quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

prova de amor


ela tinha 877 amigos no facebook. é que há 4 anos ela já tinha facebook. talvez fosse por isso. a conta era antiga e os amigos não paravam de chegar. e ela precisava de cada um deles, e essa era ela, doa a quem doer. o plano dela era conquistar a Ásia, a Oceania e mais um território à sua escolha, sim. mas cheia de amigos, sem parar de somar as alegrias da sua vida, essa vida que é uma só e pra ela era tão urgente. ela tinha muitos amigos porque ela não cabia nela mesma nessa busca desesperada pela felicidade. essa mesma felicidade que, como já dito anteriormente, às vezes incomoda.

mas uma coisa precisa ser dita. e ela resolveu dizer assim, aqui, pra todo mundo ler. nenhuma amiga (e, olha, são muitas e são muito amadas, mas...) foi tão amiga dela nos últimos tempos quanto essa carinha bonitinha aí, logo abaixo do "Amigos (877)". são muitos amigos. mas a Lívia é a 1a que aparece. então ela queria registrar. ela queria gritar pra todo mundo o quanto a amizade dela tinha sido fundamental em dias como esse.


e aí que mandei esse e-mail pra ela. e que divido aqui, pra ela ficar mais feliz. ela merece toda a felicidade do mundo. e eu também.

"amore mio.

estava com esse e-mail entalado aqui. resolvi te escrever logo. queria te dizer que amigas como você não tem preço. não se encontram por aí. mesmo.

você tem sido tão fundamental nesses últimos meses da minha vida que nenhum obrigada nunca será suficiente pra você entender que fez toda, toda, toda a diferença eu ter podido contar com a sua paciência, os seus ouvidos, os seus esporros, os seus conselhos, os seus sorrisos e essa sua teimosia em me provar que tudo vai passar.

Lívia é coisa rara. viva a Lívia. mesmo.

muito, muito, muito obrigada.

te amo e hoje ouvi essa música pra você e vi que ela é o que eu sinto agora. chorei, hoje de manhã, pela primeira vez, de felicidade em ver que o tempo está se abrindo. lembrei de você NA HORA. é o mínimo que eu posso te dizer.

um beijo e vamo que vamo."

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definitivamente, amiguinha, "abaixo de Deus só ficou você". a Lívia é o máximo. quem dera vocês terem uma amiga como ela.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

em linha reta


Ás vezes eu tenho a sensação de que o Caio escrevia tudo isso pra mim. sabendo como ia ser cada um dos meus passos, qual a pedra, qual o trampolim.

Que pretensão a minha...

"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz."

Caio F. melhor amigo da Luana F, quando ela precisa keep moving forward.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

aponta pra fé e rema


sempre bom relembrar músicas que nos dão todo o sentido.




quem bater primeira dobra do mar
dá de lá bandeira qualquer
aponta pra fé e rema
e, pode ser que a maré não vire
pode ser do vento vir contra o cais
e se já não sinto teus sinais
pode ser da vida acostumar
será, Morena?
sobre estar só, eu sei
nos mares por onde andei
devagar
dedicou-se mais
o acaso a se esconder
e agora o amanhã, cadê?
doce o mar, perdeu no meu cantar
só eu sei
nos mares por onde andei
devagar
dedicou-se mais
o acaso a se esconder
e agora o amanhã, cadê?

[dois barcos. Camelo. claro.]

sempre em busca das borboletas




pensamentos confusos não me deixam escrever.

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e esse silêncio.
e tudo aquilo que não precisa ser dito.

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e tudo aquilo que não consegue caber na superficialidade da razão. e esse eterno desafio de ouvir o que o coração diz. e essa (des)medida das palavras que cabem na ponta dos dedos, mas nunca na fita métrica.

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definitivamente, "quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas".

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sobre o que não precisa ser dito


Nem Amy, nem Jeneci, nem Camelo. a música que me pegou de surpresa hoje de manhã foi essa aqui:



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

sobre a arte do desencontro

e, no meio da inspiração do post sobre a delícia do show, da loucura da Amy e da doçura do Jeneci, ela foi pega de surpresa pela tragédia da região serrana.

no fim ficou tudo bem, mas a inspiração foi embora e agora quem tem que ir embora é ela. pegar um avião pra apertar as bochechas recém nascidas.

fica pendurada a promessa da delícia, do show, da bochecha e da vida.

e vamo que vamo, que o som não pode parar.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

I told you I was trouble


... é que eu quero muito escrever sobre o show da Amy ontem, mas os neurôniotudo não tão ajudando.

peraí que já vai.

tocada por um blog no meio da tarde


outro dia indiquei aqui o La Cucinetta, que tem merecido meu carinho nos últimos tempos. a Ana, autora, escreve super bem, cozinha divinamente e pelo visto é uma fofa. tem sido inspiradora essa leitura e eu definitivamente recomendo que vocês passem lá com a devida atenção.

e aí que hoje, no meio de uma tarde embalada pelo cansaço, me perdi em um dos posts antigos dela. e tive que dividir com vocês. vejam bem:

"poucas frutas, na minha opinião, contém em sua polpa o sol que as banhou durante o tempo em que cresceram como as uvas o têm. com um pouco de atenção você consegue sentir na explosão de seu interior suculento o calor do dia em que foram colhidas e o gosto de lugar onde cresceram. e se isso não merecer ao menos cinco minutos de seu dia, nada mais merecerá."

sabe?

Ana... se um dia você ler isso aqui, o que posso te dizer é: OBRIGADA.

ah, quem me dera!


tanta coisa pra dizer, na verdade.

dias intensos. 2 dias, 2 puta shows.

mas esse post vem já já.

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fiquemos por enquanto refletindo sobre a plenitude da vida e o eterno conflito entre aquilo que precisamos e aquilo que tanto buscamos.

e que um dia tudo isso faça sentido e que as balas sejam Mirabel.

‘ah, quem me dera ir-me
contigo agora
para um horizonte firme
(comum, embora...)
ah, quem me dera ir-me!

ah, quem me dera amar-te
sem mais ciúmes
de alguém em algum lugar
que não presumes...
ah, quem me dera amar-te!

ah, quem me dera ver-te
sempre a meu lado
sem precisar dizer-te
jamais: cuidado...
ah, quem me dera ver-te!

ah, quem me dera ter-te
como um lugar
plantado num chão verde
para eu morar-te
morar-te até morrer-te..."


[o mais-que-perfeito - Vinicius]

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o post fica então em homenagem à minha amiguinha querida que me apresentou esse poema. ela rouba os meus jpegs bonitinhos, eu roubo o poema dela. rá.

em tempo: que coisa bonita isso.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

pelo chat


- Poxa, Lu, que saudade de você e da leveza do Rio...

-(...) Eu também. Que saudade de mim e da leveza do Rio.

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Pano rápido.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Felicidade incomoda.Definitivamente.


7:20. Acordou num solavanco, assustada com o despertador. No entanto feliz: Estava tendo um sonho ruim.

Correu os quarenta minutinhos de sempre e depois caminhou leve, gostando daquele solzinho que ela sentia na pele através da roupa de ginástica. Escolheu uma música leve no iPod e foi caminhando pra casa, leve e contente com a vida leve que ela leva. Ah! Janeiro no Rio de Janeiro. Nada melhor.

Quando, não mais que de repente, ela foi ATROPELADA por um travesti. Feio(a)* que dói. Que acordou no mau humor de bichalôca e depositou todo o ódio que ela tinha do mundo naquele ombrinho serelepe direito que passava em seu caminho, num encontrão propositado que quase levou a mocinha ao chão. E ali o tempo parou: o iPod (sempre ele) estatelado no chão, ela como quem nada entendia, o(a) travesti maluco cara de poucos amigos. E testemunhas. Muitas. Todas sem reação.

Ela não tinha feito nada. Simplesmente nascera mulher num mundo mal distribuído por Deus. Não tivera culpa. Ela nem escolheu o destino e ela até paga alto por isso de ser mulher 5 dias, todo mês. Mas ali, naquele milésimo de segundo, a vida dela esteve por um triz nas mãos de um travesti maluco enfurecido contra o mundo - e demonstrando claramente contra o corpo dela.

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Desculpa se eu sou feliz e você é HOMEM. Tudo o que me faltava, de fato, era um travesti maluco.

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*Na verdade eu queria escrever "travesti baranga", que é a expressão que define corretamente o que eu senti. Mas tá errado, né? ou não? Alguém me explica. O dia de hoje está muito confuso pra mim.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

a dor e a delícia. ou o ônus e o bônus


e mais uma vez estou aqui, na minha mesa de trabalho, no Alt + Tab entre a planilha de Excel incompleta, a inutilidade do Facebook e a promoção da AirFrance que sempre faz o meu dedo coçar.

e, entre as promessas pra 2011, fica essa uma vontade de levar os sonhos mais adiante, acreditar no meu instinto, prender a respiração e chutar o pau da barraca que tanto nos acomoda. fé em Deus e pé na tábua, sabe? superar essa lua em Libra, pesar menos e arriscar mais. faltaram-me 15 dias no mapa astral. para 2011 eu quero uma arianice que me permita acreditar e sair fazendo. menos ponderação e mais ação.

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não é um post infeliz. o incômodo não é amargo. é que essa inquietude nos pulsa, sempre em vista de algo melhor, mais legal e mais incrível. plantamos flores em 2010. pra 2011, eu quero é mais.

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o post não é amargo porque a vida que levamos tem o lado bom. claro. o trabalho é cool, todo mundo se conhece, a gente ri e aprende o tempo inteiro, fala merda e bebe champagne na abertura do festival, com as malditas 12 h/dia [ué, não eram 8?] pra gente reclamar, e aquela coisa toda que não anda em um Rio de Janeiro que ferve no verão [para o bem e para o mal] e segue nos mimando: cheio de filmes pra gente não ver, de shows que a gente não tem forças pra assistir, restaurantes pra gente se empanturrar de comida porque a gente merece, praias incríveis às quais não vamos porque não tem onde estacionar, o chopp gelado com os amigos pendurado nas promessas de ano novo.

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e não é um post infeliz. mas é que estou sempre me perguntando em que momento a informação se perdeu entre 'eu quero ser astronauta' e 'eu sou produtora audiovisual'.

'não ter vida' por 'não ter vida', a vista lá de cima é bem mais interessante. mas talvez seja só uma questão de perspectiva.

será que na verdade o destino não está ali, depois da esquina, rindo pra mim com um vinho rosé gelado na mão e me guardando algo completamente diferente?

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mas, como diria o Gael, "sin perder la ternura jamás". para o alto e avante. e viva 2011.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

tempo, tempo, mano velho

eu me pergunto como é que esse povo faz pra trabalhar com produção audiovisual (ontem até 0h40), cuidar da casa, ter um corpo saudável, ligar pros pais de vez em quando, se alimentar na hora certa, beber um chopp, ter um relacionamento, se divertir com os amigos e ainda manter um blog atualizado e interessante.

sério. tem vezes que não dá.

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mas vai dar.

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2011. é tempo de refazer as pazes com o relógio.