quarta-feira, 27 de julho de 2011

Brilhos

E nos alfarrábios da vida, achei esse texto de que gosto muito. Não é meu, é da Marla, de quem, ela sabe, sou fã.

Um brinde aos que conseguem não deixar que os trancos e os barrancos da vida os brutalizem a ponto de todos nos tornarmos um bando de cretinos. Que vejamos beleza nas pequenas coisas e que nunca, nunca, nunca deixemos de acreditar na delícia do brilho no fundo do olho.

"Eu não tenho medo do amor. Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele. Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências. É como viver apenas a possibilidade de algo, mas com a sensação de que ela nunca se estabelecerá. É ficar intranqüilo não com o amanhã, mas com os próximos minutos. Quem teme o amor vai embora antes de fazer as pazes com ele.A ntes de saber que surpresas ele reservava. Quem teme o amor teme caminhar de mãos vazias em direção ao desconhecido. Está sempre baseado numa repetição do passado. E acha que a vida será como todos aqueles dias idos. Quem teme o amor não vê a pessoa que conheceu, não se dá a oportunidade de ser amado de outra forma. Quem teme o amor se envolve é com o drama de todas as feridas que vieram à tona porque ele não se permitiu ficar sozinho e confuso o suficiente para curá-las. Quem teme o amor não aprendeu a pedir ajuda nem a receber a cura do Universo. Ele se acha maior que o amor e não conjuga o verbo. Quem teme o amor consegue ser mais perverso do que quem o magoou".

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Faltam 157 dias para 2012. Ou não. Não importa. É só uma questão de brilho no olho.

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