quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sobre todo esse orgulho


fornaciari
s. 
1. sobrenome relativamente comum na Itália, principalmente nas regiões da Toscana e Emilia Romana. Traduzido para o português como "fazedores de fornos".

2. [Brasil, Informal] família unida, alegre, cheia de dificuldades mas que as enfrenta de frente e mata a vida no peito, na raça, aumentando ainda mais o orgulho de sermos quem somos.


 













Sabíamos que não ia ser fácil, mas eu nunca esperei menos de você do que ENCHER TODO MUNDO DE ORGULHO.
Te amo, irmã.

domingo, 11 de novembro de 2012

É isso

E nessa de sempre dar bola pras pessoas erradas, eu nunca tinha prestado atenção no Paulo Henriques Britto.

E aí ganhei esse poema de presente de uma amiga, assim, meio tapa na cara. Porque no fundo tudo o que precisamos é de uma emoção que nos cale a boca. 


"Então viver é isso,
é essa obrigação de ser feliz
a todo custo, mesmo que doa,
de amar alguma coisa, qualquer coisa,
uma causa, um corpo, o papel
em que se escreve,
a mão, a caneta até,
amar até a negação de amar,
mesmo que doa,
então viver é só
esse compromisso com a coisa,
esse contrato, esse cálculo
exato e preciso, esse vicio,
só isso".

sábado, 10 de novembro de 2012

Pobre Princesa


Hoje me peguei pensando na menina que passa pela rua com a roupa da Cinderella.

5 anos na cara e todo um mundo de decepções pela frente. A mãe que não tem pulso e deixa tudo para lá. A mãe cheia de sonhos, que veste a boneca com uma maldita roupa de princesa e amaldiçoa a vida da filha com a espera por um príncipe que nunca vai chegar.

Toda uma vida esperando por seu Príncipe Encantado.

E aí a menina cresce sem afirmar seu lugar no mundo a menos que seja através a presença do seu  homem. A vida da menina parada até que aconteça a transformação final; Até o momento em que ele chega e dá sentido a toda sua volta. Maldita Bela Adormecida, condenada a dormir para sempre esperando por aquele beijo. Tudo porque não sabem dizer não.

Eu observo sozinha a Princesa que tropeça tomando sorvete. Todos sorriem. Todos olham, mas só eu que vejo.

Tudo errado.

Pobre Princesa. Mal sabe ela o mundo de sapos que terá pela frente. Pobre Princesa. Maldito Walt Disney.

Pobre de mim


Eu tenho muito medo de ficar maluca.

Os que me cuidam afirmam que não, que pessoas como eu, obsessivamente controladoras, jamais alcançam a benção de chegar ao descompasso. Perder a compostura é para os imprudentes, para loucos e aventureiros que se jogam sem rede às custas de pessoas como eu, que chegaram bem mais cedo, armaram a rede e passaram a aguardar sentada, champagne na mão, a queda daqueles que se entregam.

Sempre vivi com passos calculados, ainda que repletos de ousadia. Cada salto sempre foi excessivamente planejado, arquitetado fria e lentamente para minimizar o impacto. Eu dou a volta ao mundo como quem vai à padaria porque me preparei para uma vida de aventuras. Como se possível fosse.

Pobre de mim.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Teorema

Ele fazia perguntas existenciais a um Deus que nem sabe se acredita. "Por que todas as coisas mais importantes estão relacionadas ao 2, se este é um número sem importância para esse mesmo Deus?"

Ela, ao seu lado, sorria. Deu uma resposta simplória. Mas no fundo ela sabia.

Sabia que as coisas se multiplicam por elas mesmas porque estamos todos a procura de algo que dê sentido àquilo que somos. Sempre a procura da sua cara metade, de algo que nos complete.

Porque é nos braços do nosso semelhante que nos reconhecemos como nós mesmos, afinal.

Ainda bem.