domingo, 31 de julho de 2011

Sobre o vento

É como dizem por aí: nos últimos tempos, não existiria nada, nada, nada que me fizesse mais feliz do que um show dos Los Hermanos.

Camelo e Rodrigo: Ah, se vocês soubessem... Paravam com isso. Aposto. Porque às vezes eu acho que é só uma questão de mais poesia e menos medo. E penso que é simples. Ou deveria ser simples.

Simples como o vento.

Ah, se tudo fosse fácil, bonito e cheio de esperança como nas canções do Amarante.

"Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:

Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar

Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!

Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.

Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?

O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz".

::

Ah, se vocês soubessem.

Nenhum comentário: