segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Boas novas

Foi num domingo estranhíssimo. Fazia frio e quase chorava aquele céu pesado cheio de nuvens que teimavam em esconder o brilho das estrelas. A vida e seus altos e baixos.

Mas foi cheio de acordes aquele domingo. E ela, que tanto gostava de Ré Menor, lançou um novo olhar sobre o Si Bemol. Justo ela, que nem esperava. Embriagados de vinho, jazz, risos, lágrimas, amigos e aquele samba antigo no lugar novo. Foi de repente. Sem perceber ela se deu conta de que voltara a engatinhar com aquelas asas tão cansadas. Justo ela, aquela que [nada] sabia.

Graças a Deus.

Um dia a gente aprende a acreditar.





"Foi como tudo na vida que o tempo desfaz
Quando menos se quer
Uma desilusão assim
Faz a gente perder a fé
E ninguém é feliz, viu
Se o amor não lhe quer
Mas enfim, como posso fingir
E pensar em você como um caso qualquer
Se entre nós tudo terminou
Eu ainda não sei mulher
E por mim não irei renunciar
Antes de ver o que eu não vi em seu olhar
Antes que a derradeira chama que ficou
Não queira mais queimar
Vai, que toda verdade de um amor
O tempo traz
Quem sabe um dia você volta para mim
E amando ainda mais"

[Paulinho, aquele]

Um comentário:

Julieta Abiusi disse...

Pra mim tem alguma coisa no paulinho que é tão mas tão boa q incomoda e aí quase não o escuto. Juro. Mas aí, a gente passa pior um blog aqui, um link ali e...não resiste. Lindo demais :o)