sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fim

E aí que esses Maias não sabiam era de nada. 

O fim do mundo já aconteceu faz tempo e ninguém percebeu que passou um arrastão na minha vida e levou tudo o que eu tinha; eu, minha poesia e tudo aquilo que eu era, e todo esse meu medo, metade dessa minha coragem, a minha vontade de ir embora e aquela certeza que tanto incomodava.

E foi aí que eu fiquei foi aqui, imóvel e muda, sorrindo ao seu lado.




"É o Amor,
Que veio como um tiro certo
No meu coração;
Que derrubou a base forte
Da minha paixão
E fez eu entender que a vida
É nada sem você".



Feliz tudo novo.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Subceleb


Meus 37 segundos de fama, além de muitas e boas risadas, renderam umas toscas conclusões:


1) O Rio de Janeiro tem menos prestigio do que o Wando no coração do carioca. As piadas foram muitas, mas nada que se compare à homenagem que fiz ao poeta do amor há tempos atrás. É verdade que a piada antes era muito melhor.

2) Se a foto estiver boa, você parecer bem e seu braço estiver magro, seu dia de subcelebridade instantânea será repleto de elogios. Do alto dos meus degraus da fama (pff) eu penso que realmente isso de ser pseudofamosa deve viciar pessoas que no fundo só precisam de um carinho pra acalentar o ouvido.

3) O mais triste da vida de subcelebridade instantânea é que do mesmo jeito que vem, vai. Como você não tem nada a acrescentar através de uma foto, você é jogado no ostracismo sem dó e sem perdão. Seis da tarde sua foto deixou de ser notícia, as pessoas já não te ligam mais e sua vida fica feia e sem graça. Mais rápido do que tudo seu sorriso bobo de ontem passa a enrolar o peixe de amanhã.





4) Bem que o Braseiro poderia me dar alguma coisa em troca por essa foto. No mínimo, uma mesa vitalícia na varanda.

5) Hoje, no set de filmagem, em meio às piadas, comecei a reclamar que essa vida de ser famosa era muito cansativa, que eu não aguentava mais o assédio e estava pensando em contratar um empresário pra cuidar da minha carreira. Reparei uma troca de olhares e umas duas pessoas meio chocadas, com pena de mim. Coitados, eles ainda me levam muito à sério.

6) Pra terminar... Foi divertido, os mais próximos entenderam que era uma piada, os menos próximos devem ter mais o que fazer. E pelo menos o braço tá magro.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pobres de nós


Socorro, estão morrendo os gênios.

Pouco a pouco os melhores de nós se cansam, se recusaram a participar da barbárie e decidem tomar um bom vinho no céu.

Vai ver o fim do mundo é isso: Uma vida sem Oscar, sem Saramago, sem Millôr.

Pobres de nós, mortais, que precisamos esperar pra apagar essa luz. Pobres de nós.

https://www.youtube.com/watch?v=OOfUYfvtaC4