sábado, 13 de novembro de 2010

insônia


Alguém dá uma festa no meu prédio e, pela 1a vez, não sou eu. Então eu acordo no meio da noite assustada e ouço vozes no corredor.

Vozes embriagadas que riem, relembram, planejam. Aquela alegria despretensiosa no meio de um feriado. me deu saudades da purpurina de outrora.

Olho no espelho a olheira marcada, e tudo isso é tão diferente daquilo tudo que eu sonhava.


Mas também é bom.


"Como é o nome disso que você tem?"

"Velhice"


Será que de fato "I want to be forever young"? Não seria mais sensato vivermos a emoção de cada momento, buscando a sabedoria pra entender o quanto aprendemos, que vamos somando, devagar e sempre? Que tal absorvermos essa nostalgia com a serenidade de quem sabe que o melhor sempre está por vir?

Porque a euforia é boa, mas... A angústia não. E lembro sem saudades de toda aquela busca.

"Ok, Luana. que papo é esse?" Você tenho 31 anos, está no começo da flor da idade. Mantem o espírito jovem. Que papo é esse?"

Mas como a realidade é diferente do que eu imaginava. E é boa. Continuo sonhando. Mas os planos mudaram um pouco.


Só guardemos um pouco da purpurina pra que, no canto do cisco do canto do olho, embaixo daquela luz que incessantemente brilha, a menina não pare de dançar.

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Um comentário:

Rosaly Raimondi disse...

Adorei. Puxa, eu poderia até "contratar" você pra escrever por mim no meu blog, pois você sempre escreve tudo aquilo que penso. tão bem. Como pode? :)