terça-feira, 19 de abril de 2011

sobre qualquer coisa


Tem dias que não sai nada. todo mundo passa por isso e esse tema já foi assuntado aqui e aqui. Ok, ok... É assim mesmo: a inspiração vem em ciclos: Tem momentos em que as palavras transbordam e precisamos segurar os dedos pra não cansar o leitor. Mas, às vezes... A gente tenta querer, mas não vem nada.

Outro dia minha amiga e cunhada querida (que, pelo visto, anda sem inspiração faz tempo) reclamou que eu ando muito monotemática no conteúdo dos posts. Que são lindos, que ela fica feliz por mim, mas que a alegria enjoa e que, segundo ela, "são muito mais legais os seus posts garota-enxaqueca rabugenta" (e cheia de links pra matar a saudade). Ah, tá. Deixa eu ver se eu entendi: Legal mesmo sou eu de mau humor? Mas entendo que é mais engraçada a minha rabugisse do que os meus suspiros. Ok, vou pensar sobre isso e voltar a fazer piada sobre a vida.

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E, sem nada pra falar, compartilho então que um amigo me apresentou a essa pérola ontem:




E aí fiquei pensando sobre o ciúme, esse sentimento tão cheio de facetas, que alavanca ou estraçalha conforme a dose. Que tão mais mal faz àquele que sente do que àquele que é vítima dele. Que dói e é irracional. Raramente diverte e geralmente machuca.

Ok, pouquinho, é fofo e engraçado. Mas que, no fundo, como é ruim sentir. E como é ruim expôr. E como é ruim se expôr. E que sim, mostra que se gosta, mostra que se cuida. Mas como é tênue essa linha e como o sentimento quase sempre passa em 5 minutos. E como tudo poderia ter se resolvido se a gente tivesse contado até 20. ou 40. Bastava segurar a ponta da língua e não deixar que todas as bobagens que passem pela nossa cabeça explodam pela nossa maldita boca.

Vivendo e aprendendo a não errar os mesmos erros.

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"As a jealous man, I suffer four times over: Because I am jealous, because I blame myself for being so, because I fear that my jealousy will wound the other, because I allow myself to be subject to a banality: I suffer from being excluded, from being aggressive, from being crazy, and from being common"

[Roland Barthes]

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