quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Felicidade incomoda.Definitivamente.


7:20. Acordou num solavanco, assustada com o despertador. No entanto feliz: Estava tendo um sonho ruim.

Correu os quarenta minutinhos de sempre e depois caminhou leve, gostando daquele solzinho que ela sentia na pele através da roupa de ginástica. Escolheu uma música leve no iPod e foi caminhando pra casa, leve e contente com a vida leve que ela leva. Ah! Janeiro no Rio de Janeiro. Nada melhor.

Quando, não mais que de repente, ela foi ATROPELADA por um travesti. Feio(a)* que dói. Que acordou no mau humor de bichalôca e depositou todo o ódio que ela tinha do mundo naquele ombrinho serelepe direito que passava em seu caminho, num encontrão propositado que quase levou a mocinha ao chão. E ali o tempo parou: o iPod (sempre ele) estatelado no chão, ela como quem nada entendia, o(a) travesti maluco cara de poucos amigos. E testemunhas. Muitas. Todas sem reação.

Ela não tinha feito nada. Simplesmente nascera mulher num mundo mal distribuído por Deus. Não tivera culpa. Ela nem escolheu o destino e ela até paga alto por isso de ser mulher 5 dias, todo mês. Mas ali, naquele milésimo de segundo, a vida dela esteve por um triz nas mãos de um travesti maluco enfurecido contra o mundo - e demonstrando claramente contra o corpo dela.

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Desculpa se eu sou feliz e você é HOMEM. Tudo o que me faltava, de fato, era um travesti maluco.

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*Na verdade eu queria escrever "travesti baranga", que é a expressão que define corretamente o que eu senti. Mas tá errado, né? ou não? Alguém me explica. O dia de hoje está muito confuso pra mim.

2 comentários:

Birá disse...

É, travesti baranga tá errado.

Traveco é homem e sempre será, mesmo se ficar fazendo pirracinha e dizendo que é mulher.

Sorte dele que eu não fui correr hoje. Hehe.

De onde vim? Para onde vou? disse...

travesti é baranga! pode chamar no feminino mesmo...