sábado, 26 de fevereiro de 2011

moving on

e aí que ela tinha tantos amigos em NY essa semana que estivemos precisando de um schedule pra conseguir fazer tudo o que ela queria em apenas uma semana. mas ficou impossível encaixar tantos interesses em um espaço de tempo tão curto, então deixamos alguma coisa para a próxima.

mas é tão bom matar saudades. primeiro da Carolina, minha prima linda que eu não via há tanto tempo que já nem sei. 6 anos? talvez mais. oh, God.


e ela num ritmo louco de trabalho, então tivemos apenas um encontrinho rápido pra matar as saudades, comer um japonês incrível em Midtown e chegar à conclusão de que, nessa roda da fortuna louca, acabamos parando no mesmo degrau. como a vida dá voltas. e aqui estamos nós, em momentos intensos, complicados e felizes. ninguém disse que seria fácil.

saí de lá ouvindo poesia no iPod e pensando na vida. é mesmo muito bom se afastar da rotina de vez em quando pra ver a vida de longe, colocar os pensamentos em ordem e entender os próximos passos a serem tomados.

à noite fomos jantar no Daniel, o amigo-mais-incrível-do-mundo da Clarissa Lyra. da série "pessoas que passam, pessoas que ficam". tão gente boa, fez um jantarzinho delícia pra gente. passamos a noite bebendo vinho de altíssimo nível, falando da vida e rindo. gostoso como a vida deve ser.

dia seguinte intenso, viu? acordei cedo pra ir encontrar a Marina, minha amiga da FACHA que eu não via há 10 anos, no Chelsea Market. que lugar i-n-c-r-í-v-e-l. é tipo tudo aquilo que a Cobal gostaria de ser um dia, com mil delis e cafés deliciosos, pessoas bonitas e elegantes, lojinhas e mercados incríveis, onde parei e contei QUINZE tipos de cogumelos diferentes. é impossível ser infeliz nos mercados de Nova York.

andamos, andamos, andamos. bom pra queimar as calorias do post anterior. e foi ótimo porque a Marina mora aqui há 10 anos e conhece cada quebradinha da cidade, o que faz toda a diferença num dia no East Village, onde resolvemos passear depois.


primeiro fomos ao Max Brenner, uma espécie de confeitaria Colombo só de chocolate que fica em Union Square. maravilhoso lugar, tipo o paraíso e o inferno na mesma colherada. comi um hot fudge que era uma espécie de combinadinho com uma torta quente com recheio de chocolate amargo molinho, um copinho de chocolate quente, uma bolinha de sorvete e mais calda de chocolate amargo pra colocar por cima depois. incacreditavelmente delícia. carinho, tipo 15 dólares a gordice. mas vale cada centavo e, afinal, foi esse o almoço :)


depois fomos ao Mc Sorley´s, o bar mais antigo de NYC, que existe desde 1854. uma taverna super legal que fica na E7th st e tem uma cerveja deliciosa compre1-leve2. na foto abaixo você vê o lustre nunca limpo, com direito a wishbones (como dizer isso em português? ossinhos da sorte?) ainda pendurados, deixados ali há um século pelos soldados que não voltaram da guerra.

dividimos a mesa com uns coroas da Virginia que trabalhavam com estaleiros. papo louco, eles achando que estávamos falando algo entre russo e francês. e a gente só queria falar mal dos outros em paz :)



saindo de lá fui ao Moma. sexta à tarde com entrada grátis, em vez dos 20 dólares obrigatórios. encontre seu lugar entre todos aqueles japoneses obsessivos (piadinha interna pra Michelle, Uirá e Marcelinha) e consiga ver seu Van Gogh feliz. desencontrei da Mary, amiga da minha mãe, e fiquei andando por toda aquela arte moderna pensando na tal da roda da fortuna. pensativo esse day.


sexta-feira é sexta-feira em qualquer lugar, então fomos ao famoso karaokê "killed the cat",do Union hall, no Brooklyn, onde as meninas já queriam me levar há tempos. que divertido! dançamos e cantamos a noite inteira, bebendo cerveja artesanal e fazendo amigos "Yo!". com direito a gritinhos "I will survive" no palco e "The time of my life" no fim da noite. saímos de lá as 4h, congeladas (esquentou, mas ainda estamos falando de... 2 graus?) e felizes.

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