terça-feira, 30 de novembro de 2010

um dia de fúria feelings


eu sempre me divirto com esse site aqui... mas hoje tava demais.

olha isso:

ideal pr´aqueles dias em que estamos afim de matar um, sabe?

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hoje não. tô ótima. mas é sempre bom garantir.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

campanha pela vida: cada um cuidando da sua



está chegando o Natal. época de inundar o peito de amor, da compreensão e do perdão.

fiquei aqui pensando no que algumas pessoas merecem e acho que me deparei com o presente IDEAL.


aliás, vou comprar uns a mais e deixar guardado. taí algo que sempre precisamos.



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

da série: coisas que eu odeio em você.


os acontecimentos dos últimos tempos têm incitado em mim um sentimento nada saudável. um misto de ódio mortal, com desprezo pela ignorância, com um grande desejo de que a esperança venha e traga de volta um mundo melhor.

e aí me peguei pensando em tudo o que eu odeio no mundo. e resolvi deixar registrado, pra nunca mais esquecer, e poder cultivar bastante o ódio, esse sentimento que nos faz tão mal, mas que tanto nos move.

e eu começaria por citar uma das pessoas que eu mais odeio no mundo: O Berger.


esse aí. o Berger. um pela-saco. ô sujeitinho recalcado, esse Berger. se conheceram por acaso, pegaram um romance que super funcionava na mesa, mas não funcionava na cama. saca? difícil resolver. pareciam almas-gêmeas, mas na "hora do vamos ver" a parada não funcionava. uma pena.

até que se entenderam, e funcionou. mas o maluco foi se mostrando um cara cheio de merda, que via problemas em tudo e nunca ficava feliz com o sucesso na coleguinha Carrie Bradshaw. aí não dá, né? porque o cara pode ter vários defeitos, mas gente recalcada não tem solução.

e aí, como todo pela-saco, o Berger pediu um tempo. viajou, pensou e voltou, apaixonado e arrependido. se dizendo disposto a fazer a coisa funcionar. legal. voltaram. e a Carrie, feliz, dormiu. e, quando acordou, o Berger tinha ido embora. e terminado com ela através de um post it.

ah, não, né?

por isso que eu ODEIO o Berger com todas as minhas forças. e, desde então, não consegui ver um filme com o Ron Livingston (eu também não saberia o nome, obrigada, Google!) sem ter raiva da cara dele. e tenho dito.




os inocentes do Leblon


A verdade é que é tudo isso é muito triste. É um absurdo que tenhamos chegado a esse ponto: A classe média assistindo Tropa de Elite 3 ao vivo na TV, pensando com graça que finalmente a justiça está sendo feita. A mesma Classe Média do cigarrinho de maconha e da multa aliviada. O corrupto imperdoável, já que a grande diferença entre ele e o traficante abatido ao vivo na Globonews foi que o primeiro teve oportunidade, e o segundo não.

Eu só espero que esse pesadelo acabe pra que a vida possa seguir girando a sua roda da fortuna. E que o processo seja resolvido com responsabilidade e sem tanto sofrimento. que a juventude bronzeada do Leblon possa continuar vivendo na sua bolha, alienada, sem saber que o caos está sendo visto de perto pela moça que trabalha na sua casa. Que pare de comemorar a fuga desesperada dos traficantes como se fossem baratas. As baratas podem chegar na sua sala. é só esperar.

Que consigamos viver num lugar de paz, sem esse abismo social que é o principal responsável por tudo o que acontece diante dos nossos olhos. O problema violência sempre foi a desigualdade social. Porque enquanto tivermos que ouvir a frase "pelo menos não é por aqui" e as pessoas continuarem confortavelmente sentadas cada uma nas suas poltronas, tomando uma bebida da moda e torcendo pra onda de terror não chegar aqui, a onda vai continuar chegando, cada vez mais perto.

"Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
Trouxe imigrantes?
Trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem".

[Drummond]

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Tudo isso porque me deixou perplexa ouvir uma coleguinha gritar "atira, atira!", extasiada em frente à tv, não se dando conta de que não estamos num filme e que "aquilo ali" é um ser humano, alguém que teve arruinado cada um dos seus sonhos. Que foi tratado como bicho desde que nasceu. Que simplesmente não teve as mesmas chances que você e por isso se transformou naquela pessoa triste. Mas a euforia de alguém que a principio LEU, isso sim é o que me choca. Que a justiça seja feita, sim, mas com responsabilidade. Não nos deixemos brutalizar. Bandido bom é bandido preso.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

polyanna feelings


... não vejo a hora da vida voltar a ser bonita e o meu blog voltar a falar sobre viagens, culinária, poesias e bobagens do dia a dia.

tchururu.

atenção, chegou Chatuba, hein?!


Assim... Eu tenho tentado não ajudar a espalhar a onda de pânico. Não acreditei em nenhum boato de bomba em lugar nenhum da cidade. Acho que existe uma intenção de espalhar o terror e o facebook e o twitter tem ajudado nisso. A cidade anda violenta, sim. Há tempos. A população pobre e favelada sempre sofreu com isso. A diferença é que de uns tempos pra cá os ataques chegaram ao asfalto. E aí incomoda a classe média, claro. Se a violência fica óbvia, torna-se inevitável tomar uma atitude.

A Vila Cruzeiro sempre foi um dos lugares mais violentos do Rio de Janeiro. Foi perto da Vila Cruzeiro que o Tim Lopes foi pego e foi lá que o jogador Adriano foi tão criticado pela proximidade com traficantes fortemente armados. A população sempre sofreu e os traficantes sempre estiveram lá.

Agora, porque a Globo resolveu transmitir ao vivo, às 3 da tarde, o BOPE invadindo e traficante sendo abatido ao vivo, sinceramente, é algo que eu [ainda] vou entender.

sobre a violência

Últimos dias de tensas emoções na Cidade Maravilhosa.

Quem me conhece sabe que ando bem cansada de tudo isso. É fato que a cidade é linda, quiçá a mais bonita do mundo. Mas anda malcuidada há tempos.

A minha relação com o Rio de Janeiro anda estremecida e não é de hoje... Mas me entristece bastante ver que nos últimos dias a coisa saiu do controle, ver o Governador perder a mão e perceber a sensação de pânico que se instaurou no ar.

Mais ainda me incomoda saber que ninguém aqui é santo e não existe ponto sem nó. se as coisas acontecem dessa forma e nesse momento, algum motivo tem. Ah, tem! Sem Teoria da Conspiração; não precisamos dela. Mas o fato é que nada é em vão.

Nunca conseguimos perceber as grandes transições enquanto ainda estamos dentro delas. Mas foi assim, ó: a cidade foi abandonada, o tráfico se instalou, a polícia resolver cobrar, o pau comeu. Ainda vai demorar algum tempo para entendermos quem é o bandido e quem é o mocinho aqui.

Agora, o que incomoda mesmo são os terroristas de classe média que ainda pioram a onda de terror que domina a cidade. Protegidos atrás dos seus computadores, estão disseminando o pânico através das redes sociais. Realmente a cidade está péssima, existem várias ações ISOLADAS responsáveis pelo medo no ar. mas combinemos de uma vez por todas: o crime no Rio de Janeiro nunca foi organizado. Aprendam a fazer uma leitura crítica antes de soltar por aí mais uma barbaridade "aconteceu com o primo de um colega aqui". Pelamordedeus, né?

Tá incomodando, é? Ah, que pena! Mas a verdade é que a violência sempre esteve aqui. Ah, não sabia? Essa sensação sempre estave ali, latente. Só que não te incomodava. Há tempos que eu penso nisso todo dia e sou tratada como idealista. Mas nada como fazer meia dúzia de terrorismos na Zona Sul pra molecada facebuquiana se contorcer na cadeira. Me poupem, por favor.

Fica então aqui a melhor reflexão que li sobre o tema, feita pelo querido Bruno Moreno:

"Hannah Arendt fala que o medo é racional. Reagimos diante de uma ameaça iminente e real. O terror, no entanto, é quando irracionalmente nos paralisamos porque a ameaça está em lugar nenhum e todos os lugares. Não o vemos... E ele está aqui, mesmo não estando (e principalmente por não estar). O terror em "tempo real" é tão mais fácil quanto aumentado artificialmente. Fale mal da imprensa mesmo. E falemos mal de alguns de nós, que reproduzem as falas irreais das globos da vida e contribuímos para esse terror panóptico.".

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

pagando de modela


recebi hoje essa foto... amei tanto.
então vou colocar aqui pra compartilhar com a colegagem.


estaremos recolhendo elogios nos comentários. grata.

ela siacha. eu sei. "é o meu jeitinho", ela diz, por entre os lábios, cheia de sarcasmo brilhando nos sunglasses.

moska


Sabe quando um pensamento te pega de jeito e você se vê apaixonada pela mesma música?

"Então me diz qual é a graça
de já saber o fim da estrada
quando se parte rumo ao nada?"



curtinha


Então valeu.
Você fica aí no seu iPod
que eu fico aqui no meu.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

cala a boca pensamento, ou te enfio uma faca*


E quando a moça super acredita em horóscopo e quando o horóscopo da moça nunca falha?

E quando a moça acorda de manhã com um puta bom humor, mas lê no horóscopo que é melhor ela tomar cuidado com a saúde e já começa a sentir uma dorzinha na garganta?

É que o mapa da moça é tão incrível, tão feito pra ela, que fica arriscado duvidar.

Hoje o horóscopo dela tava assim e ela ficou pensando nele.

"Uma das marcas registradas deste momento envolve a idéia de um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. Como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! Procure avaliar esta tendência neste momento, a fim de não se tornar uma espécie de sabotador da própria vontade".

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Tipo... e agora?

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*Homer Simpson, claro.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

if you´re not pissed off, you´re not paying attention*


Não aguento mais abrir o jornal e ter que achar normal essa série de atrocidades que vêm acontecendo na Cidade Maravilhosa. Maravilhosa pra quem, Cara Pálida? O que eu vejo é uma cidade que piora a cada dia. Vejo a violência chegando. Aquela mesma violência que incomodava só do lado de lá da nossa cidade partida, de repente se mostrou no meio de nós. o bom que na verdade era mau. O polícia que de repente virou ladrão.

abrir o principal jornal e dar de cara com uma notícia tipo essa pode ser qualquer coisa, menos normal. E o maior problema, a meu ver, é justamente essa alienação da Classe Média conformada. É se acostumar a viver nessa bolha no meio do caos, nesse mundo encantado no Manoel Carlos que nos faz pensar que eu acho tudo lindo, e que as ruas tocam música, e que somos gente bronzeada em clima de paquera e que é preciso amar como se não houvesse amanhã. Se a violência continuar assim, não vai haver amanhã, mesmo.

Não dá pra se acostumar com a barbárie. Acho que o Rio de Janeiro esta cada vez menos bossa nova e cada vez mais rock´n´roll. Então, sinceramente: o último que sair, apague a luz.

"A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. e, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. e, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. e, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração ."

[Marina Colasanti]

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*Traduzindo: Se você não está puto da vida, é porque você não está prestando atenção.

domingo, 21 de novembro de 2010

poesia de domingo


"depois de parar de andar,
depois de ficar e ir,
hei de ser quem vai chegar
para ser quem quer partir.

viver é não conseguir".

[Fernando Pessoa]

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

mais uma estrela no céu


fiquei triste hoje com a notícia de que uma pessoa tão querida não está mais aqui entre nós. como era uma pessoa alegre e o sofrimento estava trazendo tristeza à toda a família, resta pensar que a pessoa foi em paz, que está melhor agora, e que foi bom termos tido o privilégio da sua gargalhada.


e é hora de repensar. porque nessas horas a gente se dá conta de que a vida é excessivamente curta. e que estarmos aqui nesse mesmo planeta e nesse mesmo intervalo de tempo é uma benção. precisamos então fazer valer a pena cada um dos curtos minutos que nos foram dados juntos. pra entendermos que a vida é efêmera. que a vida é uma dádiva.

e que tomemos a vida de assalto, e que a viremos do avesso... e que não percamos a viagem.

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"é tão estranho / os bons morrem antes"

na ponta da língua

sabe aquelas músicas que não saem da cabeça? que são boas de doer?

ai, ai... e agora?



"então vem cá / me dá sua língua".

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ansiedade crônica


É que a modernidade trouxe essa relação diferente com o tempo, que por sua vez traz como brinde uma ansiedade crônica.

E nunca se teve tanta urgência e tanta vontade de que a vida aconteça rápido, e de que sejamos felizes para sempre, e e que o pra sempre comece logo.





"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo".

[Saramago]

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foto: observando

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

eu queria ser a Carla Bruni


Eu resolvi mesmo aprender francês quando me apaixonei por essa música. Achava a Carla Bruni tão incrível, transpirando todo aquele charme, cantando aquilo que eu sabia que era tão lindo, mas tão lindo, que eu não sabia exatamente o que significava. Aí resolvi que ia passar a saber.

Até que hoje eu me deparei com essa versão. Tão simples, tão delicada.


Enjoy.

a vida em 140 caracteres


Faz tempo que eu abandonei o twitter. Na época, minha atitude gerou uma certa indignação em algumas pessoas queridas, ainda viciadas na ferramenta.

A questão é que não vejo motivo pra manter tantas facetas na minha vida virtual. O mural do facebook supriu perfeitamente o meu impulso de divulgar qualquer besteira imediata... Sem a limitação dos 140 caracteres.

"Você está seguindo as pessoas erradas"; foi unísono o comentário. Pode ser.

E aí que hoje eu acabei lembrando que minha conta estava ativa. e resolvi "dar uma twittada". Não postei nada, visto que eu não tinha nada pra dizer. Mas me dei conta de que, sem minha autorização, o meu twitter estava, sim, seguindo um bando de gente nada a ver.

Limpei quase tudo e resolvi dar uma fuçada naquela joça. Tá. achei coisas legais. Ainda existe vida inteligente nos 140 caracteres.

Mas eu sou verborrágica e pra mim é bem difícil manter-me interessante num espaço tão curto de tempo. Mas, vá lá: prometo então dar uma última chance à baleinha. Ué? não era uma baleinha? Xi... acho que até pro twitter eu ando meio old school demais.

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À propósito, é /luamaislegal o twitter da garota enxaqueca aqui.


domingo, 14 de novembro de 2010

about being so cynical


House, sempre ele.
delicinha de personagem, hein...

sábado, 13 de novembro de 2010

insônia


Alguém dá uma festa no meu prédio e, pela 1a vez, não sou eu. Então eu acordo no meio da noite assustada e ouço vozes no corredor.

Vozes embriagadas que riem, relembram, planejam. Aquela alegria despretensiosa no meio de um feriado. me deu saudades da purpurina de outrora.

Olho no espelho a olheira marcada, e tudo isso é tão diferente daquilo tudo que eu sonhava.


Mas também é bom.


"Como é o nome disso que você tem?"

"Velhice"


Será que de fato "I want to be forever young"? Não seria mais sensato vivermos a emoção de cada momento, buscando a sabedoria pra entender o quanto aprendemos, que vamos somando, devagar e sempre? Que tal absorvermos essa nostalgia com a serenidade de quem sabe que o melhor sempre está por vir?

Porque a euforia é boa, mas... A angústia não. E lembro sem saudades de toda aquela busca.

"Ok, Luana. que papo é esse?" Você tenho 31 anos, está no começo da flor da idade. Mantem o espírito jovem. Que papo é esse?"

Mas como a realidade é diferente do que eu imaginava. E é boa. Continuo sonhando. Mas os planos mudaram um pouco.


Só guardemos um pouco da purpurina pra que, no canto do cisco do canto do olho, embaixo daquela luz que incessantemente brilha, a menina não pare de dançar.

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sábado, 6 de novembro de 2010

eu sou aquilo que perdi


porque, afinal, Fernando Pessoa sempre entende aquilo que mora na ponta da minha língua. e, olha... que coisa mais bonita.


"sou aquele pedacinho de inocência que deixei no berço, sou aquela imaturidade que perdi na adolescência, sou aquelas insanidades que cometia quando não possuía responsabilidades, sou aquela doçura infantil que tornou-se amarga ao crescer... sou aquela falta de senso, sou aquele ser que escutava tudo e sobre tudo perguntava, que hoje fecha-se em lábios calados... sou a antiga pureza que foi profanada. sou o mancebo que tanto cortejava, e que não se importava em receber nãos. sou aquela esperança, hoje tão rala, que aos poucos, esvai-se do meu coração. sou feita do amor daqueles que me tanto amaram nesta vida passageira, sou feita do afeto tão precioso dos meus escassos, porém dedicados amigos. sou a princesinha que cansou de sonhar acordada com seu príncipe encantado, sou a donzela que largou a vida de rainha atrás de aventuras, sou a adulta que não suporta a idéia de velhice... sou o que perdi."

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ou

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tempo, tempo, mano velho

Não sai.

Faz tempo que eu olho pra essa tela branca e não sai nada.

Todo mundo já passou por isso, penso eu. estamos sem tempo, com excesso de trabalho, e aquela mesmice da falta de assunto. Idéias temos. Mas faz tempo que não sai.

E, no mar de informações perdidas, ficou a vontade de falar sobre os mineiros que escaparam, o tropa de elite que estreiou, a Dilma que venceu. Mas não deu tempo de nada disso. Ou deu, eu que não quis. É só uma questão de reorganizar melhor aquele tempo entre o momento em que o despertador toca e a hora que você coloca o pijama, todo dia.

Outro dia ouvi uma frase ótima de um amigo que há muito não encontro, sempre apoiada na tal falta de tempo: "Todo mundo almoça e janta todo dia. basta você escolher com quem". Genial. é tudo uma questão de estabelecer prioridades, mesmo. E de repente a gente se vê na dinâmica do dorme-trabalha-come-dorme-acorda; sem tempo pra uma exposição, um show, um vinho, uma risada amiga, uma poesia. A verdade é que andamos sem tempo pra nada.

Talvez estejamos dedicando tempo demais às coisas com importância de menos. Tenhamos perdido o valor real das coisas. Eu, aquela que sempre pensa demais, que reflete demais, que sofre demais, que pondera demais. Deve ser a maldita Lua em Libra em conjunção com Plutão. O fato é que o tempo está passando cada vez mais rápido. Deve ser a tal da ressonância Schumann. Ou talvez estejamos desaprendendo tudo e devêssemos voltar pro principio.

Mas o fato mesmo é que se isso é vida, não é essa a vida que quero pra mim.

E por isso é que não sai. mas vai sair.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

sobre a saudade dos amigos



saudade dos amigos. triste pela colegagem que se dispersou.

talvez seja assim mesmo. talvez seja a roda da vida. talvez seja eu. talvez sejamos todos nós. talvez bastasse querer.

eu continuo achando que precisa ser revista a nossa relação com o tempo. todos nós temos os nossos momentos. só não deixemos que eles durem para sempre.

"olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também".

[Caio F]