terça-feira, 24 de abril de 2012

Ai de ti

Pobre de ti, infeliz, que não sofre.
Que não explode em choro, que não se coça inteira.
Ai de você que não se dói, ai de você que não se doa, ai de ti que não se deu.

Eu não trocava um minuto de toda essa minha dúvida por duas hora dessa sua psicologia de araque.

Graças a Deus tenho toda essa minha inquietação pra me incomodar a alma e, no último gole do meu vinho, oferecer a minha angústia a todo esse seu desespero.

Porque o que seria de Clarice se ela tivesse feito análise.

Um comentário:

bruno_fiuza disse...

não sofrer é a coisa mais triste que tem