sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Todos os caminhos levam a Roma


Esse post é especialmente para a minha Conhada.

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Dez horas mal dormidas num trem Calábria - Roma. Achei que era genial a ideia de viajar de trem noturno e paguei de bom grado pra dormir na couchette. Tinha tido uma experiencia tão boa na Alemanha. Rá. Aí começa a piada.

Primeiro que a Itália não é a Alemanha. E quando eu estava entrando no vagão e vi as duas senhorinhas mais estabanadas de todo o Império Romano vindo atrás de mim, pensei: ''Deus não faria isso comigo''. Ah, tá bom, Luana. Não deu outra: Entram as duas no mesmo ''quartinho'' que o meu e resolvem que era uma boa ideia passar as dez horas falando SEM PARAR. ''É que eu não consigo dormir, ainda bem que temos companhia''. Sorri e pensei ''a-ham, foda-se''. Virei pro lado e coloquei o travesseiro na cabeça. Doce ilusão.

As pessoas falaram A NOITE INTEIRA. Assim. Italiano não é alemão. Fica a dica.

Pra piorar, no meio da noite entra na Cabine uma quarta amiguinha, no caso, chinesa (ou japonesa, ou singaporenha, ou sabe Deus). Que, obviamente, não falava uma palavra de Italiano. E as velhinhas calabresas acharam que era uma boa ideia ficar puxando assunto com a amiga. Sem parar. E ela não respondia, afinal, oi, ela não fala sua língua. E as velhinhas começaram a reclamar sem parar da falta de educação da moça, que não respondia as perguntas das tiazinhas.

Meu Deus, eu mereço.

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Desci em Roma cansada e tonta. Ignorei os pedidos de ajuda das Italianas pra achar sei lá o que que elas queriam. Talvez eu vá pro inferno por isso, mas minha paciência tinha chegado ao limite. Fui procurar o próximo trem pra Florença quando de repente eu me dou conta: Perai! Eu tê em Roma!!! Vou dar uma volta pela cidade.

Deixei minha mala na estação e fui sorrindo em direção ao Coliseu. Não adianta, eu nunca deixo de me emocionar com essa cidade.

Conclui então que, depois do Rio, Roma é o lugar onde que eu me sinto mais em casa. É onde eu tenho o meu café preferido, o meu sorvete querido, é onde eu lembro de todos os caminhos. Fui caminhando pelas ruas que acordavam naquela fria manha de Outono e passei por todos os meus lugares preferidos: Desci a Cavour até o Coliseu, fui no Campo de Fiori, andei até a Piazza Navona e tomei com gosto o Café Sant Eustachio, também conhecido como O MELHOR CAFÉ DO MUNDO. E ali, tão cedo, tão inesperado, tão feliz, eu agradeci.



2 comentários:

lipeburger disse...

luana, desconfio que até o fim dessa viagem ainda vou te odiar. (só que nunca)

Michelle Chevrand disse...

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii, eu tomei café Sant'Eustaquio em casa hoje de manhã, que Uirá trouxe, hihihihihh, será que foi na mesma hora????
O que eu mais queria nessa vida é que fosse possível você trazer dentro de um pequeno isoporzinho um gelato italino. Só isso.
Não me faça te odiar IDEM.