identificação idiota com o amigo ali da tela. e aí me viciei em Sex and The City, Friends, House. que é fora de contexto, OKAY, mas não é uma VIAGEM tipo aquele grupinho que caiu na ilha e fica todo mundo se questionando se morreu ou não morreu.

The Office é demais e eu não aceito que o Michael saia.

e esse episódio me faz chorar, chorar, chorar. Pam e Jim. ai, ai.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

sobre a final da Copa


confesso que achei essa Copa do Mundo a mais estranha desde que inventaram de fazer uma Copa de madrugada. eu não estava no Brasil e não pude comemorar nenhuma vitória com meus amigos. e Copa do Mundo é pra abraçar os amigos, né?

assistir aos jogos do mais animado evento esportivo do mundo fora da sua casa é estranho e interessante ao mesmo tempo. porque estávamos na Europa e os caras são fanáticos por futebol. assistiram e comentaram TODOS os jogos. e, mais uma vez, pude perceber o carinho que quase todo mundo tem com a seleção brasileira. antiguidade é posto. vamos ver até quando.

gostei da vitória da Espanha. mais lindinho que isso, mesmo, só o capitão da Espanha, Iker Casillas. e mais lindinho que ele, mesmo, só o beijo que ganhou a namorada dele, jornalista sortuda que além de ter esse presente em casa, ainda ganha essa declaração de amor nesse vídeo aqui:


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e o melhor comentário sobre a vitória da Espanha:

"se a Espanha ganhar o título, será ótimo para o futebol. será a vitória do time que joga bem, diferente e que dá espetáculo. se isso acontecer, espero que influencie os técnicos brasileiros, que só pensam em vencer. Eeles não gostam de futebol: gostam de ganhar. o futebol brasileiro precisa de pessoas que gostam de futebol, e não apenas de vencer e de fazer bons negócios." [Tostão]

bombom de nozes



não sei exatamente como isso começou. mas foi culpa da Ana, amiga querida e futura madrinha. uma bela sexta-feira começaram a vender bombons de nozes no trabalho dela.

boca-a-boca é terrível. uma conta pra outra, que conta pra outra. e, quando menos esperávamos, havíamos nos tornado um esquadrão de adictas pelos tais bombonzinhos malditos. tanto que toda a semana foi transformada em véspera de sexta-feira, o tal dia que a moça passa. uma gênia da arte culinária.

eu nem gosto de bombom. sabia? amo chocolate e até me permito degustar um pedacinho de vez em quando. mas não sou muito fã de recheios em geral. gosto da casca. pra mim chocolate bom mesmo é pequeno, de altíssima qualidade, meio amargo. puro. sem firulas. eu gosto é do autêntico. nunca no mundo eu seria mais feliz do que com um pouquinho de calda de chocolate meio amargo na colher. eu sou a o resultado da briga entre o espaço da criação e a busca pela simplicidade da convencão. e doces incrementados não fazem minha cabeça.

sempre, entretanto, abri minha exceção pros tais bombons de nozes. saca, aqueles recheadinhos, caramelizados, camafeus? são minha doce lembrança da infância, feitos pela vizinha de uma grande amiga. enfeitavam todas as mesas de festa e ansiosamente eram aguardados.

e degustados bem devagar, como uma última possibilidade, o último pecado, a última chance. ai, que saudade dos bombons de nozes da minha infância.


imagine minha alegria de volta trazida pela tal Ana toda sexta-feira. com esse inverninho que finalmente chegou, a vontade é morar pra sempre embaixo de um edredom bem quentinho, degustando vagarosamente, um por dia, enquanto a próxima sexta-feira não vem.


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achei uma receita. faz aí e me traz pra aprovar.

bombom de nozes


  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 xícara (chá) de nozes picadas
  • manteiga para untar
  • 300 g de chocolate meio amargo para cobertura


misture o leite condensado com a manteiga e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até que solte do fundo da panela (cerca de 15 minutos). junte as nozes, misture rapidamente e despeje em um prato untado. deixe esfriar e enrole os bombons.


prepare a Cobertura de Chocolate conforme as instruções da embalagem. passe os bombons, um por vez, pela Cobertura, pegando-os com um garfo; bata o garfo algumas vezes, na borda da tigela para cair o excesso de chocolate. coloque os bombons sobre papel de alumínio ou impermeável. depois de secos, acerte as beiradas e coloque-os em forminhas de papel ou envolva-os em um papel bem bonito :)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sobre as conquistas


não estou conseguindo escrever sobre a viagem. será talvez porque estivesse tudo tão melhor durante aqueles poucos dias, fosse tudo tão mais bonito, mais legal, mais intenso, mais divertido?

e será por isso, afinal, que viajeros como yo gostem TANTO de viver a vida por aí? pra viver uma vida de sonhos, inventada, mas, afinal, a vida que você sempre quis ter? porque qual vida cada um deseja viver, afinal? o que é que ela tanto busca no fundo do olho?

casas? carros? ações? filhos? roupas? amores? milhas?

são conquistas, afinal. e eu continuo acreditando que vale a pena viver de acordo com aquilo que você sonha e acredita. sem saber através de qual janela desejo ver o mundo, estou sempre de malas prontas para a próxima expedição em busca de ser ainda mais feliz. trabalhamos intensamente para isso. andamos fazendo muitos progressos por aqui.

Síndrome de Peter Pan? tenho um amigo que acha que é isso. que não tenho coragem de viver uma vida "de verdade". "adulta". que fico colocando a minha felicidade em qualquer lugar que não aqui, pra não ter que enfrentar a dureza da vida. e assim, não tomo decisões definitivas. não tenho a minha casa, não acredito em carros, não sei o que será de mim daqui há 10 anos.

mas, me diga: alguém sabe?

eu continuo acreditando no Quintana, que repetia "eu moro dentro de mim mesmo". sigo pensando em quão frágil e efêmera é a vida e no quanto que não vale a pena desperdiçá-la com algo que não te acrescente em nada. ou quase nada. o calo é de cada um.

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não conseguindo escrever sobre a viagem, afinal, decidi que vou postar sobre qualquer porra que estiver passando pela minha cabeça, fazendo a transpiração dominar o lugar da inspiração, que anda rebeldezinha.

ainda nessa linha editorial de "que janela, que vida?", lendo hoje um blog que gosto muito, me deparei com a seguinte pérola que me fez refletir sobre meu trabalho X meu modus operandi para com o mundo:

"e me tornei uma pessoa FOCADA em fazer tudo da maneira mais rápida, prática, bonita, ordenada. me especializei em planilhas, arrumação, métodos. me restou um enorme desejo de controlar tudo que posso, talvez pra não encarar que, nessa vida, NÃO CONTROLAMOS COISA ALGUMA."

e, me dando conta disso, economizei uns 5 anos de análise. taí: matei uma das charadas. e assim eu me tornei produtora e me condenei a viver esse eterno questionamento do ser ou não ser a resolvedora de problemas dos outros.

mas continuo pensando que tudo isso faz parte de um plano maior de transformação.

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e pensar que eu escrevi tudo isso, tudo isso, tudo isso, só porque queria colocar esse jpeg fofolucho aqui:


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achou confuso? imagina a cabeça.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

último dia em Lisboa


pra nos despedirmos da cidade que tanto nos surpreendeu, resolvemos conhecer a famosa Cervejaria Trindade, no Chiado. estava na nossa lista de pendências e resolvemos nos presentear com uma refeição decente na viagem.

o lugar existe desde 1836 e funciona num antigo convento do século XIII, que fora destruído por um terremoto e um incêndio. herói da resistência. fomos conferir.

é um prédio antiguinho no meio do Chiado, o bairro incrível onde nos hospedamos. entramos, domingo à noite, pensando que não haveria ninguém... bobinhos! uma fila gigante nos esperava. ok, resolvemos enfrentar mesmo assim.



o restaurante é lindo por dentro. cheio de azulejos que resistem ao tempo... é como jantar num museu. valia a espera. que levou só uns 30 minutos.

o estranho foi, ao sentarmos, percebermos uma penca de mesas vazias, de todos os tamanhos, esperando pelos clientes impacientes e famintos da fila que parecia aumentar lá fora. seria estratégia de marketing? nãaaaao.

bem vindos à lógica portuguesa. além de não terem uma hostess pra organizar a fila (ou a bicha, como eles cismam em chamar lá), simplesmente o garçom vai resolvendo o problema das mesas POR ORDEM DE CHEGADA. entendeu? então se você, como eu, está buscando uma mesa pra 2 e tem à sua frente, como eu, um grupo de 10, você se deu mal. enquanto eles não resolverem os amigos ali, nada pra você. e a fila só parecia aumentar.

resolvemos rir disso e pedimos dois pratos sensacionais: Bacalhau com Natas...


e Bife de Alcatra ao molho de mostarda, vinho branco e limão. Jeová! estava de comer rezando. será por isso que eles funcionam dentro do convento?


comemos demais... ou tristeza porque acabou?



o que uma mulher quer?


Sempre pensando nessa linha editorial, me deparei hoje com um poema de quem gosto muito, Fabrício Carpinejar. Ele andou habitando a ponta da minha língua há uns 3 anos atrás. Hoje voltou. e continua doendo, de tão bonito.

enjoy.



"Uma mulher não quer que o homem fique perguntando toda hora o que ela quer. Ela não quer ser definida, mas compreendida. Não pretende discutir relacionamentos no fim da noite, mas os filmes que ainda vai assistir, as expressões que ainda vai aprender. Uma mulher escolhe inúmeras vezes a roupa não porque é volúvel ou tem dificuldades de decisão, mas para ver seu corpo em seqüência. As roupas são o espelho, o espelho não é o espelho. O que a mulher quer está longe de significar um controle remoto, ela deseja que seus ouvidos sejam rezados com insistência, em voz e vela baixas. Ela deseja que o homem adivinhe seu desejo. Que fale palavras rudes com ternura, que fale palavras ternas com violência. Que a paixão seja inventada, não datilografada em sinais e segunda via. Porque quando uma mulher goza sai de seu corpo, o homem fica em seu corpo a assistindo. O que um mulher quer é visitar a mãe sem medo da mãe. Falar com o pai sem medo do pai. A mulher quer a inocência do medo da infância. O que uma mulher quer é uma piada que a faça rir bonita, não uma piada que a faça rir de qualquer jeito. O que uma mulher quer é que o homem feche a porta de noite para ela abrir de manhã. Ela quer ter um filho para não se matar de amor por uma única pessoa. Uma mulher quer a esperança de não ser ela, ao menos mensalmente. Ela quer falar com as amigas o que um homem não sabe ouvir. Ela não quer que o homem mude de assunto porque não o interessa. Quer que o homem entenda que nem sempre ele é seu assunto preferido. Ela quer dançar para outros homens para chamar o seu para perto. Ela quer dançar sem pensar que dança. Uma mulher quer ser restituída de seus erros, quer que acreditem nela quando mente, que duvidem dela quando fala a verdade. Uma mulher quer percorrer a saudade e não se abandonar. Uma mulher quer Deus estendido como uma praia vazia. uma mulher quer ser perfeita dentro de suas imperfeições, detalhista em suas expedições pelas sobrancelhas. Uma mulher quer conversar para se perseguir. Quer ser olhada nos olhos, na cintura dos olhos. Quer que a janela se incline como um girassol. Quer ser a paisagem de sua cidade à noite. Quer ir vivendo o que não entende. Quer dizer o que sofre para não sofrer do mesmo jeito. Uma mulher quer descer do mundo em movimento. Ter sonhos eróticos para embaralhar as lembranças da semana anterior. Criar uma outra mulher dentro de si que a contraponha. Que seja legível como um pássaro no escuro, um rio no escuro, uma fruta na água. Uma mulher quer se sentir pressentida ao andar de costas, nunca chamada ou assobiada. Uma mulher quer descansar com afeto, sem intenções outras, ter os cabelos alisados e um colo, para perdoar o dia. ela quer que o homem a ajude a enterrar o passado com direito a uma cruz e um nome. Que a ajude a desenterrar o futuro. Ela quer andar no mistério, mas de mãos dadas. Ela quer ser surpreendida com um beijo nos ombros, agradecer um espanto. Ela quer que a felicidade não seja permissão. Ela quer conferir se tudo vai dar certo para errar com vontade. Ela quer descobrir o que a vida quer dela nem tarde ou cedo demais. Ela quer que o homem feche as antigas relações e os frascos do banheiro. Uma mulher não quer que o homem fale por ela, como eu tentei fazer. "

Incrível

... Que merecem ser assistidos todos os 18 minutos.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Noite de Santo António



uma das surpresas mais legais da viagens, com certeza, foi passarmos a Noite de Santo António em Lisboa. e foi totalmente sem querer.

decidimos ir em junho porque tinha questões a resolver com a cidadania italiana (posts anteriores) e era um intervalo de trabalho. compramos a passagem e, confesso, até me dei conta de que passaríamos o Dia dos Namorados na Europa. mas sabia que naquelas bandas a data era comemorada em fevereiro, no dia de São Valentim... então 12 de junho seria muito mais uma coisa nossa. o clima romântico seria por nossa conta, mesmo.

o que eu não sabia era quão importante é a data para Portugal. ouvimos de um dono de bar "é como o Carnaval, pra vocês". achamos na hora que ele estava sendo superlativo demais naqueles adjetivos todos. mas pagamos pra ver. e valeu cada centavo.

a festa acontece na Noite de Santo António e entra madrugada adentro entre os dias 12 e 13 de junho. a cidade, que já é linda, fica toda enfeitada como uma festa junina gigante. todos os lisboetas - jovens, crianças (não muitas, afinal, é noite), adultos e velhinhos vão às ruas celebrar o Santo Casamenteiro e padroeiro do país.


é, sim, quase um carnaval, com direito a Marchas Populares na principal avenida da cidade (um carnaval meio naïf, meio engraçado). mas é também a época em que toda moça jovem solteira se enche de esperanças pra encontrar seu par. algumas focam em simpatias sem o maior fundamento, outras, as 12 raparigas com mais sorte no ano anterior, tem seu casamento 100% pago pela prefeitura da cidade num casamento coletivo. com direito a tudo pago, toda a pompa que a data merece, muita bajulação e ainda ser uma das 12 invejadas noivas que vão desfilar num desses carros pela cidade. é muito legal!


e, claro, como é quase Carnaval, tem muita, muita, muita gente bebendo vinho nas ruas e comendo os deliciosos sanduíches de pão com sardinha.


é tanta sardinha, mas tanta, mas tanta, que o evento é chamado também de Festa da Sardinha. nunca vi tanta sardinha junta. e, naturalmente, nunca comi uma sardinha TÃO BOA como essa.


não fizemos fotos na festa em si, que rolou até sabe Deus que horas (nós fomos pro hotel tipo 1h e pouco, soube que vai até de manhã) porque resolvemos sair sem câmera, relaxar no pseudo-carnaval. mas é muita gente nas ruas. muita tipo... muita. e é muito legal.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

branco


não tô conseguindo escrever.

sento aqui na frente dessa tela, olho pra ela, olho pra ela, e sempre acabo me distraindo com outra coisa e simplesmente não sai nada. deu branco.


tanta coisa pra atualizar... tanta história pra contar... e nada.

será que é sempre assim? que todo mundo passa por isso?

não desistam de mim. a inspiração virá.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

tirando o atraso

pois é, como vocês perceberam, não deu pra atualizar o blog durante a viagem. agora, de volta, vamos aos posts, um por um.

vi que não me abandonaram durante todo esse tempo. obrigada e não desistam de mim.

a prova do crime


20 anos depois da idéia, 2 anos depois da decisão, 7 meses depois da entrada no processo, finalmente volto pra casa com a cidadania italiana nas mãos.


"sem saber que era impossível, ele foi lá e fez"
[Jean Cocteau]