sexta-feira, 27 de julho de 2012

Demora não.



E de repente o calendário deu uma volta em torno de si mesmo. Já fazia um ano que aquela menina do vestido esvoaçante acordara decidida: Ia abrir de novo as janelas do seu coração. 

Num piscar de olhos, enquanto eu tirava a poeira das gavetas, já não fazia mais o menor sentido passar por essa vida que no fundo é tão boa, e acordar e dormir e ver a vida escorrer por entre os dedos se não fosse com você.

Quanto clichê, meu Deus, deve não ser. Mas a verdade é que fez-se mar no olhar daquela menina tão feliz ao perceber que não queria mais enfileirar todos aqueles vestidos que não eram enlaçados por aquele bentido paletó.

Fazia uma volta aquele calendário e a menina não se lembrava de ter sido mais feliz. Que perigo, gente, esse de se conseguir aquilo que tanto se quer. Que perigo, gente.


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E, numa dessas, me deparo com uma foto na internet.
É só uma foto. Mas que lágrima feliz.





Que perigo, gente.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Se quiser... Será?





Eu
você
o sol nascendo num dia bonito
esse café da manhã 
e uma sacada na Itália pra eu (não) ver os dias passarem ao seu lado.

No fundo, a gente precisa é de muito pouco pra ser feliz. 
Como se isso fosse possível, ri debochada menina da janela.

Então aqui sigo, de malas prontas.

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Ou no fundo a culpa de tudo isso seja da Xuxa.
Maldita hora em que aprendemos que tudo pode ser, só basta acreditar.

Ou talvez seja minha, que teimo, insisto, mas não acredito.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Seja


De repente, tudo nessa sala virou saudade de você.

Mesmo eu me transformei na tua ausência. Prendendo a respiração nos intervalos de você eu passo a tarde olhando pr'aquela porta por onde você não entra.

E como me dói a dor que eu sinto enquanto você não volta. Eu sou toda essa falta que você me faz e essa minha vontade de conseguir nunca mais te ter de volta.

E então eu tranco os meus olhos e tento te ter aqui comigo. Ouço a gota de chuva batendo no vidro e sinto o cheiro doce da tua pele contra a minha. O beijo apertado. O sorriso. De olhos fechados eu vejo o teu olho brilhando.

E penso que sou a menina que ri, a menina que dança, a menina que chora. Eu sou esse me pega pra você, eu sou não mais querer o que se quer: Eu sou toda essa confusão de sentimentos, eu sou o beijo roubado na chuva, a mão que acaricia de leve, eu sou esse roxo no braço. Eu sou esse sussurrar no ouvido, eu sou o seu sorriso de bom dia, eu sou tudo o que você não é, eu sou igual a você.


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Meu Deus, como é difícil ser eu.