sábado, 11 de junho de 2011

just like that


Acordei com uma velha lição na ponta da língua. "Saber e não fazer ainda não é saber". Lao Tsé, dizem. Mas poderia ser qualquer um, afinal pouca diferença faz quem é o autor da frase, o que verdadeiramente importa é o efeito que ela faz dentro de nós. "Quem quiser gostar de mim, eu sou assim"... Mas haverá nesse mundo alguém disposto a verdadeiramente nos tomar do jeito que somos, aceitando a nossa covardia, todas as nossas certezas, esse medo, a nossa euforia e a nossa preguiça em dar ao menos um passinho pro lado no nosso plano original?

E seu plano original, a quantas anda? igual?

Que pena. Depois de tantas interseções, me resta acreditar que é uma pena o fato de, apesar de todo o contato, de toda a alegria, de toda a dor, de todo o riso, de toda a lágrima e todo o amor, tem gente que passa pela nossa vida sem aprender quase nada.

resta então sentar, colocar uma música que nos aqueça a alma, abrir um bom vinho, cruzar as pernas e esperar pra ver quem sorri por último.

::

Puft. and just like that, we didn't make pretty much sense anymore.

::
Em tempo: "Tranquem os livros, tranquem o mundo, tranquem as cédulas, tranquem as pessoas em casa. Os sonhos são meus". [Bernardo Soares]

Nenhum comentário: