segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O ponto de não-retorno

Reza a lenda que um grande general, querendo vencer uma batalha, mas vendo seu exército perto de ser dizimado, ordenou aos soldados que queimassem seus próprios barcos.

Os dias tem passado de um jeito tão leve e bonito e lento e diferente do que estava no roteiro que eu só posso mesmo é responder à pergunta que eu sigo com a mania de repetir feito um mantra: "O que foi que eu vim fazer aqui?".

Pois a cada dia que passa eu percebo que o que eu, Luana, vim, nessa segunda-feira ensolaradamente fria e feliz, fazer aqui, foi estar, nessa mesma segunda-feira, nesse mesmo exato lugar mundialmente conhecido como "aqui".

A gente precisa viver mais de 3 décadas e dar duas voltas e meia no mundo pra conseguir finalmente estar aqui.

Bem que me avisaram que o auto-conhecimento era um caminho sem volta. Que não seria mais possível ignorar a dor e a delícia de ser eu mesma uma vez que eu fosse em busca de descobrir o sentido da (minha própria) vida.

Tem gente que passa uma vida inteira sem abrir essa janela, mas, para os poucos que tem a coragem de prender a respiração e se jogar sem rede em busca do que é que faz o seu olho brilhar, o caminho é difícil e não-retornável, mas lindo e espetacular.

E se foi tudo isso que me fez deixar pra trás tanta coisa em busca de uma vida com propósito, só me resta respirar bem fundo, segurar firme naquilo que acredito e não largar mais. Lembrar de voltar pra pergunta cada vez que a ansiedade me forçar em direção a uma resposta. E, definitivamente, queimar os meus navios até que, quando eu finalmente não tiver mais o plano B, numa terça-feira de sol a vida comece a ser o plano A.

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E, pra abrilhantar a semana, temos novidades por aqui. O Quase Indo deixa de ser um projeto solo pra ser um sonho em dueto.

Dou boas-vindas aqui à Beca Furtado, sócia, parceira, irmã, mas, principalmente, AMIGA. De alma.

A gente já sonhava tanta coisa em conjunto que colocar o que a gente acredita em palavras era o caminho natural a seguir.

Vamos tornar públicas as nossas cartas em busca de uma vida com mais propósito. Porque é de mãos dadas que a gente voa mais longe.

E você, Beca, o que foi que veio fazer aqui?

Por Luana


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