terça-feira, 27 de setembro de 2011

Presente

E, de repente, recebi essa surpresa hoje de manhã. Daquele tipo que transforma a vida, traz a gente de volta pro centro e larga um sorriso no canto da boca.





Obrigada, pra dizer o mínimo.

"I wanted someone to enter my life like a bird that comes into a kitchen and starts breaking things and crashes with doors and windows leaving chaos and destruction.

This is why I accepted her kisses as someone who has been given a leaflet at the subway.

I knew, don't ask me why or how, that we were gonna share even our toothpaste.

We got to know each other by caressing each other's scars

Avoiding getting too close to know too much

We wanted happiness to be like a virus that reaches every place in a sick body

I turned my home into a water bed and her breasts into dark sand castles

She gave me her metaphors, her bottles of gins and her North Africa stamp collection.

At night we would talk in dreams, back to back and we would always, always, agree.

The sheets were so much like our skin that we stopped going to work.

Love became a strong big man with us, terribly handy, a proper liar, with big eyes and red lips.

She made me feel brand new.

I watch her get fucked up, lose touch, we listened to Nick Drake in her tape recorder and she told me she was a writer.

I read her boook in two and a half hours and cried all the way through as watching Bambi.

She told me that when I think she has loved me all she could, she was gonna love me a little bit more.

My ego and her cynicism got on really well and we would say "what would you do in case I die" or "what if I had Aids ?" or "don't you like the Smiths" or "let's shag now".We left our fingerprints all around my room, breakfast was automatically made, and if it would come to bed in a trolley, no hands, we did compete to see who would have the best orgasms, the nicer visions, the biggest hangovers.

And if she came pregnant we decided it would be God hand's fault.

The world was our oyster. Life was life.

But then she had to go back to London, to see her boyfriend and her family and her best friends and her pet called "Gus".

And without her I've been a mess. I've painted my nails black and got my hair cut.

I open my pictures collection and our past can be limitless and I know the process is to slice each section of my story thinner and thinner until I'm left only with her, I've felt like shite all the time no matter who I kiss or how charming I try to be with my new birds.

This is the point, isn't it ? New birds that will project me along a wire from the underground into the air, into the world".

[Peraí que eu vou ali fora tomar um ar]

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rock in Rio feelings

E se a vida começasse agora?





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Post com amor e carinho pra Livia Marques, que, sem querer, mudou tudo hoje <3

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dicotomia





Mas é assim que eu sou. Eu fantasio coisas. Eu e esse meu complexo de Cinderela. Eu só queria ser a Bela de alguém. Eu, que dou a minha vida por mais um punhado de pirlimpimpim.

Aqui sigo achando que a vida é tão simples, it's just to love and be loved in return. Só me diz se você quer, que eu continuo acreditando que quem quer, faz. Ou toca, ou não toca. Aponta pra fé e rema. Eu virei uma colagem de frases de efeitos em todos os livros que eu ainda não li.

Mas sorrio tentando manter a pureza e o brilho no olho. Eu sou só um peixinho no meio de todo esse seu oceano de medo e de dor. E, no meio disso tudo, eu fico tão feliz quando vejo algo que eu acho bonito. Sou leve, sou simples, sou pequena. Eu não tenho muitas cores, mas ainda assim sou cheia de vida no olhar. Mas sou um peixe, lembra? Não adianta você me segurar assim tão forte: Eu vou escorregar de você [para] sempre. Por que você não tenta me pescar, eu tô aqui, meio Beta, meio Palhaço. Eu sou esse cabo de guerra - dois peixes nadando, focada e desesperadamente, cada um pro seu lado. Sempre [se] procurando. Nasceram pra nadar e serem pescados por alguém. Basta você jogar a isca certa.

Comecei falando de princesas, terminei falando de peixes. É assim que eu sou: Uma confusão. Essa coisa de começar pensando uma coisa e [a vida] acabar indo por um caminho completamente outro. Eu sou essa mistura de tudo, eu, que tenho todos os outros dentro de mim mesma. Eu sou essa urgência, esse falar baixo, eu sou esse nadar em círculos. Eu sou a profusão dos pensamentos que não param de pular agora... E em todos eles só me vem você. Eu sou a soma de tudo o que [des]aprendi desde o primeiro dia - eu nasci pra hoje, então bate aqui na minha porta e me faz morrer pela boca.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Paciente

Consultório médico, INT/DIA.
Segunda-feira, 9 am. Consulta marcada há 30 dias.
Secretária (mongolóide) e Paciente (Darth Vader)


"Senhora, eles não mandaram o seu preventivo"

"Como assim? Mas eu fiz dia 14 de junho"

"Pois é, é que às vezes eles não mandam" (a culpa é sempre do outro amiguinho)

"Bom, eu entendo, mas eu acho que vocês deveriam conferir se todos os exames do dia seguinte foram entregues... Ontem, não? (1a patada do dia)

"É que quem faz isso é a outra menina (rá). E ela esqueceu".

"Mas... Esqueceu desde 14 de junho?"

"Desculpa, Senhora. Mas volta amanhã que eles vão mandar hoje sem falta".

A paciente respira fundo. Quer resolver o problema. Prometeu a si mesma que, a partir de agora, tentaria ser uma pessoa mais tolerante.

"Tudo bem, eu volto amanhã". Esboça um sorriso e sai.

Dia seguinte.
Consultório médico, INT/DIA.
8:30 am.

A amiguinha olha pra paciente e imediatamente fica VERDE.

"Senhora, seu preventivo não chegou ainda (cara desesperada de quem esqueceu)"

A paciente sorri, senta e cruza os braços.

"Tudo bem, eu espero, ele vai chegar, eu tenho certeza" (debochada).

A Secretária se desespera. Outras pacientes se entreolham. Bafão. A mocinha liga pro laboratório.

"Senhora, o rapaz que analisa o seu exame ainda não chegou"

"Ué. Liga pra casa dele. Se ele não estiver em casa, liga pra casa da AVÓ dele." (A mão começa a ficar mais pesada)

"Senhora, eu não posso fazer nada, a culpa não é minha".

Rá. Era a deixa que faltava.

"Querida, veja bem. O meu trabalho às vezes é um inferno, também, olha, mais que o seu. Mas eu tenho um caderninho onde eu anoto tudo o que eu tenho pra fazer, porque, aí, eu não esqueço de nada, entende? A culpa não é sua, mas eu, no seu lugar, teria ligado umas CEM VEZES (a paciente praticamente grita, nesse momento, pra enfatizar quantas vezes a mongolóide da secretária deveria ter ligado) pro laboratório, até que eles me entregassem. Ou eu teria ido lá buscar. Ou teria dormido aqui, até resolver. Mas claro, CAMILLA, a culpa não é sua. Me diga, então: o que você acha que eu devo fazer?

"Volta amanhã que vai estar pronto"

"Pois é, você me disse isso ontem!"

"Mas amanhã vai estar, eu te garanto"

Quá-quá.

A paciente respira. Nunca um termo fez-se tão necessário: Paciente.

"Então faz assim, CAMILLA. Eu vou esperar você me ligar dizendo que o meu exame está aqui, e é bom mesmo que esteja. Porque eu não posso ser a maluca que todo mundo aqui nessa salinha acha que eu sou (constrangimento na salinha) em vão. Mas, veja bem, CAMILLA. 14 de junho. Vocês só podem estar de sacanagem. Se o meu exame não estiver aqui amanhã, eu vou tacar uma bomba na Unimed. Tudo bem? Tenha um bom dia"

Sorri e sai.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Os primeiros 30

Hoje faz 1 mês que eu tive a chance de nascer de novo. Que aprendi o valor do [meu] sorriso. Que fiz as pazes com o destino e assumi o compromisso [que reafirmo todo dia, um após o outro] de ser uma pessoa mais feliz, mais íntegra, mais bonita. Cada dia melhor. Um após o outro.

Por tudo isso, e pra dizer o mínimo, obrigada <3

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Copy-paste

"Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca."

Eduardo Galeano, sempre contundente. Principalmente nessa segunda-feira fria, preguiçosa, mas tão leve, tão feliz.

domingo, 11 de setembro de 2011

Pensamento dominical

O inimigo número 1 da mulher pós moderna é a tecla SEND.

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Felicidade tem gosto de pão com ovo.

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Eu estava distraída, olhando pro lado, aí ele veio e fez um 11 de setembro em mim.

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Eu não voltava pra você nem fudendo.

Isomeria


"Por mim tá tudo certo, eu só não quero jogar sozinha. Nunca gostei muito de Squash, afinal. Se bem que Squash pode ser de dois. Ou não? Ah, você entendeu"

Eu espero.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dos encontros


Porque são poucas e boas as coisas nessa vida que importam e fazem cada minuto valer a pena. A vida é mesmo a arte do encontro. E alguns encontros dessa vida simplesmente acontecem na esquina certa.



Mudam o seu percurso, mudam o nosso olhar. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. Fragmentos de sorriso roubado que fazem toda, toda, toda a diferença.

Amo vocês.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Simples assim

Só pra lembrar, todo dia, que a felicidade muitas vezes vem do que é simples. E mais uma vez vem a vida e mostra como importa o sentimento de urgência pra tal menina ficar alegre. É só mudar o foco, direcionar pr´aquilo que te faz bem, continuar acreditando e, mais uma vez, aponta pra fé e rema.



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"Só desejar o amor pra bem amar" é praticamente o "Love and be loved in return" da Bahia. Continuamos não trabalhando com Djavan, by the way.