quinta-feira, 31 de março de 2011

fanta zero




Foi de repente.

O jeito que ele olhou pra ela naquele dia qualquer, por exemplo terça
Aquela mãozinha despretensiosa na coxa dela enquanto ele dirigia
O abraço que demorava cada vez mais, querendo tanto virar um só
A primeira vez que ele a chamou de "meu amor" assim, meio sem querer
Aquela frase do Camelo pra arrancar o sorriso no meio da tarde
A florzinha que ele arrancou do pé antes que ela visse
A outra florzinha que ele deu pra trocar a que tinha morrido
A primeira vez que eles dormiram abraçados a noite inteira
Cada uma daquelas garrafas de vinho que eles não queriam que acabassem
O jeito que ele imitava ela falando no telefone baixinho
O sorriso que ele não podia mais esconder
O brilho nos olhos que ela já não queria mais evitar
O fato dele nunca deixar ela andar do lado dos carros na rua
Cada vez que ele pegava ela olhando pra ele e, inseguro, perguntava "o que foi?"
A mão na cintura pra demarcar que ela era dele [e ela era]
Aquele beijo demorado, molhado, apertado, suado
O seu olhar verde com desejo de urgência
E aquela vontade arrebatadora de que o felizes para sempre começasse já.

Mas no que ele ganhou mesmo foi na fanta zero. Que ele colocou na geladeira só porque sabia que ela tanto gostava.

3 comentários:

Bruno Quintella disse...

Ah, que coisa boa isso tudo. Tamo junto. <3

Vanessa disse...

Ai que lindooo. :)

Sempre Viva! disse...

Eca! Rsrs!
Fanta Zero é sacanagem!