segunda-feira, 12 de julho de 2010

sobre as conquistas


não estou conseguindo escrever sobre a viagem. será talvez porque estivesse tudo tão melhor durante aqueles poucos dias, fosse tudo tão mais bonito, mais legal, mais intenso, mais divertido?

e será por isso, afinal, que viajeros como yo gostem TANTO de viver a vida por aí? pra viver uma vida de sonhos, inventada, mas, afinal, a vida que você sempre quis ter? porque qual vida cada um deseja viver, afinal? o que é que ela tanto busca no fundo do olho?

casas? carros? ações? filhos? roupas? amores? milhas?

são conquistas, afinal. e eu continuo acreditando que vale a pena viver de acordo com aquilo que você sonha e acredita. sem saber através de qual janela desejo ver o mundo, estou sempre de malas prontas para a próxima expedição em busca de ser ainda mais feliz. trabalhamos intensamente para isso. andamos fazendo muitos progressos por aqui.

Síndrome de Peter Pan? tenho um amigo que acha que é isso. que não tenho coragem de viver uma vida "de verdade". "adulta". que fico colocando a minha felicidade em qualquer lugar que não aqui, pra não ter que enfrentar a dureza da vida. e assim, não tomo decisões definitivas. não tenho a minha casa, não acredito em carros, não sei o que será de mim daqui há 10 anos.

mas, me diga: alguém sabe?

eu continuo acreditando no Quintana, que repetia "eu moro dentro de mim mesmo". sigo pensando em quão frágil e efêmera é a vida e no quanto que não vale a pena desperdiçá-la com algo que não te acrescente em nada. ou quase nada. o calo é de cada um.

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não conseguindo escrever sobre a viagem, afinal, decidi que vou postar sobre qualquer porra que estiver passando pela minha cabeça, fazendo a transpiração dominar o lugar da inspiração, que anda rebeldezinha.

ainda nessa linha editorial de "que janela, que vida?", lendo hoje um blog que gosto muito, me deparei com a seguinte pérola que me fez refletir sobre meu trabalho X meu modus operandi para com o mundo:

"e me tornei uma pessoa FOCADA em fazer tudo da maneira mais rápida, prática, bonita, ordenada. me especializei em planilhas, arrumação, métodos. me restou um enorme desejo de controlar tudo que posso, talvez pra não encarar que, nessa vida, NÃO CONTROLAMOS COISA ALGUMA."

e, me dando conta disso, economizei uns 5 anos de análise. taí: matei uma das charadas. e assim eu me tornei produtora e me condenei a viver esse eterno questionamento do ser ou não ser a resolvedora de problemas dos outros.

mas continuo pensando que tudo isso faz parte de um plano maior de transformação.

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e pensar que eu escrevi tudo isso, tudo isso, tudo isso, só porque queria colocar esse jpeg fofolucho aqui:


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achou confuso? imagina a cabeça.

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