quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Piadinhas Caribeñas


Quando chega o dia em que a sua música preferida de todos os tempos vira a trilha sonora da sua vida real, das duas uma: Ou tem alguma coisa muito errada, ou tem alguma coisa muito certa.



Tanto clichê, deve não ser. Ou será?
Será possível?

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Fora isso, estar na praia mais bonita do mundo e não poder postar nada sobre isso, uma vez que você assinou um contrato de confidencialidade, me faz sentir-me como o cara que comeu a Sharon Stone numa ilha deserta e não tinha ninguém pra contar isso.

Nem uma linha aqui sobre o tema, nenhuma foto no facebook. Oh, God. Dói o coração. Mas tudo bem, vou deixando os posts prontinhos e posto quando o programa for ao ar. Por enquanto, no ar, só pistas da locação paradisíaca.

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Piadinhas caribeñas: E aí que você e seu colega de trabalho estão numa cidade próxima checando uma locação. Resolvemos voltar pro hotel quando, DO NADA, vem um carro preto e atravessa o nosso a mil por hora. Loucamente.

Nossa culpa, nenhum dos dois viu o carro preto. Em nossa defesa, temos a dizer que ele vinha rápido demais. Esse povo dirige como se não houvesse amanhã.

Bater de carro é sempre um horror e a nossa caminhonete destruiu a porta do Durango zero-quilômetro. Em 30 segundos o circo estava armado: Milhares de coleguinhas surtados gritando e dando opinião de quem estava certo. Abre a porta do carro e de dentro sai um sujeito de cavanhaque a cara de mafioso. Pronto. Fudeu. Meu coleguinha Joe, americano e sem falar uma palavra de espanhol, em estado de choque.

- Hola. Buenos dias, perdón, no lo vimos.
- Que pasó, estan locos?
- Lo siento, señor, no lo vimos. Es nuestra culpa, que devemos hacer?
- Bueno, vamos todos a la policia. No lo puedo creer, hace solo un mes que he comprado este veículo.

Merda.

Vamos todos pra delegacia. Que, veja bem, não é que seja uma delegacia maneira: Um cacareco caindo aos pedaços comandada por um xerife mão-de-ferro. Saímos do carro e o cara de cavanhaque entrega ao policial a carteira de motorista, o passaporte italiano e a licença de porte de arma. Ah, que ótimo: Destruímos o carro novo de um mafioso qualquer que veio se esconder numa praia paradisíaca do Caribe. Cena clássica de filme bang-bang barato e eu só pensava putaqueopariu eu não vou morrer aqui nesse fim de mundo.

Acabou que o mafioso era fofíssimo, gente boa, falou mil vezes que "No passa nada" e que poderia acontecer com qualquer um. Meu amigo americano tremendo, mudo. Fez merda, bateu o carro da produção e, por mais que tenha seguro, por mais que nada aconteça, é um saco essa sensação, né? Imediatamente lembrei da minha infância desastrada e todo aquele pesadelo de querer morrer porque quebrou qualquer coisa na casa da mãe da nossa amiguinha do primário. A vontade de virar avestruz.

Duas horas depois, cinco minutos de papo furado com o italiano [já não tão paciente, já não tão mafioso] sobre as belezas da Toscana, espera, ansiedade, e interrogatório, voltamos pro nosso hotel 5* com um belo esporro, mil recomendações de "draivi querfol" ao amigo americano e mais essa boa história pra contar.

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15 days. Tomorrow will be 14. Can't wait.
<3

Um comentário:

mãe marilisse disse...

me meta do coração!... ainda bem que vc é poliglota!... beijo e se cuida. mãe