sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Futuros amantes


Foi um daqueles sonhos tão presentes, tão vivos, tão reais, que acordei num sobressalto e precisei esfregar os olhos pra entender que você não estava ali, deitado, lindo, dormindo ao meu lado.

Olhei através daquela janela fria e sorri ao me lembrar de cada frase, cada olhar, cada vez que você me fez suspirar naquela noite. Você estava aqui comigo e eu nunca vou me esquecer a sua respiração ofegante durante aqueles 30 segundos antes de me arrancar um beijo naquela esquina qualquer. Era primavera em Paris e aquilo parecia tão real que queríamos gritar embaixo da Dama de Ferro num misto de medo, alegria, êxtase. Estávamos tão felizes. E era tão bom estar de novo assim.

Eu e essa minha mania de querer que a minha vida venha sempre com uma pitada de pirlimpimpim. De insistir em ver a beleza obrigatória das coisas que são pequenas. E de teimar em acreditar, sempre... E de ficar tão feliz, ainda que num sonho [tão bobo, tão simples, tão curto].

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Acordei tão serena. Com a certeza de que ser feliz era urgente. Ainda que fosse preciso esperar, não se afobe não, que nada é pra já.

Ainda bem.

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